Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página e receber algum do Google".
pesquisas ao redor do mundo vêm tentando fabricar essa
bateria que respira.
Os cálculos indicam que uma bateria de ar-lítio pode
armazenar 10 vezes ou mais energia do que as melhores
baterias de íons de lítio disponíveis no mercado
atualmente.
A principal diferença entre as baterias de íons de lítio e a bateria de lítio-ar é que esta substitui o catodo tradicional - um componente-chave da bateria envolvido no fluxo da corrente elétrica - pelo ar atmosférico.
Isso torna a bateria recarregável mais leve e com maior
densidade de energia.
O problema é que tem sido difícil construir essas baterias
de forma que elas consigam respirar por longos períodos
sem se degradar.
Os melhores resultados foram relatados agora pela equipe
do professor Nobuyuki Imanishi, da Universidade Mie, no
Japão.
"A densidade prática de energia do nosso sistema é de
mais de 300 Wh/kg [watts-hora por quilograma], em
comparação com a densidade de energia de uma bateria
de íons de lítio comercial, que é de 150 Wh/kg," disse Imanishi.
Isso seria suficiente para dar aos carros elétricos a mesma
autonomia que um carro a gasolina tem hoje com um
tanque cheio.
A bateria ar-lítio - a barra inferior, identificada como lítio-oxigênio - tem uma densidade de energia muito superior às baterias mais modernas. [Imagem: Cortesia Winfried Wilcke/IBM]
Bateria de ar-lítio
A receita do professor Imanishi para fazer uma bateria lítio-
ar prática parece bem simples: adicionar água ao eletrólito,
o material que conduz os elétrons entre os eletrodos.
Esse design "aquoso" impede que o lítio reaja com os
gases da atmosfera, além de permitir reações mais
rápidas
no eletrodo "aéreo".
Para evitar que a água danifique o lítio, os pesquisadores
fizeram um sanduíche de polímero com alta condutividade
e um eletrólito sólido entre o eletrodo de lítio e a solução
aquosa.
O resultado foi uma bateria com capacidade para reter o
dobro da energia de uma bateria de íons de lítio
convencional.
A tarefa agora é aumentar a vida útil da bateria que
respira, que sobreviveu a 100 ciclos de inspiração e
expiração (recarga e descarga), o que significa que ela
Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página e receber algum do Google".
Fusão Nuclear!
A
energia a ser dominada, a energia das estrelas.
É o processo no qual dois ou mais núcleos atômicos se juntam e
formam um outronúcleode maiornúmero atômico. A
fusão nuclear requer muitaenergiapara
acontecer, e geralmente liberta muito maisenergiaque
consome. Quando ocorre comelementosmais
leves que oferroe oníquel(que
possuem as maiores forças de coesão nuclear de todos os átomos, sendo portanto
mais estáveis) ela geralmente liberta energia, e com elementos mais pesados ela
consome. Até hoje, início doséculo XXI, ainda não foi encontrada uma forma
de controlar a fusão nuclear como acontece com afissão.
O principal tipo de fusão que ocorre no interior dasestrelasé
o deHidrogênioemHélio, onde doisprótonsse
fundem em umapartícula alfa(um núcleo de hélio), liberando doispósitrons, dois neutrinose
energia. Mas dentro desse processo ocorrem várias reações individuais, que
variam de acordo com amassada estrela. Para estrelas do tamanho
do nossoSolou menores, acadeia próton-prótoné a reação dominante. Em estrelas mais
pesadas, predomina ociclo CNO.
Requisitos
para a Fusão
Uma substancial barreira de energia deve ser vencida antes que a
fusão possa ocorrer. A grandes distâncias, dois núcleos expostos se repelem
mutuamente devido àforça eletrostáticaque atua entre seus protõespositivamentecarregados. Se os núcleos
puderem ser aproximados suficientemente, porém, a barreiraeletrostáticapode ser sobrepujada pelaforça nuclear fortea qual é mais poderosa a curta
distância do que arepulsão
eletromagnética.
Quando uma partícula tal como oprótonounêutroné
adicionado a um núcleo, ele é atraído pelos outros núcleons, mas principalmente
por seus vizinhos imediatos devido à força de curto alcance. Os núcleons no
interior do núcleo têm mais vizinhos do que aqueles na sua superfície. Desde
que núcleos menores têm uma grande razão de superfície para volume, a energia
de ligação por núcleon devido à força nuclear forte geralmente aumenta como o
aumento do tamanho do núcleo, mas atinge um valor limite que corresponde à
vizinhança do núcleon totalmente preenchida....
Uma notável exceção a esta regra geral é o núcleo dohélio-4, cuja energia de ligação é maior que a
dolítio, o próximo elemento mais pesado. Oprincípio de
exclusão de Pauliprovê
um explicação para este comportamento excepcional – isto se dá porque os
prótons e nêutrons sãoférmions, eles não podem coexistir exatamente
no mesmo estado. Cada estado energético de um próton ou nêutron em um núcleo
pode acomodar uma partícula despinpara abaixo e outra de spin para
acima. O Hélio-4 tem uma banda de energia de ligação anormalmente grande porque
seu núcleo consiste de dois prótons e dois nêutrons; então todos os núcleons
dele podem estar em um estado fundamental. Qualquer núcleon adicional deverá ir
para um estado energético alto.
A situação é similar se dois núcleos são colocados juntos. Ao se
aproximarem, todos os prótons em um núcleo repelem todos os prótons do outro,
até o ponto em que os dois núcleos entrem em contato para que a força nuclear
forte domine. Consequentemente, mesmo quando o estado de energia final é mais
baixo, há uma grande barreira energética que deve ser ultrapassada primeiro. Na
química, este fato é conhecido comoenergia de ativação.
Emfísica nuclearele é chamado debarreira de Coulomb.
Reator de fusão
nuclear ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor) começará a ser
montado na França. O ITER é um reator de fusão nuclear do tipo Tokamak, e está sendo desenvolvido
pela União Europeia (45%), Índia (9%), Japão (9%), Coréia do Sul (9%), China
(9%), Rússia (9%) e Estados Unidos (9%) e Agencia Internacional de Energia
Atômica. O ITER tem 1 milhão de componentes e é uma das maquinas mais complexas já
desenvolvidas, envolvendo a participação de dezenas de milhares de físicos,
engenheiros e 350 empresas. O plasma aquecido a 150 milhões de ºC que circula no vácuo será mantido a uma
distancia segura das paredes de metal do reator por um intenso campo magnético
criado por 80 mil quilômetros de cabos supercondutores resfriados a 269 graus
abaixo de zero. O projeto está orçado em dezenas de bilhões de dólares.
A barreira de Coulomb é menor para os isótopos do hidrogênio –
eles contêm uma única carga positiva em seus núcleos. Um bipróton não é
estável, então os nêutrons devem ser envolvidos, de forma a produzir um núcleo
de hélio.
Usando combustíveldeutério-trítio, a barreira de energia resultante é de
cerca de 0,1MeV. Em comparação, a energia necessária para
remover umelétrondo
hidrogênio é 13,6 eV, cerca 7.500 vezes menos energia. O resultado
(intermediário) da fusão é um núcleo instável de5He, o qual imediatamente
ejeta um nêutron com 14,1 MeV. A energia recuperada do núcleo de4He remanescente é 3,5 MeV,
então a energia total liberada é 17,6 MeV. Isto é muitas vezes mais que a
barreira de energia a ser transposta.
Se a energia para iniciar a reação vem daaceleraçãode um núcleo, o processo é chamado de
fusão porprojétil-alvo;
se ambos os núcleos são acelerados, isto é fusãoprojétil|projétil. Se o núcleo
faz parte de umplasmapróximo
ao equilíbrio térmico, denominamos fusão termonuclear. A temperatura é uma
medida daenergia cinéticamédia das partículas, então por
aquecimento o núcleo deverá ganhar energia e eventualmente transpor a barreira
de 0,1 MeV. A conversão das unidade entres elétron-volts ekelvinsmostra
que esta barreira será transposta quando a temperatura ultrapassar 1 GK, obviamente uma temperatura muito alta.
Há dois fatos que podem diminuir a temperatura necessária. Um é o
fato que atemperaturaé
umamédiadaenergia cinética,
implicando que alguns núcleos a esta temperatura poderão já ter uma energia
maior que 0,1 MeV, enquanto outros um pouco menos. Estes núcleos na faixa de
alta-energia dadistribuição
de velocidadeparticipam
da maioria das reações de fusão. O outro efeito é otunelamento quântico. O núcleo não precisa
sempre ter bastante energia, podendo atravessar, porefeito túnel, a barreira restante. Por esta
razão, combustíveis a temperaturas menores podem experimentar eventos de fusão,
a uma taxa mais baixa.
Aseção transversalda reação σ é uma medida da
probabilidade de reação de fusão com uma função da velocidade relativa dos dois
núcleos reativos. Se os núcleos têm uma distribuição de velocidade, isto é, uma
distribuição térmica com a fusão termonuclear, então eles são úteis para obter
uma média sobre a distribuição dos produtos da seção transversal e da
velocidade. A taxa de reação (fusão por volume por tempo) é <σv> vezes o
produto da densidade dos participantes:
Se um tipo de núcleo está reagindo com si próprio, tal como a
reação PP, então o produtopode ser substituído poraumenta de praticamente zero a
temperatura ambiente para um significativo valor a temperatura de10-100keV. A estas temperaturas, bem abaixo
da energia deionizaçãotípica (13,6 eV no caso do
hidrogênio), os reativos da fusão existem um estado deplasma.
O significado de <σv> como uma função da temperatura em um
experimento com uma energia detempo
confinamentoé
determinado pela utilização docritério
de Lawson..
Processo de Fusão;
O mecanismo de fusão é quase o inverso do mecanismo defissão nuclear: núcleos leves e rápidos podem
colidir, e fundir para formar núcleos mais pesados, sendo que há também uma
quantidade considerável de energia liberada nesse processo. Essaenergia estáassociada
à dissipação de calor, depende diretamente das massas dos parceiros envolvidos
na reação e
tem suas propriedades relacionadas com amatérianuclear,
isto é, para que ocorra a fusão, alguns requisitos devem ser satisfeitos pelos
parceiros envolvidos no processo:
·1) aenergia cinéticados núcleos da reação deve ser grande
para possibilitar o aumento da probabilidade de penetração nabarreira coulombiana;
esse processo ocorre em núcleos muito leves, a uma temperatura da ordem de 107K
, estando, então, os átomos completamente ionizados, prefigurando um estado de
plasma.1
·2) a
densidade de matéria presente nas temperaturas envolvidas na reação de fusão
deve ser extremamente alta.
O interior dasestrelas, em especial osol,
dispõe de todo cenário propício a esse tipo de reação, a densidade do interior
do sol é de cerca de 1000 g/cm3a
uma temperatura de 1,5 x 107K. A Figura representa a reação de fusão
dehidrogênioemhélio, que ocorre no interior das estrelas e
que esteve presente no início da formação do universo, na nucleossíntese
primordial.
Conforme a temperatura, núcleos mais pesados podem ser formados. A
maior aplicação da fusão nuclear estaria relacionada à geração deenergia elétricaem substituição das usinas de fissão
nuclear, só que de uma forma mais limpa e segura.
As principais vantagens em relação aos atuais reatores de fissão
são:
· 1) o combustível de fácil obtenção e em grande quantidade, odeutériopode
ser obtido
da água do mar e trítio obtido no próprio reator de fusão a partir
dolítio, o urânioutilizado
na fissão é muito raro e de difícil extração;
·2) a
fusão é um processo mais seguro que a fissão, uma vez que a quantidade de
combustível empregado é menor, sem liberação descontrolada de energia e as
taxas de radiação emitidas são
inferiores à taxa de radiação natural que incide na superfície
terrestre;
·3)
menor produção delixo nuclearcomparado
à fissão, além do que o lixo proveniente da
fusão não é matéria prima pra fabricação de armas nucleares, como
no caso da fissão. Atualmente, aNASAtem investido em pesquisas na
construção de reatores nucleares de fusão para gerar energia para foguetes
espaciais. Propulsores a fusão seriam mais eficientes e tornariam os foguetes
mais velozes, além de propiciar viagens mais longas, uma vez que o combustível
(hidrogênio) seria gerado de forma ilimitada no
processo.
Fusão em Plasma;
Em primeiro lugar,
recordemos que a colisão de dois núcleos dedeutériorio
gera um núcleo deHéliomais
umnêutrone
libera uma energia de 5,12 x 10-13Joules(3,2 Mev). Se esta energia fosse
transferida para um grama deágua, na forma decalor,
a temperatura da água aumentaria de apenas 1,26 x 10-13°C. Portanto, para se ter um aumento
significativo de temperatura da água, gerar vapor e movimentar as turbinas de
uma Usina de Energia, necessitamos de um número muito grande de reações de
Fusão.
Resta então a questão: Como obter este grande número de reações? A
resposta óbvia é: coloque o maior número possível de núcleos de deutério em
condições de reação. Muito fácil de responder, mas anos e anos de pesquisa emfísicadeplasmademonstram
que é muito difícil fazê-lo.
Para entender as dificuldades vamos tomar, apenas por hipótese,
uma certa quantidade de átomos de deutério em estado sólido. Obviamente, um
grama de deutério tem um número muito grande de átomos que, se reagissem,
forneceriam muita energia. No entanto, os átomos de deutério em estado sólido
estão praticamente parados e não têmenergia cinéticasuficiente para vencer a repulsão
coulombiana. Portanto, não estão em condições de realizar uma reação de fusão.
Para vencer a repulsão coulombiana deve-se aumentar a energia cinética dos átomos
dedeutério, o que pode ser feito aquecendo-se o
sólido. Ao aumentarmos atemperatura, osólidosofre
uma transição de fase transformando-se primeiramente num líquido e depois num
gás. Numgás,
uma percentagem grande das partículas tem umaenergia cinéticapróxima da energia cinética média que
é proporcional à temperatura:
(ondeké aconstante de
Boltzmanne T é a
temperatura medida em kelvin). Assim, para vencer a repulsão coulombiana, o
nosso gás de deutério deve estar a uma temperatura de aproximadamente
116.000.000 grausCelsius. (Isto corresponde a uma energia
cinética média de 10 keV.)
Esta temperatura assombrosa traz consigo algumas perguntas. Como
aquecer um gás a esta temperatura? Como confinar um gás tão quente? Será que a
matéria não se modifica a temperaturas tão altas? As duas primeiras perguntas
parecem ter uma natureza tecnológica, no entanto, a sua solução só poderá ser
obtida se soubermos mais sobre a terceira indagação cuja natureza científica é
evidente. Um primeiro aspecto a ser considerado é que, após uma certa
temperatura, um gás usualmente constituído deátomose moléculassofre
transformações, pois os elétrons são arrancados dos átomos e as moléculas se
quebram devido à violência dos choques. Em temperaturas da ordem de 20.000 a30.000°C não haverá mais
átomos e moléculas, mas apenas íons e elétrons viajando e se chocando em
velocidades fantásticas.
Estes íons e elétrons não mais se comportarão como um gás, visto
que, além das colisões, sentirão os efeitos docampo elétricoe magnético devido às suascargasecorrentes.
Isto caracteriza um novo estado da matéria denominado plasma pelos físicos
americanos Langmuir e Tonx em 1923. Portanto, em busca das condições adequadas
de confinamento e temperatura para ocorrência de fusões nucleares, nos
deparamos naturalmente com este novo estado da matéria que é o plasma. Um
estudo das características do plasma vai nos permitir inclusive entender como é
possível manter uma certa quantidade de substância confinada a temperaturas tão
altas.
Características fundamentais do plasma e suas implicações;
Um plasma se caracteriza por ser um gás altamente
ionizado, quase neutro e não se encontrar em equilíbrio térmico. A primeira
característica (alta ionização) já foi discutida. A quase neutralidade se
refere ao fato de que, embora a carga total num plasma (cargas positivas dos
íons mais cargas negativas dos elétrons) seja praticamente nula, existem
regiões onde se pode ter acúmulos significativos de cargas formando zonas não
neutras. As regiões onde isso ocorre têm dimensões pequenas em comparação com
as dimensões totais do plasma. O acúmulo decargas(positivas ou negativas) vai afetar as
colisões entre osíonseelétrons, pois cria pontos de atração e/ou
[[repulsão e estabelece campos de força. Deste modo, o movimento de uma
partícula se modificará apenas por choques com contato direto, mas poderão
ainda sentir os efeitos da presença departículasdistantes através dos campos deforça. A quase-neutralidade pode ainda gerar
movimentos coerentes de um grande número de partículas. Estes movimentos,
denominados movimentos coletivos, ocorrem, por exemplo, quando um número grande
deíons(cargas positivas) se separa de um número
grande deelétrons. Nesta situação, surgem forças atrativas que tendem a restaurar a
neutralidade, isto é, aproximam as cargas opostas. Isto causa um movimento
oscilatório no qual as cargas opostas se aproximam e se afastam. A aplicação de
campos externos pode também gerar movimentos coletivos tais como correntes ou
mesmo ondas. Portanto, um plasma difere muito de umgás, pois neste último as partículas só
sentem a presença das outras quando entram emchoquedireto. Num plasma as interações de longo
alcance geradas pelos campos fazem com que os movimentos de partículas
distantes sejam correlacionados. Existem dentro de um plasma dois processos
competitivos: de um lado os movimentos coletivos e do outro as colisões. As
colisões tendem a destruir a coerência, isto é, a natureza ordenada dos
movimentos coletivos, pois espalham as partículas erraticamente. Num projeto de
Fusão Nuclear emPlasmase pretende obter uma solução de
compromisso entre os dois processos. Isto é, pretende-se utilizar a coerência
dos movimentos coletivos para propiciar um número grande de colisões que gerem
fusão. Como os dois processos são antagônicos esta solução de compromisso não é
fácil.
Projetos em andamento;
Existem diversos projetos em andamento ao redor do mundo, com a
finalidade de obter o domínio da tecnologia de fusão nuclear para fins de
geração controlada deenergia elétrica.
Um dos projetos em andamento é oITER(International Thermonuclear
Experimental Reactor), baseado na tecnologia doTokamak. O financiamento internacional deste
projeto ultrapassa a barreira dos 10 bilhões de dólares.
Mais duas imagens do Laboratório do ITER abaixo;
Outras abordagens
alternativas para tentar chegar ao domínio da fusão nuclear são estudadas por
diversos cientistas. Alguns exemplos são a tecnologia
defusiofocus n, desenvolvida pelo físico
Eric Lerner;; a fusão por pressão pneumática desenvolvida por Randy Curry4e a fusão por bolhas (sonofusion);
e o confinamento eletrostático-inercial (IEC), proposto por Robert
Bussard.
Focus Fusion é uma abordagem alternativa para chegar ao domínio da tecnologia da fusão nuclear para fins pacíficos de geração de electricidade. Tem vindo a ser desenvolvida por alguns cientistas como o americano Eric Lerner e o chileno Leopoldo Soto.
A abordagem Focus Fusion pretende usar um dispositivo chamado Dense Plasma Focus (algo como foco de plasma denso), que já é utilizado há quase 40 anos em diferentes tipos de pesquisas, para atingir a fusão de um átomo de boro (isótopo 11) com um ião positivo de hidrogénio (na prática, um simples protão sem electrão). O “combustível” dessa reacção (apelidada de p¹¹B) seria um gás de baixa pressão de hidrogénio e boro.
Para que essa fusão de hidrogénio e boro aconteça, é necessário atingir temperaturas altíssimas, da ordem de 1 bilião de graus. Temperaturas como essa já chegaram a ser atingidas com a utilização do Dense Plasma Focus (DPF), numa experiência na Texas A&M University, no ano de 2001.
Por não usar elementos radioativos e sim átomos
leves amplamente disponíveis na Terra (como o hidrogênio), a fusão é
considerada mais limpa. Além disso, pela fusão é possível obter quantidades
muito maiores de energia a partir de quantidades minúsculas de matéria.
Estima-se que, se fosse possível usar a fusão para gerar energia elétrica, com
o consumo de 10kw seriam obtidos 100kw – um ganho até quatro vezes maior que o
conseguido nas usinas de fissão nuclear.
O
problema é que até hoje as tentativas de geração de energia por fusão nuclear
não se mostraram viáveis. “Uma das técnicas aplicadas para obter a fusão, o
confinamento magnético, tem mostrado bons resultados, mas ainda enfrenta alguns
obstáculos, como conseguir materiais resistentes para fabricar o reator
necessário para geração de energia”, explicou o físico Ricardo Galvão, da
Universidade de São Paulo (USP). Outra técnica promissora, o confinamento
inercial, não enfrenta essa dificuldade, mas gasta muito mais energia para
criar a reação do que se obtém ao final.
Essa
foi a técnica usada no experimento dos pesquisadores do Lawrence Livermore e o
resultado não foi diferente. Se levado em conta todo o aparato envolvido na
reação, não houve ganho energético. Mas, desta vez, os cientistas pelo menos
conseguiram que a energia gerada fosse 1,8 vezes maior que a contida no
combustível – uma mistura de deutério e trítio (variações do átomo de
hidrogênio).
“É
um passo muito modesto, mas é mais do que qualquer um conseguiu antes”, disse àCH
On-lineOmar
Hurricane, físico líder da pesquisa,publicada hoje naNature.
Experimento ‘grandioso’
Para
obter a fusão, os cientistas miraram 192laserssuperpotentes
em um cilindro metálico dourado chamado dehohlraum(palavra alemã para ‘espaço vazio’).
No interior desse objeto, mantido congelado, havia vácuo e também uma cápsula
plástica que abrigava o combustível. O aquecimento do metal dohohlraumpelos feixes delaserdeu origem a raios X, que pressionaram
a cápsula com o combustível.
“A
cápsula sofreu uma pressão tão grande que foi comprimida em até 36 vezes”,
explicou a física Debbie Callahan, que também participou do experimento,
conduzido naNational Ignition Facility(NIF), nos Estados Unidos. “É como
comprimir uma bola de futebol até ficar do tamanho de uma ervilha.”
Depois
de ser comprimida até ficar com uma densidade três vezes maior que a do centro
do Sol, a cápsula de combustível implodiu e os átomos de deutério e trítrio se
fundiram, liberando energia.
Apesar de parecer algo grandioso, ohohlraumdentro do qual ocorreu o processo de
fusão é menor que um grão de feijão, a cápsula que abrigou o combustível tem
apenas 2 mm
de diâmetro e o combustível ocupou um espaço de 17 microns (para se ter uma
ideia o cabelo humano tem 100 microns de espessura). Além disso, toda a reação
aconteceu mais rapidamente que um piscar de olhos, em 150 picossegundos.
Galvão
acredita que a razão para o investimento na pesquisa de fusão inercial por
parte dos Estados Unidos seja mais político que científico. Segundo o físico, a
fusão inercial reproduz em pequena escala a ação de uma bomba nuclear e
conduzir essas pesquisas seria uma forma de driblar a proibição de pesquisas de
armas nucleares.
Em
paralelo às pesquisas da NIF, a União Europeia e o Japão apostam na fusão
nuclear por confinamento magnético e planejam a construção de um grande reator,
oIter(sigla paraInternational
Thermonuclear Experimental Reactor), que deve ficar pronto em 2015
na França.
De
todo modo, Galvão reitera a importância de investir nas pesquisas de fusão
independentemente da técnica usada. “Os resultados da NIF animam muito, pois
mostram uma compreensão mais detalhada da fusão nuclear”, diz. E continua: “Os
países mais ricos ganhariam muito com a fusão nuclear e o Brasil também. Em
teoria, não precisamos dessa energia porque dispomos de hidrelétricas, mas em
eventos como a seca que estamos vendo agora, a fusão nuclear poderia ser usada
comobackupsem ter
o impacto no meio ambiente que têm as termoelétricas que usamos hoje.”
Ainda estamos longe do domínio definitivo e seguro desta tecnologia que ao contrario da fissão que é a quebra dos átomos. Esta última, gera energia mas também radiação. A fusão é totalmente limpa.
Nas pesquisas tem se gastado mais energia para gerar o processo do que realmente ter um ganho energético. Aguardamos portanto,que o sonho do homem em ter uma energia muito segura e duradora,possa permitir outros sonhos, quem sabe, o espaço...