segunda-feira, 3 de março de 2014

A procura de novas fontes de energia limpas e renováveis – Primeira parte.

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Com o crescimento populacional no mundo a humanidade se vê frente a necessidades prementes de alimentação, água potável, saneamento básico e energia notadamente a elétrica.
O esgotamento hídrico se encaminhando para sua exaustão, os problemas de poluição ambiental em algumas fontes térmicas como o carvão e energia nuclear por exemplo, faz com que nos deparamos com novos paradigmas. Onde buscar novas fontes de energias limpas e renováveis?

Afinal o que são ER – Energias Renováveis:

Entende-se por: “Energias renováveis são todas aquelas formas de energia cuja taxa de utilização é inferior à sua taxa de renovação. As suas fontes podem ter origem terrestre (energia geotérmica) gravitacional (energia das marés) e solar (energia armazenada na biomassa, energia de radiação solar, energia hidráulica, energia térmica oceânica e energia cinética do vento e das ondas). Também são consideradas fontes de energia renovável os resíduos agrícolas, urbanos e industriais.” 

A energia irradiada pelo sol é a fonte de quase toda energia disponível ao homem, seja como energia vital  ou força motriz e de transformação na execução de tarefas quotidianas.   No nosso ecossistema, através de diversos ciclos naturais, a radiação solar é convertida em diversos outros tipos de energia. Mas, corriqueiramente, o termo "Energia Solar" só é utilizado para expressar as  formas de  aproveitamento da radiação solar direta. As formas de aproveitamento indireto, que se valem do aproveitamento de energia produzida em sistemas, processos ou fenômenos que têm a radiação solar como fonte primária, geralmente são referidas de forma específica.
http://petamo1.sites.uol.com.br/energiasolar.htm
Os processos ou tecnologias de conversão visam transformar um tipo de energia num outro. As tecnologias de conversão mais conhecidas são as seguintes:
Neste tópico falaremos de Energia Solar ;

Energia Solar –  energia da radiação solar direta, que pode ser aproveitada de diversas formas através de diversos tipos de conversão, permitindo seu uso em aplicações térmicas em geral, obtenção de força motriz diversa, obtenção de eletricidade e  energia química.
O único problema é que este tipo de energia não esta disponível o tempo todo, sendo portanto, uma energia complementar.
A forma mais democrática e abundante de energia é a radiação solar. Entretanto, algumas características, como a irregularidade e a baixa densidade de energia, limitam as possibilidades de aproveitamento direto dessa energia.
Nesse sentido, a agregação com outras fontes (sistemas híbridos) possibilita melhorar algumas características de operação, principalmente o fator de capacidade, ampliando sensivelmente a viabilidade de utilização dessa fonte energética.

As 10 maiores Usinas Solares do mundo são;


1 - Os Emirados Árabes acabam de inaugurar sua primeira grande usina solar CSP, tecnologia que permite gerar energia mesmo em dias nublados. A usina Shams 1, como foi chamada, está entre as maiores centrais do tipo no mundo. Vejam outros exemplos


Abu Dhabi inaugurou a primeira grande usina solar dos Emirados Árabes. Além de representar um marco do desenvolvimento de fontes renováveis numa região extremamente dependente de petróleo, a usina Shams 1, que tem 100 megawatts (MW) de capacidade instalada, se distingue por ser uma central de energia solar concentrada (da sigla em inglês CSP, Concentrated Solar Power).
Ao invés de gerar eletricidade diretamente, como nas células solares fotovoltaicas, a tecnologia CSP utiliza espelhos para concentrar a luz solar sobre encanamento, aquecendo uma mistura de sal fundido, que em contato com a água produz vapor em seu interior. Este vapor aciona então as turbinas e os geradores de eletricidade.
Para estocar calor e operar 24h, mesmo em dias de pouca radiação solar, as usinas usam sofisticadas tecnologias de armazenamento térmico, que mantém milhares de litros de sal fundido a temperaturas elevadas.

2 - Solar Energy Generating Systems

País: Estados Unidos
Local: Deserto de Mojave, Califórnia
Capacidade: 354MW
Em operação desde: 1985*
O parque solar é composto por nove usinas no deserto de Mojave, que está entre as regiões com maior insolação dos EUA. Segundo a empresa NextEra Energy Resources, dona e operadora, o parque gera energia suficiente para abastecer mais de 200 mil residências.

3 - Solnova Solar Power Station

País: Espanha
Local: Sanlúcar la Mayor
Capacidade: 150MW
Em operação desde: 2010
Andasol é a primeira usina termossolar comercial de calha parabólica da Europa e fornece eletricidade para até 200 mil pessoas.
Pertencente ao grupo Abengoa Solar, a estação é formada por cinco usinas solares, três delas já em operação. Cada uma tem 50 MW de capacidade instalada. Outras duas usinas estão em construção.

4 - Andasol Solar Power Station

País: Espanha
Local: Aldiere (Granada)
Capacidade: 150 MW
Em operação desde: 2008
Andasol é a primeira usina termossolar comercial de calha parabólica da Europa e fornece eletricidade para até 200 mil pessoas.

5 - Extresol Solar Power Station

País: Espanha
Local: Torre de Miguel Sesmero

Capacidade: 150 MW

Em operação desde: 2009

6 - Palma del Rio Solar Power Station

País: Espanha

Local: Palma del Río, Cordoba

Capacidade: 100 MW

Em operação desde: 2011

7- Martin Next Generation Solar Energy Center

País: Estados Unidos

Local: Indiantown, Florida

Capacidade: 75 megawatts

Em operação desde: 2010
Estima-se que ao longo de 30 anos de funcionamento, a estação solar vai evitar a emissão de 2.75 milhões de toneladas de gases efeito estufa na atmosfera.

8 - Nevada Solar

País: Estados Unidos

Local: Boulder City, Nevada

Capacidade: 75 MW

Em operação desde: 2007.

9 - Majadas de Tiétar

País: Espanha
Local: Cáceres
Capacidade: 50 MW
Em operação desde: 2010

10 - Puerto Errado

País: Espanha

Local: Múrcia

Capacidade: 31.4 MW

Em operação desde: 2012
O processo básico de aproveitamento e geração de energia;
Quem vê os espelhos, observará canos pintados em preto em meio ao complexo. A água circulante atingirá o ponto de ebulição formando vapor.

O próprio GOOGLE esta investindo neste setor;
Google inaugura em deserto dos EUA maior usina solar do mundo

Planta ocupa cerca de 12 km² e pode gerar 342 megawatts de eletricidade.

Capacidade é suficiente para abastecer mais de 140 mil casas.
O Google em parceria com mais três empresas inaugurou na última semana a maior usina solar do mundo no deserto de Mojave, nos Estados Unidos.

A planta ocupa cerca de 12 quilômetros quadrados e está próxima da fronteira dos estados da Califórnia e Nevada.

São 347 mil espelhos voltados para o sol, com capacidade para gerar 342 megawatts de eletricidade -- suficiente para abastecer mais de 140 mil casas.

A luz solar gerada é concentrada em torres espalhadas pela planta, que são receptores cheios de água. Quando a luz atinge esse receptor, a água fica aquecida e cria vapor, que é canalizado para turbinas e geram eletricidade.
No inicio de 2014 saiu mais esta noticia.
As fotos da maior usina solar do mundo, que começou hoje a gerar eletricidade
O Ivanpah Solar Electric Generating System, na Califórnia (EUA), reúne 300.000 espelhos com 2 m de altura e 3 m de largura. Eles são controlados por computador, focalizando a luz do Sol até o topo de torres com 140 m de altura. Nelas, a água se transforma em vapor para mover turbinas de energia.

Esta é a maior usina de energia solar do mundo, e pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google a gigante das buscas investe há tempos em energia limpa. A usina começou hoje a gerar eletricidade, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos.

A usina se estende por um terreno de 13 km² que pertence ao governo americano, próximo à fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. E ela é linda demais.

O Ivanpah Solar Electric Generating System já está funcionando, e leva eletricidade solar para clientes na Califórnia. Em plena capacidade, as três torres com 140 m de altura produzem um total bruto de 392 megawatts (MW) de energia solar. Isto é eletricidade o bastante para 140 mil casas na Califórnia, que recebem energia limpa e evitam 400.000 toneladas métricas de CO2 por ano o equivalente à remoção de 72 mil veículos da estrada.
Neste, o projeto é diferente, os espelhos apontam para uma grande torre onde a água é superaquecida.
Parece não existir energia completamente limpa com tal projeto.
A maior usina solar do mundo está matando pássaros ao derretê-los com o calor

A maior usina solar do mundo é sensacional caso você não seja um pássaro como este na imagem publicada pela BrightSource Energy. Esta ave voou por cima da usina e foi morta por seus altíssimos níveis de calor, que podem chegar a 573C. Aparentemente, isso já era esperado.

O Wall Street Journal e um relatório mensal da Ivanpah Solar Electrict Generating System (em PDF) já apontavam para o que seria um dos efeitos colaterais da usina de US$ 2,2 bilhões e 40 andares ao sudoeste de Las Vegas.

Quando seus 350.000 espelhos convergem para as caldeiras de água no topo das torres, eles efetivamente se transformam em um raio gigantesco da morte. Tudo o que passar pelos feixes de luz concentrada será morto.

A Comissão de Energia da Califórnia diz que a perda de vida selvagem e outros problemas ambientais relacionados a isso é aceitável já que os benefícios do projeto sobrepõe esses impactos. De acordo com eles, a usina produzirá energia elétrica o suficiente para alimentar 140.000 lares quando estiver na sua capacidade máximo, com uma grande redução de emissão de carbono. Ambientalistas afirmam que os benefícios podem não ser tão claros assim.

Para piorar as coisas, biólogos dizem que os pássaros podem estar confundindo o mar de espelhos com um lago, o que os atrai para uma miragem mortal.

As imagens das aves vieram do relatório mensal. Onze pássaros foram encontrados feridos ou mortos no período.

E assim caminha a humanidade.
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Com relação a aplicação da Energia Solar Fotovoltaica
 Tudo indica que ela esta destinada a aplicações localizadas e combinadas com outros tipos de energia. A potência obtida dos painéis solares fotovoltaicos é um limitador para grandes potencias por enquanto. No que foi relacionado acima se refere a um ciclo térmico com uso do vapor como qualquer usina térmica desta linha. Já as fotovoltaicas vem de uma transformação da radiação solar em energia elétrica.
Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.
Vejam estes Exemplos no vídeos;

Vantagens e desvantagens agora que existe uma lei 

que regulamenta o uso no Brasil.


Projeto experimental da Eletrosul;
http://www.youtube.com/watch?v=IAQD7NJjGvk

Próximo tópico falaremos dos outros tipos de energias renováveis.
Fontes:
Espetacular trabalho do colunista San Andreas para o Papo Cabeça do Adrenaline

J.A.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Short break ou filtro de linha?

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Hoje trago uma questão interessante.

Entendo que seja até por desconhecimento, todo equipamento que se destina a alimentação desta linha de energia ininterrupta tem o mesmo nome “no-break”, mas eles são realmente iguais? É esta maravilha toda? 

A verdade é que o usuário de PC trata este equipamento como uma máquina maravilhosa que vai resolver todos os problemas relativos a falta de energia elétrica e sobre-tensões geradas na rede. Para estes é a solução ideal e nem vão precisar de filtros de linha.
Seria isso mesmo?

A grande verdade é que o short break é um equipamento off line de custo baixo e que na maioria das vezes se espera atender expectativas para alimentar um PC doméstico. Existe um engodo comercial neste meio todo, não poderia ser diferente para um equipamento tão barato, algo em torno de R$ 200,00 a R$ 350,00. Não se poderia esperar muito mesmo, não é verdade!

Diz-se que a tensão de saída é regulada. Uma meia verdade, visto que, estes equipamentos têm embutido internamente um estabilizador a relé como vimos no tópico anterior. O inversor que faz a função de alimentação na falta de rede, só é acionado neste instante, existindo tempos de operação e transferência, bem como, uma forma de onda de qualidade inferior cujos harmônicos poderão aquecer os componentes de entrada das fontes. Rendimento e fator de potencia  baixos quase sempre obriga o usuário a calcular bem a potência necessária para alimentar seu console de informática. Muitos não conseguem distinguir Watt (W) de volt-ampère ( VA) e acabam comprando equipamento mal dimensionado.

Vamos a uma topologia básica deste tipo de equipamento;
Forma de onda básica com o inversor operando;
Considerando assim, poderemos ter duas situações;
A primeira - Se na sua região é constante a falta de energia ou você trabalha com algum programa importante que precisa ser fechado para que não se corrompa e perca dados, talvez vala a pena se arriscar.
A segunda - Se refere a regiões de rede estáveis e se trabalhe com programas comuns nos PC´s, a melhor solução continua sendo um bom filtro de linha.

No mercado brasileiro já tem alguns filtro de qualidade sendo vendidos como explicado no tópico anterior.
Estes indicados abaixo têm sido recomendados pelo pessoal ligado ao seguimento, pessoalmente não fiz nenhum diagnóstico.
ou este outro da Clamper;

A solução para estes casos já esta nas tecnologias e topologias das máquinas profissionais. O usuário comum, quando olha o preço de um equipamento desta qualidade se assusta e vai cair no short break muito mais barato comparativamente.
Vamos dar uma olhada na topologia de um “no-break” de qualidade. A topologia duplo conversor.
Vejam que nas condições normais é sempre o Inversor que alimenta a saída, por isso são chamados de on-line.
Por alimentar diretamente a carga a forma de onda tem que ser senoidal, então veja o exemplo;
O controle de chaveamento pwm da potencia permite que se tenha um pequeno filtro LC de saída. Além disso, a estabilidade de tensão e freqüência isolada da rede alimentadora. Fator de potencia em torno de 0,8 Indutivo o que aproxima da potencia ativa em W da reativa em VA.
 Por estas e outras é que um equipamento desses custa quase sempre mais que o um PC convencional.
Como disse no tópico anterior se o seu PC tiver uma fonte automática ( PFC ativo) , pense no mais fácil e use um bom filtro de linha.

O colunista André Faller que já me referi no tópico anterior é muito espirituoso em frases. Ele utilizou esta outra pérola para definir o short break;

“O shot break é um remédio tarja preta“.
Então, use com cuidado e moderação.

Para finalizar, se for para uso corporativo não tenha dúvidas, gaste mais e compre um equipamento profissional no mínimo duplo conversor, não se arrependerá.

Fonte: Artigo no Clube do hardware – No-break realmente é a salvação ???

J.A.





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estabilizador ou filtro de linha para uso em PC´s.

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Até os dias de hoje é muito comum vendedores de computadores sugerirem um estabilizador de energia elétrica no pacote da venda.
Outros sugerem filtros de linha como proteção contra sobre-tensões, induzindo o cliente com garantia etc.
Afinal o que tem de verdade nisso!

Vamos aos Estabilizadores:

Uma cultura antiga e sem sentido que perduram até os dias de hoje. Se todos os eletrodomésticos não usam nenhum dispositivo desses e funcionam plenamente, então porque isso é ainda comercializado.
A resposta parece muito simples, falta de informação.

Ainda tem um agravante muitas fontes modernas são bi-volt, trabalhando desde 80 Vac a 270 Vac automaticamente. Tem-se um dispositivo chaveado e controlado eletronicamente em alta freqüência sendo inserido entre ele e a rede um dispositivo comutado a relé.
Faz sentido uma coisa dessas!

O colunista de vários fóruns de informática André Faller escreveu um artigo com o sugestivo nome;

Razões pelas quais os estabilizadores atrapalham a fonte do PC

Vejam o exemplo básico de um estabilizador desses num esquema típico;
Vejam que cada tape comuta 6 Vac para a variação da rede.
A conseqüência disso é esta nova amostragem da forma de onda na saída;

Os tlec, tlec´s do chaveamento dos reles acabarão gerando transitórios que agredirão os componentes internos da fonte, podendo danificá-la e não proteger como afirmava o vendedor lá no inicio. Quanto mais desgastados pelo uso vai ficando os contatos dos reles, pior vai ficando os transitórios gerados.

O colunista A.Faller finaliza com uma pérola;

“Estabilizador é igual a zagueiro gordo... Chega sempre atrasado e quando vai ajudar o goleiro levantar, após ter tomado o gol, ainda pisa no saco do mesmo..."

Portanto estabilizador nem pensar.

Filtros de Linha;

Também aqui tem que se ter um cuidado. Nem todo “chamado filtro de linha” serve realmente para proteger o PC.  Alguns é uma simples régua extensora com fusível como veremos a seguir.
Parece claro até aqui que entre os dois o filtro de linha é mais barato e preferível que um estabilizador desses.

Aqueles filtros de R$ 15,00 a R$ 30,00 duvidaria muito de suas funções.
Vejam a especificação de um desses. Quando disse que é bi-volt esqueça, como poderá proteger em 110 Vac, putz!
Exemplo:
• Bivolt;
• Com protetor contra surtos;
• Tensão de Alimentação de 127V/1270VA e 220V/2200VA;
• Fusível - 10A;
• Chave liga/desliga;
• Corrente máxima de surto – 2500A (8x20 µs);
• Máxima absorção de energia – 71j (10x1000 µs);
• Com suporte para fixação;
• Comprimento total - 1,4m;
• Indicador luminoso de funcionamento;
• Possui 4 + 1 tomadas elétricas tripolares - nova norma;
• Gabinete de plástico ABS – cor preto
.
 Exemplo de visão interna;
Corre...

Valores acima disso normalmente só tem os varistores e um ou outro algum capacitor. Pelo menos estes darão certa proteção contra sobre tensões dentro das suas especificações.
Muito fraco na visão interna;
Este aqui já tem uma qualidade melhor.
Visão interna:
Este outro aqui também fraco;
Visão interna;
Este outro aqui já tem uma ótima proteção contra sobre tensões somente;
O bom filtro de linha tem incorporado também indutores e capacitores, os quais farão a função de um filtro passa baixo passivo. O custo desses já se estende a casa dos R$ 100,00.
Vejam este exemplo de um filtro da APC;
Visão interna;
Fiquem atentos alguns só tem perfumarias como indicadores por led, sensores de surtos, custam caro e não passam de protetor contra sobre tensões apenas. Os bons filtros vêm incorporados um LC como filtro baixa baixa ( EMI / RFI) que atenuarão os ruídos gerados por chaveamento e operação de outros equipamentos domésticos e também, que possam vir da rede externa.
Boa sorte.

Fonte de pesquisa;

Tópico sobre energia no Adrenaline - Razões pelas quais os estabilizadores atrapalham a fonte do PC


E os short break´s não vem incorporado um estabilizador ?
Sim, mas este, é um assunto para um próximo tópico.

J.A.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

UPS dinâmicos é melhor? É tendência de mercado?

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Quem sugeriu isto foi a vice presidente do Internacional convidada pelo programa Bate Bola da TV COM para falar sobre andamento das obras, jogos testes, liberação parcial do Corpo de Bombeiros e Ministério Público e outras questões...


A talentosíssima Arquiteta Diana de Oliveira no final quarto bloco se referido aos novos UPS, quando faz a tal afirmação, vejam o vídeo a partir dos 14:00;

Confesso que não entendi bem o que quis dizer a vice presidente do Inter, talvez por não ser da sua área, resvala neste assunto.
Os UPS ou no-break´s dinâmicos, também conhecidos por rotativos, são máquinas eletro-mecânicas muito utilizadas nos anos 60, inicio dos anos 70.
A partir do final dos anos 70 passaram gradativamente a perder espaço para as máquinas estáticas.
O que pesavam contra elas;
Tamanho e peso, barulho do motor diesel, armazenamento de combustível, variação da freqüência e tensão na transição entre a falha da rede e a entrada do gerador, isolação galvânica entre outras. São equipamentos robustos, mas de demorada manutenção quando quebram.
Evoluíram para uma segunda geração que não tinham gerador, mas sim, um motor de corrente continua acionando o alternador e um banco de baterias para manter o sistema pelo tempo de autonomia.
Não nos parece que não seja uma tendência, pelo contrario, os movimentos no mercado mundial nas fusões e aquisições no seguimento mostram que as máquinas estáticas são mais eficazes e de menor custo.
UPS dinâmico;

Tentando traduzir o que ela talvez devesse ter dito ou queria ter dito, era que para a aplicação no Novo Beira Rio, onde teriam que colocar grupos geradores e no-break´s, esta solução foi a de menor custo perante as exigência de qualidade energética e espaço disponível.
A singeleza do sistema básico é muito próxima de um grupo motor gerador (GMG). Observando o processo, a própria rede aciona o alternador como se fosse um motor e seu volante matem a energia mecânica armazenada, mantendo tudo em rotação compatível. O sistema todo é acoplado ao motor diesel via embreagem controlada eletricamente para quando ocorrer um distúrbio ou interrupção da rede elétrica da concessionária.
http://youtu.be/FyxYJJa1Pd4

Então, para certas aplicações especificas de grande potência os UPS dinâmicos têm indicação, principalmente pelos custos envolvendo todo o complexo bem como, pelas exigências de qualidade energética de menor rigor.

Ainda sobre o assunto Beira.Rio, obviamente relacionado a grupos geradores em que numa falta de energia teria uma interrupção até a entrada dos GMG e estabilização e resfriamento da iluminação, por exemplo, demandaria de 10 a 15 minutos de interrupção numa partida de futebol.
Com um sistema desses UPS seria imperceptível pela iluminação do estádio a transição entre os mecanismos rotacionais e o motor diesel

No entanto, nos dias de hoje existem GMG que trabalham em paralelo com a rede, sendo um dos mecanismos que as grandes empresas encontram para resolver problemas de demanda e fator de potencia em horário de ponta. Se fosse para baratear porque não este tipo de GM operando a partir de 1/2 horas antes até meia ½ hora depois do espetáculo. Se ocorrer uma falta de energia seria suportado pelo dispositivo normalmente.
Por exemplo, o consume estimado de um estádio moderno a noite é de aproximadamente até 3 Mva. Um GMG de 5 MVA não só suportaria a planta como poderia ser ajustado para fornecer energia para o sistema da concessionária local, vendendo o excedente.
É muito provavel que estudos da Engenharia de Projeto indicaram a opções “UPS dinâmicos” como o melhor nestas condições.
Outros estádios também estão procurando alternativas energéticas de até se tornarem auto-suficientes, vendendo o excedente para a concessionária local com energia solar e eólica.

Veja este artigo falando alguma coisa a respeito;

Portanto, não é que seja melhor ou pior e sim se a aplicação neste caso, envolvendo variáveis como, espaços, custos das tecnologias concorrentes se tudo isso atende às especificações técnicas.
Os UPS estáticos modernos nem mais transformadores internos utilizam, o que reduziu tamanho significativamente, permitiu equipamentos modulares, rendimento altíssimo com tecnologia de chaveamento em alta freqüência.
Estas tecnologias continuam como tendência entre o mercado de pequenos , médios e grande porte, diria até 1 MVA.

Para finalizar, todos encontram os seus espaços, a escolha do melhor uso vai depender dos estudos de viabilidade técnica e do levantamento das tecnologias disponíveis. Fatores como assistência técnica local, peças sobressalentes disponíveis, treinamentos, suporte técnico também são decisivos para a melhor opção.

J.A.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A Profissão Técnica e a noção de sistema.

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A Profissão Técnica e a noção de sistema.

Uma das criticas que se faz ao nível atual em que se encontro o ensino técnico no Brasil, se refere a má preparação dos profissionais. Influenciados mais ou menos pela qualidade das instituições de ensino e pelo tempo disponível para aulas de laboratório e pesquisa.
Um problema que não esta restrita as áreas a tecnologias industriais somente, se vê em setores ligados a medicina e nas operações de equipamentos de toda ordem com suas modernizações.
O que chamo de noção de sistema;

“É o conhecimento do funcionamento do todo, que o profissional possa intuir avaliações de uso, conseqüências e danos.“

Aqui no Brasil esta existindo falta de mão de obra qualificada em vários setores. Observam-se atropelos na preparação de profissionais para que possam preencher estas vagas abertas no mercado. O mau preparo tem levado a incidentes e acidentes de graves conseqüências irreparáveis.
As próprias empresas têm criados programas de treinamento para preencher suas vagas por não conseguirem profissionais com a qualificação exigida..

Um dia desses, um amigo que trabalha numa gerencia de uma empresa de ônibus, me disse que nos novos ônibus a manutenção era toda realizada pelos jovens vindos do SENAI. Os motores eletrônicos, a automação embutida em tudo fez com que os velhos profissionais se restringissem aos equipamentos mais antigos e a serviço especiais quando precisavam abrir algum motor, por exemplo.
Lembrei-me que nesta semana, um motorista experiente estava dirigindo um novo ônibus automático. Por falta de treinamento e conhecimento, por certo, fez uma operação errada no cambio e atropelou e matou pessoas dentro do terminal do Tietê-SP.
Será que conhece um mínimo de Inglês para saber que no cambio não esta escrito “ponto morto” e sim “N” de neutro ou neutral, que significam a mesma coisa que ponto morto?
A noção de sistema envolve o conhecimento, o entendimento inclusive do idioma adotado mundialmente.

Na área médica. Vêem-se enfermeiros levando a óbitos pacientes por erros de procedimentos e até medicações dadas erradas.
Será que um profissional desta área não sabe discernir entre uma sonda de alimentação e outra de soro para reidratação? Será que não sabe se der um soro com glicose para um paciente diabético vai matá-lo? Será que ele não sabe que a medicação para um paciente que tem hemorragia e diferente para um paciente que tem pressão alta, por exemplo?
O conhecimento pode evitar erros, por algum engano interno. Sabendo como funciona e o que significa cada moléstia, o profissional pode parar não executar o procedimento e chamar a chefia ou o médico para discutir o problema. 

Na área elétrica, será que um profissional que for desligar um sistema com carga não sabe o que desliga primeiro, o disjuntor ou a seccionadora.Obviamente é o disjuntor, embora em aplicações especificas existam seccionadoras especias para abertura sob carga.

Num sistema fabril, por exemplo, tem-se uma série de acionamentos, sensores ligados a proteção e a controle do processo.
Se o profissional não conhece o que se produz ali, como ele o é, como se opera e como ele funciona, por certo terá sérias dificuldades nas intervenções técnicas.

Eu sempre me lembro do inicio de trabalho dentro do antigo grupo ASEA. Vinham de uma área da eletrônica de potencia voltada para fontes de telecomunicações, conversores CC, estabilizadores de tensão, no-breaks e sistemas afins.
Dentro da nova empresa me especializei em acionamentos Industriais e no-breaks produzidos na Suécia. Ficava curioso e às vezes não entendia, quando colegas mais experientes e que já estavam dentro da organização há mais tempo, sugeriam a chefia que mandassem vir um especialista da Suécia para ver determinado problema em determinado cliente. Muitas vezes este profissional resolvia em um dia tal questão técnica. O que tinham estes profissionais que os daqui não tinham?
“O conhecimento do sistema”.
Para cada seguimento existiam estes profissionais que conhecia o todo daquele processo. Alguns até conheciam a qualidade do produto final e pela amostragem sabiam onde estaria o problema.
Só fui entender plenamente isso quando recebi a incumbência para coordenar a instalação e startup de uma trefila de arame de 10 passos comandados por PLC.
A complexidade funcional ia destes procedimentos iniciais que sem os quais não se conseguia partir o sistema até uma serie de controles e sensores que influenciavam em cada bloco do sistema. Além disso, precisava de velocidade para ter uma produção eficiente e que aumentasse a capacidade da planta. Os conversores dos motores CC tinham o chamado enfraquecimento de campo para gerar velocidade. Possuem um compensador de posição (dancer) que influenciava o conversor imediatamente atrás. Os ajustes foram feitos blocos por blocos, respostas eletrônicas todas muito semelhantes nos ajustes. Certa ocasião de férias, e ocorreu um problema neste equipamento. Mandaram três profissionais experientes em acionamentos. Identificaram defeito em controle de campo em determinado bloco. Fizeram os reparos, mas nunca mais a máquina voltou a operar com a velocidade de trabalho que os operadores estavam acostumados. A gerência deste cliente clamava pela minha presença e a chefia disse que estava de férias.
Quando voltei, a primeira coisa que me disserem é viaja manha para este cliente que estão te esperando.
Chegando ao local, pedi que desacoplassem o motor. Era necessário ajustar primeiros os sensores existentes neste conversor de campo. O primeiro era o enfraquecimento de campo mínimo algo em torno de 1 A. e o segundo era a sobre-tensão de armadura que estava junto com o controle de enfraquecimento de campo, algo em torno de 510 VCC.
Depois o inicio do enfraquecimento de campo em 460 VDC.
Pronto foi o suficiente para tudo voltar ao normal.
Os outros não eram bons, não conheciam isso. Por certo eram bons, eles não conheciam era aquele sistema em que um pequeno desajuste foi o é suficiente para comprometer o todo.

Não se confunde com imperícia e incapacidade técnica. Estas são mais ligadas aos profissionais do terceiro grau que deveriam deter o conhecimento e o entendimento. Para estes existem os conselhos que regulamentam a profissão e a justiça num estagio seguinte. Aqui abordamos a preparação de profissionais que executaram tarefas eminentemente técnicas que possuem responsáveis técnicos na retaguarda.

Quanto mais preparado é o profissional, maior capacidade de avaliação terá.
Quando escrevi o tópico evasão no ensino técnico em 04/11/2013 e me referia que a separação do ensino básico de segundo grau do ensino técnico profissional era um dos causadores da evasão técnica. Dizia que era mais fácil seguir direto para a tecnologia e ao terceiro grau pleno que retroceder cursando um técnico.

Era muito comum naquele formato das antigas Escolas Técnicas. Alunos com boas notas em disciplinas curriculares irem para dentro dos laboratórios montarem alguma coisa e testar alguma geringonça, fazer experiências, reparar equipamentos etc. Como forma lúdica poderia dizer se exercitava o conhecimento pela pesquisa, pelo fazer, pelo pensar, pelo ler a respeito, pelo perguntar aos mestres.

Conhecer plenamente aquilo em que se vai fazer tarefas técnicas, entende-las, estudá-las, precisa-se de base e esta, lamentavelmente, parece estar  distante nos dias de hoje.

J.A.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Finalmente uma bateria de lítio à prova de fogo?

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A conceituada revista Inovação Tecnológica publicou este grade avanço para evitar os incêndios e explosões na baterias de lítio em 11/02/2014.
Dominica Wong estava estudando um material que pudesse evitar que cracas e outros organismos marinhos se fixassem no casco dos navios.
Os navios vão ter que esperar um pouco, porque o material que ela estava estudando mostrou-se útil em outra aplicação bem mais interessante - impedir que as baterias de lítio peguem fogo e até explodam.
A combustão espontânea não é um problema muito grande com aparelhos portáteis, diz Dominica, apesar de vários casos de laptops pegando fogo já terem sido documentados.
Os sais de lítio se dissolvem no PFPE, algo que normalmente não ocorre com os polímeros.[Imagem: DeSimone Group]
O problema maior ocorre quando se tenta usar as baterias de íons lítio em aviões e carros elétricos - no início do ano passado, todos os aviões Boeing 787 Dreamliner tiveram que permanecer no chão até que um problema com o superaquecimento das baterias fosse resolvido.
A solução pode estar na substituição do eletrólito usado nessas baterias, que é seu único componente intrinsecamente inflamável. É esse eletrólito que pode pegar fogo quando as baterias de íons de lítio recebem uma sobrecarga.
O problema vem de uma sobrecarga eventual por exemplo; De um defeito na fonte, como estas imagens.


"Pesquisadores vêm tentando substituir esse eletrólito há anos, mas ninguém nunca havia pensado em usar este material, chamado perfluoropoliéter, ou PFPE, como eletrólito principal nas baterias de íons de lítio," disse Joseph DeSimone, professor da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e coordenador da equipe.
Já houve vários candidatos a eletrólitos não inflamáveis, mas todos comprometiam as propriedades das baterias.
"Além de ser inflamável, o PFPE apresenta propriedades muito interessantes, como a capacidade de transporte iônico. Isto coloca esse eletrólito em uma posição adiante das descobertas anteriores," disse Dominica.
O que ela descobriu é que o perfluoropoliéter, que é largamente utilizado na fabricação de lubrificantes, possui uma estrutura química similar ao eletrólito mais usado nas baterias de íons de lítio.
Isto faz com que os sais de lítio se dissolvam no PFPE, algo que normalmente não ocorre com os polímeros.
A equipe já construiu um protótipo de bateria com o novo eletrólito, e agora vai se concentrar na otimização da ciclagem da bateria, ou seja, no número de cargas e recargas que ela suporta.
Fonte Revista Inovação Tecnológica.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-litio-a-prova-fogo-explosoes&id=010115140211&ebol=sim
J.A.