quarta-feira, 28 de maio de 2014

Calor do corpo é usado para gerar eletricidade

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Mais um interessante artigo publicado na Inovação 

Tecnológica - 26/05/2014

Gerador termoelétrico flexível gera energia a partir da diferença de temperatura entre o corpo humano e o ar ambiente.[Imagem: KAIST]

Gerador termoelétrico
Que tal trocar as baterias por um gerador que 
produza eletricidade aproveitando o calor do seu 
corpo?
Esta é a proposta de um novo gerador termoelétrico
flexível, fabricado à base de um tecido de fibra de
 vidro por Sun Jin Kim e seus colegas do instituto
KAIST, na Coreia do Sul.
Basicamente dois tipos de geradores termoelétricos, 
ounanogeradores, têm sido desenvolvidos - com
 materiais orgânicos ou com materiais inorgânicos.
Os geradores termoelétricos orgânicos utilizam
 polímeros, ou plásticos, que são altamente flexíveis
 e compatíveis com a pele humana, o que os torna 
Porém, os polímeros têm uma potência de saída
 muito baixa - eles produzem pouca energia.
Os geradores termoelétricos inorgânicos produzem 
bastante eletricidade, mas são pesados, rígidos e 
volumosos.
A cerâmica normalmente utilizada nos geradores termoelétricos foi substituída por um tecido de fibra de vidro, dando flexibilidade ao gerador. [Imagem: KAIST]
Tecido gerador de eletricidade
A equipe coreana lançou então um novo conceito:
 um gerador termoelétrico feito de materiais
 inorgânicos, de alta eficiência, mas que substitui os 
substratos - normalmente de cerâmica ou alumina -
 por um tecido flexível.
Para isso foram sintetizados dois tipos de materiais
 termoelétricos em estado líquido, um tipo negativo
 (Bi2Te3) e outro tipo positivo (Sb2Te3).
Como são líquidos - na verdade, um tanto pastosos 
- eles podem ser aplicados em um tecido usando 
uma técnica de impressão similar à serigrafia, usada 
para pintar camisetas.
Os materiais formam "pontos" dos tipos positivos e
 negativos mesclados na malha do tecido, compondo
 um tecido gerador de energia que pode ter 
espessuras na faixa dos micrômetros.
"O próprio tecido de vidro serve como substrato
 superior e inferior do gerador termoelétrico,
 mantendo os materiais termoelétricos inorgânicos
 no meio. Esta é uma abordagem bastante 
revolucionária para conceber um gerador, reduzindo 
significativamente o peso do nosso gerador (~ 
0,13g/cm2), que é um elemento essencial para 
eletrônicos de vestir," disse o professor Byung Jin 
Cho, líder do grupo.
Um dos protótipos, em formato de pulseira, gera
 cerca de 40 mW de energia elétrica a partir da
 diferença de temperatura entre a pele humana e o
 ar ambiente.
Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=gerador-termoeletrico-usa-calor-corpo-gerar-eletricidade&id=010115140526&ebol=sim#.U4XSJHJdXSk
JA.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Possível apagão energético para o final de 2014 assusta no Brasil

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Por problemas climáticos os reservatórios da região sudeste, onde estão às principais bacias de rios que fornecem água potável e hídrica para as usinas do Brasil, estão muito abaixo do aceitável. Em São Paulo, por exemplo, vive uma crise de abastecimento dágua  num dos seus principais mananciais que é o sistema Cantareira.
A região Serrana entre Minas Gerais, Rio e São Paulo são nascentes importantes de rios como o São Frâncico e Rio Grande, parte inicial do Rio Paraná e afluentes importantes do Rio Tiete.
Tudo isso tem gerado preocupação e alertas de um apagão energético para o final deste ano, caso não chova nas nascentes e cabeceiras destes importantes rios.
As mudanças climáticas já observadas e as projetadas para as Américas do Sul e Central colocarão em risco a segurança hídrica das regiões e terão impactos diretos no abastecimento doméstico e industrial e em setores fortemente dependentes de água, como o de geração de energia hidrelétrica e a agricultura.
  
A realização da Copa do Mundo de Futebol e as próximas eleições previstas para o final deste ano têm sido vistas como uma sublimação dos governos Federal e Estadual de São Paulo.
 O professor da UFRJ, Nivaldo Castro avalia; 
 Em um país sério a decisão sobre racionamento (e a sua intensidade) seria tomada por estudos e previsões de engenheiros, meteorologistas, geólogos do ONS e Inmet e não por interesses eleitorais.

Os governos já deveriam ter adotado racionamentos leves, para amenizar a situação e preparar (e também conscientizar) a população.

Quanto mais tempo se adia a decisão, mais severo será o racionamento e mais graves serão as conseqüências.

Na avaliação do professor da UFRJ, Nivaldo Castro, o setor vive hoje dois grandes problemas. Um é a falta de chuva para encher os reservatórios. O outro é financeiro, com o buraco provocado caixa das distribuidoras por causa da descontratação e da geração termoelétrica. “A dúvida é saber até que ponto o governo consegue bancar esse rombo.” Ele não acredita num racionamento “à la FHC”. Mas, no limite, se precisar reduzir consumo, a saída seriam cortes seletivos, avalia ele.


O consultor Mário Veiga, que tem uma das mais respeitadas consultorias de energia do mercado, acha que é  recomendável que o governo decrete racionamento a partir de maio. Sabe que isso não será feito e o risco é o de que se chegue ao fim do ano com apenas 10% de água nos reservatórios, o que seria uma situação desesperadora e forçaria um racionamento mais drástico.

Veiga, em entrevista que me concedeu na Globo News, deu um número assustador para a conta que está se acumulando entre 2013 e 2014 pela decisão da presidente Dilma de reduzir o preço da energia:

Em 2013, a compensação pela redução ficou em R$ 18 bilhões, sendo que R$ 10 bilhões serão pagos pelo consumidor a partir do ano que vem, o resto o contribuinte pagou através de subsídios do Tesouro. Em 2014, serão R$ 10 bilhões do Tesouro e mais empréstimos às distribuidoras entre R$ 12 bi a R$ 24 bi. Ao todo, a conta chega a R$ 50 bilhões no pior cenário, e isso será pago em parcelas em cinco anos, o que dá 7% de aumento real por ano sem falar em outros custos.

A situação chegou nesse ponto por vários motivos. Um deles é que o governo errou e não fez os leilões necessários para permitir que as distribuidoras contratassem toda a energia que têm que fornecer:

As distribuidoras têm zero de culpa. O governo falhou ao não fazer o leilão. Pela lei, as empresas têm que comprar em leilão toda a energia que vão vender. É como se fosse assim: como vai chover, a pessoa tem que comprar guarda-chuva. A lei manda que todos tenham guarda-chuva. Sempre houve pequenos problemas, mas que as distribuidoras pagavam e depois, no reajuste anual da tarifa, se compensavam. Só que agora houve um grande vencimento de contratos. Uma quantidade brutal de energia ficou sem contrato. Venceram 8.600 megawatts médios.

Isso desequilibrou as empresas financeiramente, porque elas têm que pagar um custo muito maior do que podem cobrar dos consumidores:

 Elas foram ao governo e disseram que iriam quebrar. O custo é de R$ 10 bi e isso é mais do que toda a renda das empresas somadas.

Mário Veiga disse que há um mistério no setor de energia: mesmo em anos em que a hidrologia é boa e começa-se com um nível alto nos reservatórios isso aconteceu em 2010 e 2012 o ano termina com baixo volume de água nos reservatórios. Ele fez cálculos, simulou o que houve em anos anteriores e como deveria ter se comportado o nível de água. Pelo modelo do governo, dá sempre mais do que realmente há de água poupada:

 Diante de um mistério como esse, tem que se fazer como Sherlock Holmes: eliminar todas as causas impossíveis e aí a causa possível é a mais provável.

A causa possível é que as hidrelétricas estão gastando mais água para gerar o volume previsto de energia:
Alguns reservatórios são enormes, maiores que a Baía de Guanabara, e se medem calculando a profundidade. Mas é necessário atualizar o cálculo do fundo do reservatório porque pode haver assoreamento e sedimentos. Há décadas ninguém atualiza essas contas.

Então, mais do que não fazer investimento em aumento da eficiência das atuais hidrelétricas, o governo não tem sequer feito análises para saber quanto de água realmente há nos reservatórios e qual a dimensão deles. Toma como garantido a situação inicial desses reservatórios. Veiga compara o comportamento a uma pessoa que compra um carro zero que faz 30 quilômetros por litro e que com o passar do tempo perde eficiência, mas o dono continua contando com aquele mesmo consumo:

 O comportamento das hidrelétricas, a água que elas gastam para produzir cada MWh é maior do que está nas projeções oficiais.

Ele disse que é possível ver esse desequilíbrio avaliando as projeções do governo nos anos recentes em que, mesmo quando a situação estava normal, a queda de água foi maior do que o previsto. Este ano, piorou.

 Este ano, a situação está ruim. Vamos chegar ao fim de abril com 37% de água armazenada nos reservatórios. Numa análise de 18 anos, este é o segundo pior número. Só superado por 2001, o ano em que houve aquela coisa que não se pode falar a palavra.

Ele acha que seria prudente o governo começar a falar a palavra racionamento e no próximo mês, mas sabe que ele não será prudente. Isso aumenta a conta hidrológica e financeira para 2015. Até 2020 estaremos pagando essa conta.
  

No caso de São Paulo:

Sem racionamento de água, Cantareira pode levar até 15 anos para se recuperar
O uso do chamado volume morto, ou reserva técnica, pode levar ao colapso o sistema Cantareira, responsável por levar água para oito milhões de pessoas na Grande São Paulo e interior. Especialistas consultados pelo iG prevêem um desastre ambiental com a decisão do governo do Estado de iniciar a retirada de 400 milhões de metros cúbicos da água que fica abaixo do sistema de captação dos reservatórios.
As obras para extrair a água subterrânea orçadas em R$ 80 milhões começaram no dia 17 de março nas represas de Nazaré Paulista e Joanópolis. Se a seca se repetir no próximo ano e o governo optar apenas pelo uso do volume morto, a Cantareira vai entrar em colapso e demorar de dez a 15 anos para se recuperar, aposta José Cezar Saad, coordenador de projetos do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), uma associação de indústrias, prefeituras e entidades de 43 municípios. O racionamento deveria ter começado há um mês e precisaria atingir 50% da água consumida pelos paulistas.
Inaugurado em 1973, o reservatório do sistema Cantareira precisou de 10 anos para encher em uma época em que a população da capital e cidades vizinhas girava em torno de 4,8 milhões de pessoas. No regime típico de chuvas, foram necessários mais 10 anos para a Cantareira subir 20%. No ano 2000, os reservatórios estavam com 80% do volume útil e só chegou a 100% em 2010. Agora imagina quanto tempo vai demorar se a seca se mantiver e ainda secarmos a água do volume morto.


Em feverEiro último esta usina de S. Paulo estava assim.
HIDRELÉTRICA PODE INTERROMPER GERAÇÃO DE ENERGIA
HIDRELÉTRICA DE MARIMBONDO PODE PARAR DE PRODUZIR ENERGIA

A própria OANS já admite:

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) negou, em nota divulgada na tarde desta terça-feira (29), que sugeriu corte na oferta de energia ao governo brasileiro, mas admitiu que, caso ocorra o agravamento das condições hidrológicas no período de maio a novembro, "poderá propor medidas adicionais às autoridades setoriais, de forma que fique garantido o fornecimento de energia elétrica para a sociedade".

A nota, porém, não explica que medidas poderiam ser tomadas caso a situação dos reservatórios se agravem, já que o uso das térmicas, que é uma das formas de garantir o abastecimento de energia em momentos de reservatórios baixos, já se encontra em patamar elevado.

Especialista do setor elétrico, Mario Veiga diz que o país não tem capacidade de gerar a quantidade necessária de energia hidrelétrica. Em vez do excesso de 6.000 megawatts médios estimados pelo governo, ele afirma que cálculos mostram déficit de 2.000 MW, não considerados nas simulações oficiais.

Se houvesse o excesso apontado, não teria havido problemas em 2010, 2012 e 2013, quando a situação dos reservatórios era favorável, afirma. Em todos esses anos, as térmicas tiveram de ser acionadas.

Veiga recomenda ao governo adotar já um programa de redução de 6% no consumo. Isso para evitar os cenários de maior risco, levantados por sua consultoria, de os reservatórios chegarem a um nível de 10% em novembro, o que seria uma situação "complicada e perigosa".

Engenheiro eletricista, presidente da consultoria PSR, Mario Veiga, 61, foi convidado pela presidente Dilma para, em 2012, integrar o grupo que fechou uma das principais apostas do governo: a redução das tarifas de energia.

O resultado final do plano, no entanto, foi criticado por ele após seu lançamento.

Engenheiro eletricista, presidente da consultoria PSR, Mario Veiga que já foi consultor do governo diz;
Que o país não tem capacidade de gerar a quantidade necessária de energia hidrelétrica. Em vez do excesso de 6.000 megawatts médios estimados pelo governo, ele afirma que cálculos mostram déficit de 2.000 MW, não considerados nas simulações oficiais.

Se houvesse o excesso apontado, não teria havido problemas em 2010, 2012 e 2013, quando a situação dos reservatórios era favorável, afirma. Em todos esses anos, as térmicas tiveram de ser acionadas.

Veiga recomenda ao governo adotar já um programa de redução de 6% no consumo. Isso para evitar os cenários de maior risco, levantados por sua consultoria, de os reservatórios chegarem a um nível de 10% em novembro, o que seria uma situação "complicada e perigosa".

Engenheiro eletricista, presidente da consultoria PSR, Mario Veiga, 61, foi convidado pela presidente Dilma para, em 2012, integrar o grupo que fechou uma das principais apostas do governo: a redução das tarifas de energia.

O resultado final do plano, no entanto, foi criticado por ele após seu lançamento.

Já Antonio Fernando Pinheiro Pedro comenta em vídeos os erros de governos neste sentido.

Complementando tudo que já foi dito, veio esta noticia de um jornal da região onde sofre influência do lago de Itaipu ;

“Baixo nível da água do lago de programa afiliados Itaipu pode prejudicar turismo em Santa Helena.
O reservatório de Itaipu, o último da Bacia do Rio Paraná, sente os efeitos da seca que está castigando todo o País.   Com o prolongamento da estiagem, a usina está operando com o nível do reservatório abaixo do normal.   A economia dos municípios pode ser afetada, caso o nível baixo se manter, devido à quase impossibilidade de utilização das praias para banho.   A cota de operação ontem chegou a 217,30 metros acima do nível do mar. A faixa normal operativa é de 219 a 220,30 metros.    O nível do Lago de Itaipu está dois metros abaixo do normal.   Com o atraso do período chuvoso toda água que chega está sendo aproveitada para gerar energia ou para regularizar o armazenamento.   Ontem, por exemplo, a Itaipu precisou utilizar água, além da vazão normal do rio, para a produção de energia.   A afluência, fio d’água que chega nas turbinas, era de 8. 875 metros cúbicos por segundo e foram utilizados 10.403 metros cúbicos por segundo, conforme dados constantes no Operador Nacional do Sistema.   Nós últimos dias voltou chover no Sudeste e Centro-Oeste, onde estão localizados os reservatórios da Bacia do Rio programa afiliados Paraná que tem influência direta no reservatório da usina de Itaipu e, por isso, há expectativa positiva quanto ao melhoramento do nível da água no Lago.    O nível de armazenamento do sistema elétrico brasileiro está em torno de 35%, com tendência de alta. Não há riscos para o abastecimento.   A Itaipu opera a fio d’água, ou seja, mantém apenas um volume pequeno de estoque, para isso foi feito o reservatório, ou seja, o Lago de Itaipu, e utiliza a água que chega das usinas a montante, num total de 47, para gerar energia elétrica.   O uso desse estoque, a água do reservatório, depende da demanda, que continua alta no Brasil e no Paraguai. A expectativa é que as chuvas de dezembro continuem de forma consistente para que a situação seja normalizada.   O cenário é positivo. Está chovendo onde precisa chover.    Se a previsão se confirmar, a tendência é que a partir da segunda quinzena de dezembro a situação esteja totalmente normalizada.   Os prefeitos da região, onde há as praias, devem aproveitar o período de baixa das águas para realizarem obras nos locais antes ocupados pela água.”


O Governo Federal nega qualquer apagão ou qualquer redução de consumo. Esta no seu papel, no entanto, não custa ficar de olho nesta situação. Ainda bem que a Região Sul nãos enfrenta restrições e poderá compensar um pouco, sem contar que mesmo com esta crise, Itaipu vem batendo recorde de geração para segurar o sistema interligado nacional.
Uma salvação para a Região Sudeste seria as previsões de um forte El Ninho para o final do Inverno como citado abaixo e que as chuvas consigam atingir com volunes suficientes os manancias amainando os problemas de estiagem ja citados.

“Segundo a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) a probabilidade de termos um El niño este ano chega a quase 65%. E segundo a Organização Meteorológica Mundial a ocorrência do El niño deve ocorrer por volta da metade desse ano e se estender até 2015. Inclusive alguns institutos estimam que o fenômeno esse ano possa ser bem forte, se aproximando do ocorrido entre 1997 e 1998 que foi o mais forte já registrado. Em anos de El niño costuma ter bastante chuva no Sul do país e também em algumas áreas de MS e do Sudeste do país bem como aumento de temperatura nessas áreas. Já no Norte e Nordeste em anos de EL niño costumam sofre com a seca. Aqui no Sul do MS a volta do El niño é uma boa noticia já que costuma chover mais, porém se for um evento realmente forte como se especula pode trazer diversos desastres para outras partes do país.”

A indústria e o comércio no seguimento de energia  emergêncial já esta de olho nestes problemas que se avizinham . Fabricantes de Geradores, No-breaks, baterias e afins se preparam para um aquecimento de vendas para o final deste ano.
 Estratégias erradas como incentivar e concluir vários parques eólicos sem as devidas linhas de transmissão ao sistema interligado, o mau gerenciamento destes problemas, problemas políticos e o grande evento da Copa do Mundo.
 A não avaliação dos problemas climáticos com seca na região sudeste são pontos que poderão explicar a mais uma conta a ser paga pela sociedade brasileira.

Fontes:










J.A.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Concreto Flexível chega ao Brasil


"Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página  e receber algum do Google".


Causou certa curiosidade esta reportagem da Rede de TV Bandeirantes, a respeito de uma nova tecnologia na construção civil.

A reportagem fala numa manta de cimento flexível que depois de molhada e novamente seca fica da mesma forma que as similares convencionais, apresentando menor custo e menor tempo operacional.
Vídeo da band abaixo;

Acontece que esta técnica foi apresentada já algum tempo no EUA.

A revista Site Inovação Tecnológica em 06/05/2009 apresentou esta reportagem.

Concreto flexível é capaz de se auto consertar sem intervenção humana




Um concreto desenvolvido por pesquisadores da 

Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, é 

capaz de se autoconsertar apenas com a adição de

 água e dióxido de carbono (CO2).
O autoconserto é possível porque o novo  concreto

foi desenvolvido para dobrar e se quebrar em

 finíssimas lacunas, equivalentes à metade do

 diâmetro de um fio de cabelo humano, em vez de se

 quebrar em pedaços ou criar fissuras grandes, 

como acontece com os concretos normais.
"É como quando você faz um pequeno corte na sua mão, o seu corpo pode se reparar sozinho. Mas se você tem um grande ferimento, então precisará de ajuda. Nós criamos um concreto que se fratura em fissuras pequenas o suficiente para que possa se autoconsertar," explica o professor Victor Li.
Concreto flexível
Segundo Li, o novo concreto poderá tornar 

as  obras mais seguras e mais duráveis. Uma ponte 

danificada por sobrecarga ou por abalos sísmicos,

 por exemplo, poderia voltar a operar normalmente

 em poucos dias.
A imagem mostra o grande segredo do concreto, a 

sua flexibilidade. Os testes mostram que uma peça

 feita com o novo material pode sofrer um 

estiramento de até 3% e recuperar integralmente

 sua resistência - isso equivaleria a esticar uma

 ponte de concreto com 100 metros de comprimento

 (se ela fosse feita por uma peça única) até que ela 

atingisse 103 metros, sem que ela se quebrasse.
E, tão logo curada dos danos, a ponte recupera 

inteiramente sua capacidade de operação. "Nós 

descobrimos, para nossa surpresa, que quando é

forçada de nova após se curar, a peça se comporta 

como se fosse nova, praticamente com a mesma

 dureza e resistência," diz Li.
Cimento extra-seco
Concreto flexível é capaz de se autoconsertarA capacidade de se 

autoconsertar do novo concreto 

deve-se ao uso de um cimento

 extra-seco que, quando 

exposto por uma fissura, reage

 com a água e o dióxido de

 carbono do ambiente para

 formar uma espécie de "cicatriz" de carbonato de

 cálcio - o mesmo material encontrado nas conchas 

de animais marinhos. Nos testes em laboratório, o

processo de cura levou entre 1 e 5 ciclos de

 molhagem e secagem.
A imagem ao lado mostras as "cicatrizes" do

 concreto, as linhas brancas de carbonato de cálcio

 que se formam depois que o processo de cura se

 completa.
O processo de autoconserto atinge 100% de eficiência quando as fissuras individuais têm menos do que 50 micrômetros, mas o processo opera com aberturas de até 150 micrômetros.
Concreto reforçado com fibras

O novo material é chamado ECC ("Engineered 

Cement Composite"), é mais flexível do que o 

concreto tradicional e se comporta mais como um

 metal do que como um vidro.
O concreto tradicional é considerado uma cerâmica,

 sendo rígido e quebradiço, suportando um

 estiramento máximo de 0,01% antes de se partir

. Já o ECC dobra-se sem se quebrar, suportando um

 estiramento máximo de 5% (a recuperação total dá-

se até os 3%).
Hoje, os construtores reforçam o concreto com

 barras de aço, com o objetivo de manter as trincas

tão pequenas quanto possível. O problema é que 

essas trincas, por minúsculas que sejam, deixam

resistência da construção ao longo dos anos.
O EEC é reforçado com fibras sintéticas, não estando

 sujeito à corrosão.
A Concrete Canvas Brasil entre outras, esta apresentando este produto no mercado nacional.

O que é a manta impermeabilizante de concreto flexível?
O que é isso?

Concreto flexível, acondicionado em tecido tridimensional tramado com matriz de fibras, que ao hidratar, endurece, formando uma camada de concreto, durável, impermeável, e a prova de fogo com 40-MPA. Caso desejado pode ser adaptado para proteção balística.

Entregue em dois formatos:

Durabilidade de 50 anos. Cura em 48 horas com 40-MPA, necessário apenas hidratar com água doce ou salina. Pode ser trabalhado submerso, não super-hidrata.