segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Porque as tarifas de energia elétrica não baixam?



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Essa é a pergunta que muitos fazem considerando que estamos com quase 70% da geração hídrica normalizada.
A resposta esta em primeiro lugar na gestão do sistema, lá atrás no primeiro governo Dilma, quando iniciou uma seca no país e o governo não reagiu. Por certo por se tratar de um ano eleitoral naquele tempo, o governo procurou sempre minimizar e até esconder o problema. Pior de tudo foi fazer uma intervenção eleitoreira baixando as tarifas, quando o movimento teria que ser outro.
O resultado foi um desequilíbrio tarifário por conta da geração térmica quase levando o setor a bancarrota. Precisou o Governo as pressas injetar capital e meses depois ainda aportar recursos a juros baixos. Num terceiro momento, sem recursos do tesouro nacional, a solução foi passar os custos à população.

Para que entendamos precisamos analisar os custos envolvidos na cadeia setorial, conforme gráfico abaixo.

Apresentamos um gráfico de elaboração da Abradee, que indica a atual composição tarifária média do Brasil (incluindo todos os consumidores brasileiros) em 2015. Vale ressaltar que a variação de percentuais é devida à inclusão de todos os tipos de consumidores nesse novo cálculo (industriais, comerciais, residenciais, etc.), bem como de vários Estados:


Como se vê, o Gráfico acima mostra que a atual estrutura tarifária brasileira proporciona só 6% de remuneração do capital investido (lucro) pelo setor de distribuição. Mesmo assim, o setor investe, por ano, 12,3 bilhões de reais em ampliação de redes, contratação de empregados, manutenção, pesquisa, etc.
Ainda que com perspectivas de redução de sua lucratividade pela renovação das concessões, o setor de distribuição é, sem sombra de dúvidas, um dos que mais acredita e investe no Brasil, isso principalmente por ter, como norteadores, a qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos brasileiros pelo acesso à energia elétrica.
Possuímos, também, outras informações sobre tarifas em nosso banco de dados – a principal delas o estudo comparativo de tarifas. Confira ao final desta página!

Como estão os reservatórios das principais bacias de geração hídrica:
Com as chuvas acima da média, canal Pereira Barreto da Hidrovia Paraná Tiete, berm como a Hidroelétrica de Ilha solteira voltam a operar positivamente.




Como vimos já é possível desligar algumas térmicas e baixar a tarifa. O governo vem fazendo isso e a conta gotas. Vem baixando nas bandeiras tarifárias não exatamente na tarifa geral. Como mostrou o gráfico, existem investimentos governamentais para o setor que por falta de recursos do tesouro eles vêm adiando, sem contar que as empresas ainda não recuperaram de todo da bravata eleitoral.
Outro fator importante,foi o aumento do ICMS por alguns estados da federação. Por exemplo no Estado do RS os aumentos foram ; De 25% para 30% do imposto sobre gasolina, álcool, telecomunicações e energia elétrica.


Se as chuvas se mantiverem regulares até Abril próximo talvez para o final deste ano tenhamos uma baixa nas tarifas. Um outro fator foi a redução do crescimento do país com um impacto de - 2% no consumo geral de energia.
Noticiario recente do Jornal Hoje da Rede Globo;
"Hidrelétricas do Centro-Oeste e Sudeste têm melhor nível desde 2013

Reservatórios geram aproximadamente 70% da energia elétrica do país.
Índice dos reservatórios está em 44% da capacidade".

Link:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/02/hidreletricas-do-centro-oeste-e-sudeste-tem-melhor-nivel-desde-2013.html

De qualquer forma já se tem a espectativa de mudança da bandeira vermelha para a amarela nos próximos meses.

Fontes:





J.A.