terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Finalmente o apagão chegou no Brasil!

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Ao longo do ano passado, vínhamos alertando desta possibilidade seguindo três fatores principais;
O primeiro se referia a seca que ocasionava uma disponibilidade menor de geração hídrica nas principais bacias de rios nacionais.
A segunda se tratava no baixo investimento para mudar a característica da matriz energética.
A terceira no crescimento da demanda.
Pois no dia 19/01/2015 o tão temido apagão chegou.
Segundo as primeiras informações, por volta das 14h30min um pico de demanda chegou muito perto da sobrecarga do sistema. O Operador Nacional mandou algumas Distribuidoras diminuírem o fornecimento e então como um efeito cascata uma série de estados tiveram apagões.






Dados do G1 – Da Rede Globo;


Corte de energia afeta estados do Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste

SP, RJ, ES, MG, PR, RS, SC, GO, DF, MS, MT e RO ficaram sem luz.
Redução na energia foi feita a pedido do Operador Nacional do Sistema.

Distribuidoras de energia em estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste disseram que reduziram o fornecimento de luz na tarde desta segunda (19) após uma orientação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o órgão responsável pela gestão de energia no país.
Em São Paulo, passageiros do Metrô tiveram que caminhar pelos túneis por causa da interrupção da circulação dos trens após o corte de energia.
O G1 confirmou, até o momento, que houve falta de luz em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
Por volta das 18h40, o ONS divulgou nota em que informa ter havido "restrições na transferência de energia das Regiões Norte e Nordeste para o Sudeste" que "aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na freqüência elétrica".
O ONS também disse que adotou "medidas operativas em conjunto com os agentes distribuidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, impactando menos de 5% da carga do Sistema".

Nesta terça (20), às 14h30, haverá uma reunião "com os agentes envolvidos para analisar a ocorrência", segundo o órgão.
A TV Globo apurou que o corte determinado pelo ONS foi de 3.000 MW em todo o país - isso representa 8% de tudo que é gerado de energia.

Momento crítico
O sistema elétrico brasileiro enfrenta um momento crítico por conta da falta de chuvas. Na região Sudeste, uma das maiores responsáveis pela geração de energia no país, os reservatórios das usinas hidrelétricas estão com 19% de sua capacidade, quando o esperado era no mínimo de 40%.
Para o especialista em energia Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o que aconteceu pode ser classificado como racionamento forçado por geração insuficiente ou estrutura de transmissão insuficiente para atender a demanda (leia a entrevista).
A usina nuclear de Angra 1 também foi desligada. A ação é automática e acontece toda vez que há oscilação de energia na área da usina. O desligamento não ofereceu riscos, segundo comunicado da gestora da usina.
Veja mais abaixo a situação em cada estado atingido:
Cartaz informa que a circulação nos trens da Linha 4 Amarela em São Paulo foi interrompida pela falta de energia (Foto: Fernando Zamora/Futura Press/Estadão Conteúdo)

São Paulo
Segundo a Eletropaulo, a energia distribuída para São Paulo foi reduzida em 700 megawatts. A empresa disse que a totalidade da carga de energia distribuída foi restabelecida às 15h50, também por orientação do ONS.
As estações República e Luz da Linha 4-Amarela foram fechadas porque, segundo a ViaQuatro, empresa que administra a linha, houve um problema de alimentação de energia elétrica na região da Estação da Luz. Não há confirmação se isso ocorreu após o pedido do ONS.
Movimentação na estação República do Metrô de São Paulo (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Durante a redução da carga, anunciada pela Eletropaulo por volta das 15h20, houve relatos de falta energia em alguns bairros de São Paulo, como Campo Belo, Campos Elíseos, Santa Cecília, Pinheiros e Vila Mariana. A queda de energia durou cerca de meia hora.

Rio de Janeiro
A Light informou que alguns bairros da cidade sofreram corte de energia. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Light, a partir de uma determinação do ONS. A Ampla, que também atende o estado, também confirmou que houve corte. Segundo as duas concessionárias, às 16h a energia já estava totalmente restabelecida.
De acordo com a Ampla, o corte de 100 megawatts de energia distribuída teve início às 14h55 e foi encerrado às 15h55. Foram afetados 180 mil pessoas em 13 municípios da área de concessão da companhia, que atende no total, cerca de 2,8 milhões de clientes residenciais, comerciais e industriais em 66 cidades – 73% do estado do Rio de Janeiro.
A Light, que atende a capital, não informou os bairros e quantas pessoas foram afetadas até as 17h.


Minas Gerais
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pela distribuição de energia na maioria das cidades mineiras, confirmou que recebeu recomendação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal responsável pela gestão de energia no país, para reduzir o fornecimento de luz.
Porém, a empresa ainda não divulgou quais os municípios foram afetados pelo corte. Ainda de acordo com a Cemig, não há informações sobre apagões em Belo Horizonte e na Região Metropolitana da capital.

Espírito Santo
O fornecimento de energia elétrica ficou prejudicado em oito municípios do Espírito Santo. De acordo com a distribuidora Escelsa, parte dos municípios de Piúma, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Marataízes, Presidente Kennedy, João Neiva, Barra de São Francisco e Pinheiros foram afetados. O fornecimento da energia elétrica já foi normalizado nessas áreas, após a liberação do ONS, segundo a empresa.

Paraná
No Paraná, houve corte no fornecimento de energia na tarde desta segunda-feira (19) em alguns municípios, de acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Não havia confirmação, porém, de quantas pessoas ou quais cidades foram atingidas, até as 16h30.
A Copel estima que quase 6% das unidades consumidoras (entre casas e indústrias) do estado tiveram algum tipo de problema durante a tarde. O problema, diz a Copel, foi rápido. A luz já havia sido retomada em boa parte dos locais atingidos, por volta das 16h30, ainda conforme a Companhia.

Rio Grande do Sul
Pelo menos 115 mil clientes ficaram sem luz em várias regiões do estado. Segundo a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), pelo menos 100 mil pontos na área da empresa ficaram sem luz por cerca de 50 minutos entre 15h e 16h. A empresa reduziu a energia distribuída em 100 megawatts (MW).

Santa Catarina
No estado, o corte foi de 150 megawatts, equivalente a 3,7% da demanda. Conforme a Celesc, o corte ocorre com o desligamento de 41 alimentadores e atinge cerca de 140 mil unidades consumidoras. A distribuidora ainda não mapeou os municípios que terão redução de carga e se o corte engloba estabelecimentos industriais, comerciais ou residências.
Às 18h45, havia 12.084 consumidores sem energia elétrica no estado.

Goiás
Segundo a Companhia Energética de Goiás (Celg), a energia distribuída para Goiás "sofreu um corte manual em cerca de 200 megawatts e afetou várias regiões do estado, inclusive parte de Goiânia", por volta das 15h. A companhia não informou o número de clientes atingidos, mas adiantou que começou a restabelecer o serviço às 16h, e que aguarda novas informações do ONS.
Em Goiânia, a queda de energia foi registrada principalmente nos bairros da região sul, onde semáforos apagaram e deixaram o trânsito tumultuado em algumas avenidas.

Distrito Federal
No DF, a CEB informou que desligou oito subestações de energia elétrica. A interrupção teve início às 15h nas unidades de Samambaia Oeste, Brazlândia, PAD/DF, Planaltina, São José, Vale do Amanhecer, São Sebastião e Sobradinho.
Segundo a companhia, às 15h40, o fornecimento havia sido restabelecido, exceto na PAD/DF e em São José. A CEB informou que o ONS solicitou a redução de 113 megawatts. O fornecimento foi interrompido em 157 mil unidades consumidoras, o equivalente a 16% do total atendido pela distribuidora, que é de 980 mil.

Mato Grosso
As Centrais Elétricas de Mato Grosso (Cemat), empresa concessionária da distribuição de energia no estado, informou que cerca de 150 mil clientes em 11 municípios sofreram interrupções no fornecimento de eletricidade no início da tarde desta segunda-feira (19).
De acordo com nota emitida pela Cemat, os cortes afetaram clientes das cidades de Cuiabá, Várzea Grande (na região metropolitana da capital), Rondonópolis, Campo Verde, Nova Mutum, Juara, Tangará da Serra, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Monte Verde e Juruena.
Os cortes no fornecimento de energia foram realizados exatamente entre 13h55 e 14h26, gerando interrupções médias de 33 minutos aos clientes.

Mato Grosso do Sul
O fornecimento de energia elétrica foi suspenso em três municípios do estado atendidos pela Elektro, empresa do Grupo Iberdrola.
Em nota, a concessionária afirmou que a interrupção foi parcial e durou 45 minutos em Três Lagoas, Brasilândia e Santa Rita do Pardo.

Rondônia
Seis municípios de Rondônia tiveram o fornecimento de energia suspenso temporariamente nesta segunda-feira (19), entre 13h e 13h40 (horário local, uma hora a menos em relação a Brasília).
Alguns pontos da capital Porto Velho e das cidades de Vilhena e Espigão D'Oeste ficaram sem luz por cerca de meia hora. Já em Pimenta Bueno, a interrupção durou aproximadamente 15 minutos. Os municípios que tiveram a maior interrupção, por 39 minutos, foram Ji-Paraná e Rolim de Moura.

A “ONS” soltou este boletim sobre o Fato ocorrido, artigo em PDF abaixo.

A Jornalista Miriam Leitão comentou no Bom Dia Brasil da Rede Globo;

Com a colaboração de San Andreas do Papo Cabeça – Adrenaline que pinçou esta situação;

Sala de Controle do CNOS (Brasília) - Sede do ONS.

Na imagem abaixo a freqüência está em 59,98 Hz, muito próximo de 60 Hz. No apagão a freqüência chegou a perigosos 59 Hz.

O objetivo do ONS é garantir a confiabilidade e estabilidade do sistema elétrico interligado nacional.

Um mapa do sistema interligado atual;

Capacidade de geração entre os subsistemas;
Quando a freqüência cai no sistema interligado (potencia ativa) já é um sinal de sobrecarga. Isso forçara que as usinas que estão fornecendo um percentual de carga, atinjam sua capacidade de fornecimento máxima e até, sobre cargas eventuais, desconectando-se do sistema. Como disse o professor Ildo Sauer, o ONS gerou um apagão menor para não deixar entrar em colapso o todo, mostrando um ponto de fragilidade.
O Discurso da Presidenta Dilma que baixaria tarifas e melhoraria o sistema não se confirmou ao contrario, voltamos a algo muito próximo do que ocorreu no tempo de FHC. Um exagero é claro, as condições atuais são melhores que naquele tempo. O governo errou não deu ouvidos aos especialistas que alertavam e preferiu ouvir seus políticos e acabamos chegando a esta situação.
A condição climática continua desfavorável, a previsão é que chova  abaixo das médias históricas na região Sudeste e Nordeste, portanto um cenário preocupante  se imaginarmos  que a partir de Abril/2015  termina a estação das chuvas.
Fonte;
 INPE/CEPTEC;

Ainda bem, lamentavelmente, que estamos numa atividade econômica praticamente estagnada com a Indústria em crescimento negativo caso contrario estaríamos numa situação bem pior.
Fonte:

O País conta, atualmente, com 201 usinas em funcionamento, produzindo 84.169.838 kW por hora (kW/h). 


Mas só o Pará acrescentará ao sistema ao final de 2015 considerando o cumprimento do cronograma inclusive das linhas de transmissão, teremos;

UHE de Belo Monte no Rio Xingu, UHE de São Manoel, no Rio Tele Pires, mais de 21 milhões de kW/h, representando quase 22% do total gerado no País.


Teremos vários parques eólicos a serem inaugurados, mas como sabemos nem sempre as obras de transmissão acompanham implantação do complexo sem contar que é um tipo de energia complementar.

A Usina Nuclear Angra 3 (Dentro da Região Sudeste) que poderia injetar no sistema 1.405 MW tem suas obras atrasadas e com indícios de superfaturamento segundo o TCU a sua previsão passou para 2018 ou mais.
Outros empreendimentos continuam inclusive de biomassa estão previstos, mas são sistemas similares aos eólicos comentados acima.
Usinas PPH e Usinas menores de geração hídrica estão também neste rumo.

A verdade é que o governo vai ter que arrumar soluções rápidas para a retomada do crescimento do país e investimento maior no setor. A previsão anterior da Eletrobrás era de investir R$14,1 bi em 2015.


Por enquanto oremos!

Fontes:



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tropicalização de No-breaks, Fontes e Outros...

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Ao contrario que muitos pensam este termo na área técnica de equipamentos é muito mais amplo que uma simples adaptação ao clima tropical (ambiente muito mais quente e úmido).
Tenho observado que nos últimos tempos é uma crescente a importação de equipamentos da Ásia, principalmente da China, alguns tem apresentado alguma dificuldade de robustez funcional, gerando muitas manutenções corretivas e até trocas.

Nos Free Shop de fronteira a compra de eletrodomésticos em geral 


sempre é um risco.

A pergunta é, porque um equipamento que teoricamente funciona em todo mundo apresenta um índice de falhas tão grande por aqui?
 A resposta esta na Tropicalização e na qualidade, um assunto muito discutido dentro de universidades e setores técnicos, no entanto, parece esquecida por muitos da população leiga em geral.

Assim como, por exemplo, no setor automotivo, a Tropicalização de um veículo, passa por uma adaptação da suspensão para enfrentar os nossos pisos de cidades e estradas, junto a isso a motorização para o nosso combustível, os diversos componentes da carroceria como vedações, borrachas, suportes entre outros que precisam ser avaliados. O setor de equipamentos eletrônicos são praticamente coisas semelhantes que vão muito além do simples aumento da refrigeração e dissipadores.

Elétrica:
A primeira coisa que estes equipamentos sofrem é referente a qualidade da energia elétrica (tensão e freqüência) e de sua instalação. A situação mais comum é a integração de todo o processamento de controle a potencia que sempre resultará num custo. Uma simples queima de um carregador de bateria, por exemplo, se falando de um no-break, é necessário trocar toda a placa de controle quando tudo é integrado, o que envolve custos. Quando não é isso é o booster e aí, vão também componentes de potência, fusíveis especiais e os custos podem significar a metade do valor do equipamento.

Fontes para PC não é diferente, apresentando defeitos muitas vezes comprometendo a motherboard e mais prejuízos para o consumidor.


A tropicalização nestes casos, esta ligado a suportabilidade elétrica que os equipamentos no Brasil convivem e que normalmente não ocorrem nos países de primeiro mundo. Contribuem para isso o nosso arcaico meio de distribuição elétrica (aérea), sujeitas a serem derrubadas por acidentes automotivos, queda de arvores, raios e sobre-tensões de toda ordem (lembre-se que o Brasil tem um dos mais altos índices de quedas de raios do mundo).
Em anexo alguns artigos que falamos sobre isso:


Mecânica:

Tratamento e pintura para suportarem a umidade, calor e poluição. É muito comum se encontrar equipamentos oxidados depois de alguns meses. Acredito que os fabricantes pensam que estes equipamentos vão trabalharem em salas climatizadas o que não é verdade.
Um Exemplo;
Reclamação de um cliente ao site Reclame Aqui;
 -... Depois de algumas idas e vindas e recargas de gás, foi então constatado o vazamento na serpentina da unidade condensadora. Neste momento descobri que as serpentinas dos aparelhos “Fabricante X” são feitas em alumínio, material de baixa resistência à corrosão. Acionei a garantia através da X REFRIGERAÇÃO, assistência indicada pelo suporte do Fabricante....
OBS: Os nomes foram ocultados e quem quiser pesquise no site indicado. 

Relativo a Manutenção:
Considerando que a maioria dos fabricantes imagina que se trata de equipamentos para não apresentarem falhas, a manutenção para retiradas de componentes é muito difícil e por muitas vezes sem acesso, necessitando que se desmontem tudo com muito cuidado exigindo serviço de especialistas.
Mais um exemplo;
Reclamação de um colega e amigo nas Redes sociais que seu veiculo produzido por uma multinacional em fabrica fora do Brasil apresentou este problema no teto e não deram solução.
Foto:


Outro aspecto é relativo ao tipo de plugs e tomadas, como todos sabem no Brasil tem um padrão diferente.


O que fazer então?
Se o investimento no equipamento for considerável vale a pena melhorar as condições da instalação de forma a tornar estes equipamentos mais seguros e funcionais. Lembre-se que quanto mais sofisticado, preciso, automatizado for mais sensível será aos transtornos elétricos.
Uma boa prática seria compatibilizar sua instalação para equipamentos sensíveis conforme determina a NBR 5410-5.4.2.3 tabela 31.

Temos mais alguns exemplos abaixo;

- É muito comum em fóruns de energia alguém solicitar suporte para instalação de um estabilizador de energia elétrica ou um no-break barato porque tem problemas constantes com fontes do seu PC. Típico caso de informação

- No-break de pequeno porte ( até 3 Kva) tendo muito retorno e manutenção. Uma vez investigado possíveis problemas na carga.  Podem ser resolvidos em ambos os casos citados com um bom filtro de linha.



- Já em No-breaks de maior porte, vai ser necessária uma investigação melhor, no entanto, muito delas esta ligada a também distúrbios da rede elétrica ou sujeitas a sobre-tensões e raios. Algumas séries ou topologias parecem serem mais sensíveis e pequenas soluções como trafo-isolador na entrada, supressores de transiente, equalização do aterramento podem resolver satisfatoriamente.
Até nas gigantes do ramo, por motivo de arrogância de alguns da engenharia, por não darem a devida atenção para isso. Alegam que é um projeto mundial e funcionam em todo lugar porque não aqui, ignorando preceitos puramente técnicos.

Um relato exemplificativo:

“Recordo-me, que um gigante destas forneceu uma máquina moderna de 1 MVA para um cliente na região no pé da Serra Gaúcha. Depois de instalado funcionou por alguns dias e depois apresentou uma falha que detonou até as baterias. Demorou um pouco e foi reparado com troca de componentes de potencia. Funcionou por mais alguns dias e incendiou tudo na sala foi necessário até o corpo de bombeiros. O que aconteceu não foi revelado, mas entendo que máquinas projetadas para trabalharem em ambientes condicionados com redes elétricas estáveis não forma feitas para trabalharem no campo na beira de morros, sujeitas a sobre-tensões de toda ordem. Um erro de processamento de controle num equipamento de tão grande porte pode ser fatal. Não adequar a proteção de baterias a suas especificações e sim somente ao no-break pode ser fatores que irão causarem explosão por curto circuito sem o secciona mento necessário entre outros. Recordo-me que na época supervisionado a troca destas baterias, questionei este fabricante porque não colocar fusíveis adequados para cada um dos bancos em vez de disjuntor nesta potencia e com tensão acima dos 800 Vdc totais. A resposta foi que os fusíveis eram para a potencia máxima do equipamento operando por um período máximo de 5 minuto, pois existia um moderno conjunto de GMG para operarem a quente, entrando em aproximadamente 30 segundo.
Muito bem, esta ai a resposta, provavelmente trocaram a tecnologia ou amargaram o prejuízo, o fato é que nunca mais tive contato sobre este assunto”.

Mais um caso ligado à tropicalização e ao uso da tecnologia adequada. Por certo se tivessem feito um estudo detalhado antes, optassem por uma tecnologia mais robusta e menos sensível não teriam esses percalços. Sabemos que numa concorrência com um mercado competitivo, preço e prazo de entrega são fatores determinantes, no entanto, é importante se utilizar uma tecnologia condizente caso contrario vai gerar retrabalho, perda de confiança e até devolução do produto com custos incalculáveis.

Com relação há eletrodomésticos estes estão muito ligadas a garantia e manutenção, visto que, pela opção do comprador, a qualidade fica em terceiro lugar e o preço em primeiro lamentavelmente.

Ar condicionado da fronteira: o barato pode custar caro.


Nessas situações, quando surge algum imprevisto o prejuízo fica com o comprador,e costumam não serem de custo elevado. Mas quando nos referimos a equipamento profissional, será que vale a pena arriscar?
Não, obviamente que não, portanto é sempre importante comprar equipamentos que tenham garantia e assistência técnica.

ARMADILHA"
Especialistas como Garé advertem que os valores reduzidos e a variedade de produtos escondem uma armadilha. Hoje, há milhares de relatos, em sites de defesa do consumidor, de clientes que nunca receberam encomendas já pagas. Ou que receberam eletroeletrônicos que não funcionam.
"O consumidor precisa estar atento quando compra mercadorias oriundas de outros países, principalmente quando não está claro qual é a empresa importadora", afirma Paulo Roberto Binicheski, da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Distrito Federal.
"Antes de adquirir qualquer produto, deve questionar com o site qual é seu endereço físico, se está registrado na Receita Federal e se há garantia contratual ou uma rede de assistência técnica", completa Binicheski.
Seis lojas virtuais aparecem como as campeãs das queixas de consumidores.
A Receita Federal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que há um conjunto de medidas em discussão para dar mais segurança aos despachos de remessas vindas do exterior. "Não há nada ainda que se possa anunciar", informou o órgão”.

Deve-se investigar se aquele fornecedor tem outros equipamentos similares instalados no país e, em quais empresas. Assim se terá garantia inclusive da troca do equipamento por outro  se for o caso. O importador com suporte de manutenção, peças, certificações, treinamentos, estoque local pode ser um indicador de qualidade, investigue e pense nisso.
Depois de tudo, resta ainda a justiça, a LEI de Defesa do Consumidor foi criada para te proteger.
O velho ditado popular “O barato sai caro” se aplica plenamente no caso.

Fontes :




J.A.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Efeito Plasmoelétrico nova forma de Converter Luz em Energia Elétrica

"Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página  e receber algum do Google".

Interessante artigo publicado pela Inovação Tecnológica -

 08/01/2015.

O título é :

Efeito plasmoelétrico: nova forma de converter luz em eletricidade

Conversão fotoelétrica
Uma equipe dos EUA e da Holanda descobriu uma 
nova forma de produzir uma corrente elétrica 
iluminando um material sólido.
As correntes geradas são significativas, podendo ter aplicações práticas. [Imagem: Sheldon et al. - 10.1126/science.1258405]
Ao contrário dos dispositivos fotovoltaicos 
conhecidos, como as células solares, o novo sistema
 não se baseia em semicondutores, mas 
nos plásmons de superfície, ondas de elétrons que 
emergem na superfície de nanoestruturas metálicas 
e interagem muito fortemente com a luz.
Em 2009, pesquisadores australianos descobriram 
que é possível ajustar a frequência de ressonância 
dos plásmons de superfície aplicando um potencial 
elétrico a nanopartículas de ouro.
Agora, Matthew Sheldon e seus colegas 
demonstraram que o oposto também é verdadeiro: 
é possível gerar um potencial elétrico na superfície 
das nanoestruturas usando luz para modificar a 
densidade das cargas elétricas na sua superfície.
Bright idea: Harry Atwater is working on a plasmonic solar cell
Efeito plasmoelétrico
O efeito foi demonstrado em nanobastões de ouro
 construídos sobre uma base de óxido de índio-
estanho. Quando a luz de um laser é aplicada sobre
 as duas faces da nanoestrutura cria-se uma tensão 
que é positiva quando a luz tem comprimento de 
onda maior do que 550 nanômetros, e negativa 
quando o laser tem comprimento de onda menor do 
que isso.
Os 550 nanômetros são determinados pela 
nanoestrutura, que pode ser ajustada para trabalhar 
com outras frequências.
A equipe batizou o fenômeno de efeito 
plasmoelétrico, que poderia ser explicado por uma 
tendência da nanoestrutura a buscar o ajuste de sua
 densidade superficial de cargas entrando em 
ressonância com a luz incidente. Contudo, uma 
teoria mais abrangente ainda é necessária para 
explicar termodinamicamente a geração da corrente 
de elétrons que sai do dispositivo.
"Nós observamos potenciais plasmoelétricos tão 
grandes quanto 100 milivolts sob iluminação de 100 
miliwatts por centímetro quadrado. Células 
plasmoelétricas poderão permitir o desenvolvimento 
de dispositivos optoeletrônicos capazes de 
converter luz em energia elétrica," resume a equipe.
Fontes:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=efeito-plasmoeletrico&id=010115150108&ebol=sim#.VLF5odLF8l9
http://revolution-green.com/metal-plasmoelectric-solar-cells/

J.A.