domingo, 13 de outubro de 2013

Toque humor 17 - NO-BREAK KING-KONG QUASE DERRUBA JUMBO


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Naqueles tempos que a informática crescia no mercado brasileiro, inicio dos anos 80, assunto já relatado anteriormente em outros causos, alguns desafios causados pela reserva de mercado,obrigavam a outros desafios, não menores, para as Industrias de equipamentos brasileiras.

A Embratel, estava trazendo Computadores de última geração para controlar o trafico telefônico de longa distância,bem como, algumas atividades novas que disponibilizava no mercado. O problema seria instalar Novos No-break´s e baterias numa infra-estrutura projeta para as Fontes DC de Telecom , com peso estrutural já definido no projeto das edificações. Chegaram a conclusão que o melhor seria utilizar inversores DC/AC utilizando o banco de bateria das Fontes de Telecom em 48 VCC.

Uma das parceiras da Embratel era a Saturnia que topou o desafio de produzir estas máquinas com projeto nacional. Para isso, a Saturnia trouxe um projetista Frances, o Richards, para tomar frente nisso( u lá, la´!).
Como as Fontes Embratel tinham a frente do painel em preto bem como, os trafos e indutores, mais os cabos , olhando aquela máquina depois de pronta , parecia um equipamento muito largo (os trafos eram o equivalente a um No-break de 250 KVA enquanto o Inversor novo era de 15 kVA somente) . A explicação esta clara,para fornecer 15 kVA de um DC de 48 VCC , fazia com que os reatores de entrada e o trafos, suportassem um corrente bem acima do tradicional. Este aspecto de visual, baixo,gordo e preto, levou a turma do teste a apelidá-lo de King-Kong. 
Tempos depois a aeronáutica estaria fazendo licitação para compra de No-break´s para alguns sítios radares . A Saturnia acabou ganhando a licitação e o produto disponibilizado foi o King-Kong modificado é claro, para esta empreitada.

Dentro das salas climatizadas da Embratel, os King Kong até não incomodavam, mais os locais disponibilizados pela Aeronáutica eram diferentes, e os macacos gritavam muito.
Certa ocasião vinha um Jumbo descendo em Manaus e de repente, todos os sinais de balizamento de pista sumiram, o piloto assustado arremeteu e foi parar em Lima.
Naquela semana seguinte, o que tinha de uniforme azul da Aeronáutica na Saturnia era brincadeira. O pior de tudo, entraram em contato com a tecnologia dos No-breaks´s Exide que estavam em teste na fábrica. Não tiveram dúvidas, negociaram com a Saturnia a troca de todos os macacos pelos americanos Exide e a Saturnia, forneceu os novos praticamente a preço de custo( hoje, powerware ).

Este é mais um causo daqueles!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

DEFEITOS PROVOCADOS O TERROR DOS TÉCNICOS - 5

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E quando o problema tem origem no projeto , a bomba quase sempre estoura na mão de quem esta comissionando ou dando assistência técnica.
CASO 5-1
FALHA DE PROJETO - 1

TREFILA DE TUBOS SEM COSTURA MANNESMAN.

Este caso ocorreu ainda no tempo de ASEA Elétrica, portanto, antes do grupo ABB. Foram protagonistas os meus amigos Engenheiros ; Franz, Simões e  Rossi.
Aqui cabe um esclarecimento funcional de um sistema desses para se ter uma ideia do risco e dos sustos que operadores e a turma da manutenção da Mannesman passaram naqueles tempos. 

Os tubos a serem trefilados, praticamente dobram de comprimento.
Por exemplo um tubo de 3 polegadas e afinado para 2 através de um tracionamento por um redutor de vídea ,refrigerado a água. A força para tracionar um tubo destes, vem de acionamento com motor de corrente continua. O problema começa quando a última parte do tudo sai do trefilador. O carrinho se projeta para frente como um bólido. No final do sistema tem uma espécie de casamata com uma mola para reduzir o impacto,caso ocorra uma falha no sistema. Eu compararia com aqueles carrinhos utilizados em Porta Aviões, que lançam um caça a mais de 200 Km/hora no final da pequena pista.

O problema principal, era justamente segurar este carrinho tracionador numa distancia pouco maior que 20 metros. O projeto previa o uso de sensores por contato ao longo da distância prevista para terminar a trefilação. Com o passar do tempo,estes micro switch de contatos apresentavam defeitos e não mandavam o conversor inverter o campo para a eletro frenagem.

Aqui cabe uma segunda explicação:
O Conversor CC que acionava o motor, era um sistema controlado pelo campo, como é o caso dos trens e metrôs. A tensão de armadura em torno dos 500 Vdc era fixa, influenciada somente pelo limite de corrente. Já o campo era de duplo sentido por obviedade, pois era necessário trazer o carrinho de volta, para um novo carregamento.

Ninguém mais, queria trabalhar naquela geringonça, no ultimo acidente, eu tinha ido com um dos amigos sapear o ocorrido. A casamata de proteção estava destruída, quase que o carrinho perfura a parede e sai galpão a fora, num acidente de maiores proporções. 

Meus amigos, trabalharam duro, mudando tanto o projeto da lógica funcional como otimizaram alguns dispositivos. Por exemplo; substituíram o sistema de sensoriamento mecânico por óptico. Ficou ótimo.
Num dos testes, meses depois, fui acompanhar um deles para retirar uma pendência , pude ver o funcionamento perfeito do sistema.

Quando o tubo descia no modulo carregador, ele já vinha com uma ponta mais fina para entrar no trefilador, um alicate com 4 pinças (alicate cachorro) prendia do outro lado bem firme . Quando era dado o starter, a corrente subia para uns 300 Amperes de armadura e a trefilação começava, sendo afinado o tubo por este processo. Quando terminava  a trefilação e o tubo escapava do dispositivo, o carrinho pulava como um tiro, o campo invertia instantaneamente para a frenagem. A corrente de armadura se invertia e batia lá nos 1000 Amperes numa frenagem eletrodinâmica espetacular. Depois disso , numa fração de segundos,se escutava o freio mecânico entrando e segurando tudo. O operador comandava que o alicate soltasse o tubo, ele descia para baixo do sistema , escorregando para um depósito. Depois o carrinho era comandado para voltar até trefilador para um novo carregamento.
Exemplo de trefila de tubos mas bem mais lenta que a do projeto citado, serve como informação. Video

http://youtu.be/cIwwCHL03HQ
Foi uma das minhas primeiras experiências com acionamentos eletrônicos de potência no ramo Industrial, inesquecível!

Projeto modificado pela equipe da assistência técnica,conhecida como ASEA Service.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Toque de humor 16 - Técnico Curioso é um desastre !

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Mais um causo;
Quando ocorreu a fusão da Asea Elétrica e da BBC, o pessoal de service teve que se adaptarem tanto as novas tecnologias , como de gestão administrativa de ambas as partes (oriundos da BBC e Asea).
Certa ocasião a equipe de No-break´s Asea, realizava treinamentos com os futuros equipamentos do novo grupo ABB, as máquinas BBC.
Um curioso e experiente técnico Asea, estava convocado para acompanhar outro profissional numa manutenção de um sistema BBC, não me lembro qual tipo se era equipamentos ES ou EG, mais me parece que era a geração de No-break ES.
OBS: Vou ocultar o nome do artista porque ele continua na ativa e não quero queimar o filme dele he.he.he.
Conta o amigo Sérgio, técnico com experiência em no-break´s BBC-ES, que o outro curioso, depois de realizarem limpeza geral com a máquina desliga, medirem baterias, fazerem testes para o aprendiz ir se adaptando a tecnologia, depois de tudo isso, quando já estavam finalizando tudo e prontos para retornarem a carga do CPD da rede para o UPS, o “experiente e curioso técnico Asea”, perguntou;

 - Para que serve este pininho vermelho nesta placa. Nem deu tempo do Sergio dizer não pux..., ele puxou o tal pininho, para que...
Foi um estouro e fusíveis queimando pra todo lado no modulo de potência.

O curioso tinha aberto a malha de controle, este dispositivo servia para testes em fábrica utilizando fonte de controle externo.
Sergio gritou, seu FDP porque não enfiou esta mão no rabo, olha o trabalho que nos arrumou. Nessa altura , o curioso, assustado não ria mais e por encanto tinha sumido a curiosidade.
Resumo da história: Sergio teve que medir todo módulo de potência, identificar componente danificados ou não, quantidade de fusíveis ultra-rápidos importados abertos, agendamentos com o plantão para encontro na ABB afim de abrir almoxarifado, o servicinho de meio expediente e sem riscos algum terminou tarde da noite e com muita canseira.
Pois é técnico curioso por mais experiente que seja sempre é um perigo.
Este é mais causo daqueles!
J.A.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Instalações para equipamentos eletrônicos sensíveis, um caso para iniciados - 1.

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A propósito do tema anterior (Defeitos provocados o terror dos técnicos 4 – planta de cimento), é um a tema mais comum do que se pensa. Atribuo a fatores econômicos e as novas tecnologias digitais que integram o cotidiano atual e equipamentos de última geração com suas sensibilidades e especificações.
Nas décadas de 60/70 e 80, era comum a dificuldade de se encontrar profissionais gabaritados para enfrentar a modernidade e a tecnologia da época. Era muito comum que as grandes empresas tivessem sua Infra de engenharia para resolverem todos estes problemas. Naquele tempo, a grande maioria dos equipamentos eram analógicos.
 Nos tempos atuais é muito mais barato contratar terceiros, cuidar especificamente do negócio em si, terceirizando o resto. Sem contar a praticidade que proporciona as novas tecnologias desde a automação no chão de fábrica, as telecomunicações em geral e aos CPD´s.
A instalação elétrica moderna, não se resume ao dimensionamento de cabos, disjuntores e quadros de distribuição de carga, tem mais coisas que passam despercebidos por profissionais e por instaladores.
Por exemplo;
SPDA e proteção contra sobre-tensão é um absurdo que se vê nas edificações. A mais comum é ver descidas dos pára-raios em cabos paralelos, passando perto de janelas, outros descendo dentro do poço de luz. Aterramento é o de menos e a vida das pessoas e prejuízo com equipamentos queimados o contratante que resolva e se vire.
Banco de capacitores para correção do fator de potência, filtros de harmônicos.
Tudo isso deveria ser calculado e executado por iniciados onde o custo vai ser maior, mas os problemas serão minimizados, podendo ao longo do tempo ter ficado mais baratos.
Vamos a fatos práticos, outro assunto relatado pelo Tio Lima, especialista em telecomunicações;
Contava-me que certa feita, foi acompanhar num site, a empresa de engenharia que realizaria a obra de instalação elétrica. Com o projeto na mão, analisou os tipos de equipamentos a serem utilizados, demais cargas como os ares condicionados e chamou-lhe atenção a distancia que ficava o transformador da concessionária até o topo do morro onde estava o site. Explanou aos representantes da empresa quer a fiação teria que vir toda subterrânea e já dimensionou o cabeamento que deveria ser utilizado deste o alimentador a mais de 150 metros até o site. Disse que o neutro teria que ter o dobro do dimensional das fases etc.
Passado o tempo, a chefia mandou que fosse até o referido site que não funcionava a contendo depois do start-up.
A primeira coisa que chamou atenção era que o site funcionava só comum dos ar condicionado se ligasse os dois sempre dava problemas. Examinou o quadro elétrico, estavam ali os cabinhos da instalação rindo dele.
Vociferou, eu não tinha dimensionado o cabeamento, quem autorizou a fazer isso.
 “Parece que estou vendo o cara dizer”; - Nosso engenheiro viu que era um absurdo o seu dimensionamento, disse que não precisava de tudo aquilo, que estes cabos aqui dariam com sobras.
- Quem autorizou da minha empresa. Tinha sido o seu chefe, putz!
Ligou para o chefe  e disse;
Meu, vem aqui resolver o pepino que arrumaste, autorizando a fazer esta merd... de instalação. Explicou a distancia, explicou que a grande maioria das cargas era monofásica, portanto a corrente no neutro seria praticamente o dobro. A tensão que deveria chegar em 127 Vac não chegava a 80 Vac sem contar o aquecimento no cabo de neutro.
Resumindo os caras tiveram que abrir todo o solo, trocar a tubulação metálica bem como a fiação. Um retrabalho um custo a mais para o prestador de serviço.
Outro caso semelhante.
Contou-me  outra, num determinado site, foi encarregado de ver um problema que estava envolvido um fabricante de no-break também. Os fornecedores do no-break não tinham encontrado defeitos até tinham trocado o banco de baterias. No entanto quando dava uma piscada de rede com toda carga em cima, derruba o site.
Ele deu uma olhada, perguntou onde estavam as baterias. Estavam em outro compartimento numa distancia de uns 12 metros. Olhou o cabinho da baterias, chamou o pessoal e disse;
- Vocês acham que este cabinho de bateria s vai suportar toda carga da estação, podem tirar o cavalinho da chuva. Troca esse 16 mm2 por um de 70 mm2 e depois me avisam se o problema continuar e foi embora. Até agora esta aguardando ligação deste pessoal. Obviamente que num no-break, quando falta a rede toda carga trifásica ou monofásica de saída e transferida para as baterias mais as perdas. De acordo com a tensão e o numero de elementos poderemos ter uma corrente somada das fases mais as perdas do inversor sobre elas, portanto o dimensionamento dos cabos e conexões de baterias devem levar em consideração isso.
Muitos não sabem nem os porque o uso de eletro calha fechada, tubulação metálica, o que é fator de agrupamento,o que é fator de potencia, se aquela instalação tem ou não harmônicos, acham que é bobagem, poderiam ser trocadas por eletro dutos de PVC, esteiras elétricas, tudo bem mais barato. Quando uma empresa idônea realiza uma cotação considerando todos os fatores intrínsecos para aquela aplicação, vem outra com metade do preço e leva a obra. Estes contratadores podem chorar no futuro.
A dica que dou é contratar empresas com experiência naquela sua aplicação. Empresas com engenheiros e técnicos responsáveis com CREA, Não é a solução de tudo, mas garanto que os problemas simples de cálculos serão minimizados. Prestar muita atenção nas especificações do fabricante do equipamento adquirido. Questões simples e diretas que minimizarão dissabores no futuro.

J.A



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Toque de humor 15 - Ladrão deixa Ressonãncia e Tomografia loucas em hospital

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CAUSO 

LADRÃO DEIXA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA E TOMOGRAFIA LOUCAS":

A CERCA DE 6 A 7 ANOS, OCORREU UM CHAMADO PARA ATENDER O HOSPITAL DE S. LEOPOLDO.
A INFORMAÇÃO ERA QUE TERIA OCORRIDO UM TRANSITÓRIO DE REDE E APÓS O ESTABILIZADOR DA TOMOGRAFIA SINALIZAVA ALARME E ,MESMO NO BY-PASS, A MÁQUINA NÃO LIBERAVA TODO PROCEDIMENTO DE PARTIDA. 
NA RESSONÂNCIA, OCORREU UM FORTE CHEIRO A QUEIMADO NO ESTABILIZADOR, MAS O SISTEMA ESTAVA OPERANDO.


COMEÇANDO PELA TOMOGRAFIA PERCEBI QUE EXISTIA UM GRANDE DESBALANCIAMENTO NAS TENSÕES ENTRE FASE, A RS= 412 V / ST= 390 V E TR =358 V. MEDI CONTRA O NEUTRO E APRESENTAVA TENSÕES DENTRO DO NORMAL APROXIMADAMENTE 220 V.( ENTÃO, PORQUE NÃO TINHA 380 V/ ENTRE FASES?)
FEITO TESTES INDIVIDUAIS COM CADA MÓDULO DE POTÊNCIA , TROCADO UM FUSÍVEL ABERTO, LIBEREI OS REGULADORES DO ESTABILIZADOR. MINHA SURPRESA É QUE O DESEQUILÍBRIO CONTINUAVA. PARA PERMITIR QUE ATENDESSEM OS DOENTES AGENDADOS, BAIXEI AS TENSÕES DAS FASES "R" E "S" E SUBI A "T" DE FORMA QUE OS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA DA MAQUINA LIBERASSEM O ESTAGIO DE BLOQUEIO.


CHEGANDO NA RESSONÂNCIA, O ESTABILIZADOR ERA DE MAIOR POTÊNCIA( 70 KVA) E POSSUIA TRAFO ISOLADOR. LÁ TUDO ESTAVA NORMAL, SOMENTE OS SUPRESSORES DE ENTRADA ESTAVAM DANIFICADOS. OBSERVEI NA ENTRADA,  O MESMO DESBALANCIAMENTO OBSERVADO NA TOMOGRAFIA. COMO TINHA TRAFO ISOLADOR ,AS TENSÕES DE SAÍDA PERMANECIAM DENTRO DA NORMALIDADE.

DECIDI QUE ERA HORA DE CHAMAREM O PESSOAL DA MANUTENÇÃO ELÉTRICA DO HOSPITAL, DESCONFIAVA DE SOBRECARGA NO SISTEMA DE FORMA QUE OCORRESSE UM DESVIO ANGULAR NO TRAFO GERAL DENTRO DA SUBESTAÇÃO. O RESPONSÁVEL AFIANÇOU QUE NÃO EXISTIA SOBRECARGA. ENTÃO PEDI PARA FAZER MEDIÇÕES NO QGD GERAL DO HOSPITAL. LÁ TAMBÉM TINHA O DESEQUILÍBRIO COM UMA ANORMALIDADE QUE CONFIRMOU MINHAS SUSPEITAS." A CORRENTE DE TERRA ERA ELEVADA, DO MESMO VALOR QUE NEUTRO. 
SUGERI ENTÃO,QUE CHAMASSEM A CONCESSIONÁRIA E A EMPRESA CONTRATADA PARA MANUTENÇÃO NA SUBESTAÇÃO , OBJETIVANDO QUE VERIFICASSEM NEUTRO ,ATERRAMENTO E CAPACIDADE DO TRAFO PARA A CARGA EXISTENTE ( A SUBESTAÇÃO FICAVA NUM PEQUENO PRÉDIO SEPARADO, JUNTO A LINHA DE 13.8 KVA DA CONCESSIONÁRIA . SEGUIA SUBTERRÂNEA ATÉ O QGD GERAL DO  HOSPITAL .


QUANDO VOLTAVA PARA PORTO ALEGRE, RECEBI LIGAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELA ÁREA TÉCNICA DA CLÍNICA, ELE DISSE ;
- J.A. VOCÊ NEM ACREDITA QUE O PESSOAL ENCONTROU NA SUBESTAÇÃO.

- o QUE PERGUNTEI ?
- ROUBARAM O CABO DE NEUTRO E DE TERRA DENTRO DA SUBESTAÇÃO, PUTZ! 
ENTÃO ESTAVA EXPLICADO O DEFASAMENTO ANGULAR ENTRE FASES.
LADRÃOZINHO FILHA DA PU...., COLOCOU EM RISCO TODO HOSPITAL PARA ROUBAR UNS METROS DE COBRE.
NO OUTRO DIA, APÓS REPARO DOS ESTRAGOS , REAJUSTEI O ESTABILIZADOR DA TOMOGRAFIA E TUDO VOLTOU AO NORMAL.

ESTE É MAIS UM CAUSO DAQUELES!!!!!!!!!!!!
J.A.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Defeitos provocados o terror dos técnicos 4 - Planta de Cimento


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CASO 4 - ERRO NO PROJETO DE MELHORIAS TÉCNICAS.

DEFEITOS PROVOCADOS POR ALTERAÇÃO DE PROJETO DE INFRA-ESTRUTURA DO CLIENTE- CASO UMA PLANTA DA MAIOR CIMENTEIRA DO BRASIL. 

Este quarto causo, ocorreu quando num retorno de viagem ao interior de S.Paulo, chegava já fora do horário comercial na Service ABB, para devolver o carro locado e pegar o meu que se encontrava no estacionamento dos funcionários. A minha surpresa quando adentrei o Dpto. Foi encontrar uma reunião da alta chefia com o meu Gerente imediato e mais alguns colegas. Nem bem entrei, o Gerente geral levanta cabeça e grita;
Hei J.A. não morres mais, estava aqui procurando alguém para resolver um pepino na maior cimenteira do Brasil, o caso veio bater na Diretoria da ABB e precisamos resolver.
- Pensei, pronto me fudi!
Perguntei do que se tratava ?
O chefão da ABB Service , disse que uma das plantas datal Cimenteira, apresentará um problema no Conversor que aciona o motor do forno, chamaram a Service ABB depois de duas intervenções da sua manutenção sem que fosse identificado causas. Três colegas que participava na reunião tinham ido resolveram o problema e mal chegaram de volta, ocorrera o mesmo problema. Para não deixarem parada a planta, autorizaram a retirarem o tal dispositivo e reativarem a planta enquanto tomavam providências. E a salvação era o coitado do J.A, que acabará de chegar!  
Disse aos presentes que estava há vários dias no interior e não tinha dinheiro, a chefia disse que não seriam problemas os dois mais experientes iriam comigo, o carro já estava locado e o aprendiz de feiticeiro me passaria seus recursos de viagem, enquanto o plantão providenciaria um deposito em minha conta. Não teve jeito de escapar, nem com o pobre argumento citado. A solução foi ligar para casa e dizer que mal chegará , estava de novo na estrada sem previsão de chegar nas próximas 24 horas.

FOTO DE UMA PLANTA DE CIMENTO









Tratava-se de um acionamento antigo BBC que acionava o motor de 400 kW se não me engano. Embora não conhecendo especificamente o conversor, tinha experiência com a geração Tyrak da ASEA, equipamento equivalente.
Meus colegas informaram que se tratava de um problema na placa de supressores que ficava fixada nos dissipadores de potência. A primeira tinha queimado e aberto um arco voltaico que chegou a queimar fusíveis do conversor . Eles fizeram os reparos, tinha funcionado por varias horas, quando retornaram , souberam que tinha ocorrido tudo de novo. Examinei os desenhos do conversor. Vi seus aspectos construtivos, tipo de tiristores tensão de isolação, tensão de alimentação, tensão de saída do conversor etc. Solicitei que retirassem o dobro de componentes do almoxirafado que haviam levado anteriormente e mais uma nova placa supressora.
Na época , carregava comigo, um osciloscópio Tektronix pequeno de duplo canal com memória e duas ponteiras de 1x e 10x, pedi que conseguissem umas ponteiras de alta tensão, as 100x .
Já quase meia noite, chegamos no local da fabrica, próximo a fronteia Paranaense. Tivemos que esperar o forno terminar a sua carga de produção para iniciar os reparos.
Nota : Os acionamentos Suecos da ASEA os tiristores eram dimensionados em sua tensão de isolação em 5 a 6 vezes a tensão operacional de modo que não tinham supressores, somente os RC sobre cada componente para matar os ruídos de Rf da comutação. Os Suíços da BBC preferiam utilizar tiristores com 2 a 3 vezes à isolação e adicionava um supressor de transiente junto ao modulo de potencia, alegando redução de custos sem perda de confiabilidade, uma questão de filosofia das antigas marcas.
O Sistema era alimentado em 380 Vac trifásico para uma saída de cerca de 500 Vdc de armadura e aproximadamente 250 Vdc de campo.
Observei nos osciloscópio que os picos de tensão no AC (lado do supressor que apresentava problemas , o lado DC estava ok, intacto) os picos chegavam a 2000 Volts. Os diodos da ponte retificadora do supressor eram de 1400V sua isolação! .

Chamei o pessoal da manutenção e perguntei se eles tinham feito alguma mudança no cabeamento de alimentação do conversor, pois aquilo que estava vendo era sinal que a impedância de entrada estava muito alta, geralmente ligada a dimensionamento do cabeamento. Inocentemente disseram que não tinham feito nada e que a única mudança foi instalar uma subestação nova. A única coisa feita foi levar o cabeamento  novo de mesmo dimencioanl até o novo alimentador.
Perguntei ;
-Onde ficava o alimentador  Geral antigo ? Disseram que ficava quase em baixo  do forno.
- Pergunte ainda, e o novo ?,
O novo era de maior capacidade e esta a cerca de 100 metros do antigo.
Informei que estava ali o erro deles, gerando todo aquele problema, ao aumentarem a distância deveriam terem recalculado novamente o cabeamento.

De qualquer forma resolveríamos aquela situação.
O supressor;
O supressor do lado AC, as três fases entravam numa ponte com 6 diodos de 20 A cada /1400V, mandei a turma colocarem estes diodos em série com os sobressalentes que trazíamos de forma a dobrar a isolação para cerca de 3 000 volts. 

Na tensão retificada, tinha um resistor de carga e um RC com um eletrolítico de 500 VCC de 2500 uFarads.
Do lado DC deste supressor, tinha um RC de RF,interligado por resistores de valor mais alto e diodos internos ao eletrolítico de alto valor do lado AC que na realidade, funcionava como uma baixa impedância para qualquer surto de tensão que ocorresse nos dois lados do supressor.
Resolvido o problema dos diodos que queimavam por sobtensão reversa. Larguei o pepino na Engenharia, enquanto o cliente satisfeito, voltou a operar sua planta mesmo com a cagada criada na alteração do projeto de infra-estrutura.
Curiosidades na área colocadas no YOUTUBE: 

http://youtu.be/FVmzWTu-5_o
Neste mostra o motor acoplado ao sistema.
http://youtu.be/VZsxGIikaW0

Como é produzido o CIMENTO

sábado, 5 de outubro de 2013

Toque de humor 14 - Serviço Broxante !

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Este outro causo também foi contato pelo amigo Zé Francisco do antigo Banespa.

 Lembram do tempo da Vila Parisi, crianças nasciam com deformações físicas e ate sem celebro devido a poluição...
http://www.novomilenio.inf.br/cubatao/cfoto036.htm

Ele me contou porque deixou a COSIPA para ir trabalhar numa empresa em S.Paulo com salário e benefícios menores no final dos anos 70.
O Zé trabalhava na área de manutenção elétrica e foi designado para trabalhar no aumento da infra-estrutura da aciaria para ampliação futura.
Era casado novo e segundo ele, botava seu companheiro de lutas a jogar todas as noites, corria os 90 e as vezes tinha prorrogação de 120 minutos.
Passado um mês de trabalho na área, seu companheiro amigo, começou a se recusar entrar em campo, quando jogava, só corria 45 minutos e olha lá. Pensou que se tratava de estresse.
Foi se tocar da gravidade, quando sua esposa começou a busca-lo todos os dias na porta da Cosipa, acreditando que tinha outra mulher na parada.
Foi consultar o médico da empresa . Este, passou-le uma conversa, deu uns remedinhos e uma dispensa de uma semana, sugerindo a chefia, que o mudasse de área. Conversando com colegas mais chegados, disseram que tinha ocorrido com outros funcionários.
Nota: Naquele período do regime militar , tudo era escondido , quando prejudicasse a propaganda do "Brasil pra frente".
Nosso amigo resolveu consultar uma clinica em S. Paulo que tinha convênio com a COSIPA. O resultado dos exames deu que estava com leucopenia. O médico receitou tratamento correto e afastamento maior das atividades. Com o tempo ,seu atleta voltou a jogar bem, batendo uma bolinha redondinha.
Resolveu então,sair d a Cosipa e ficar longe de Cubatão, resolveu trabalhar em S. Paulo.

Nos anos seguintes, trabalhos do governo de S.Paulo e da Cetesb, realizaram um plano de redução da poluição na região e atualização tecnológicas das empresas  locais, de forma que este problema não mais ocorresse.

Este é mais um causo daqueles!

J.A.