segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Confronto de Gênios, pioneiros no avanço espacial, W.von Braun x Korolev

Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página e receber algum do Google".


Confronto de Gênios, pioneiros no avanço espacial.


Dentro da série de TV “Mentes Brilhantes do National Geographic, trás o confronto entre - Von Braun vs Korolev
Um documentário interessante sobre a corrida espacial entre USA e Rússia onde estes dois cientistas foram personagens importantes.



Quem foram estes personagens:


Wernher Magnus Maximilian von Braun (Wirsitz, 23 de março de 1912 — Alexandria, 16 de junho de 1977) foi um engenheiro alemão e uma das principais figuras no desenvolvimento do foguete V-2 na Alemanha Nazista e do foguete Saturno V nos Estados Unidos. Ele foi uma das principais figuras no desenvolvimento de tecnologias de foguetes para a Alemanha Nazista, na qual , foi membro do Partido Nazista e das SS. 


Um pioneiro e visionário das viagens espaciais, ele é mundialmente conhecido por sua liderança do projeto aerospacial americano durante a Corrida Espacial, tendo trabalhado como projetista chefe do primeiro foguete de grande porte movido a combustível líquido produzido em série, o Aggregat 4, e por liderar o desenvolvimento do foguete Saturno V, que levou os astronautas dos EUA à Lua, em julho de 1969.


 Sergei Pavlovich Korolev (em russo: Серге́й Па́влович Королёв, em ucraniano: Сергі́й Па́влович Корольoв Jitomir, 30 de dezembro de 1906 jul./ 12 de janeiro de 1907greg. — Moscou, 14 de janeiro de 1966) foi um engenheiro russo e o principal engenheiro de foguetes e de aeronaves soviético durante a corrida espacial entre a União Soviética e os Estados Unidos durante os anos 1950 e 1960. Korolev é amplamente considerado o pai da astronáutica russa.
Como engenheiro-chefe do programa espacial soviético, ele foi diretamente responsável pelos sucessos pioneiros da União Soviética na corrida espacial, incluindo o lançamento do satélite Sputnik, o primeiro objeto feito pelo homem a ser posto em órbita; a missão que levou o primeiro ser vivo ao espaço, Laika; o primeiro satélite a chegar à lua e a fotografa-la e também, a enviar imagens de seu lado escuro; da missão que primeiro teve sucesso em levar ao espaço e trazer em segurança um ser vivo de volta à Terra; a missão Vostok, que colocou Iuri Gagarin em órbita em 12 de abril de 1961, o primeiro humano no espaço; e a missão que levou o primeiro homem a caminhar no espaço, Aleksei Leonov e a primeira mulher no espaço ,Valentina Vladimirovna Tereshkova . 


Segundo o documentário ambos tinham muitas coisa parecidas que eram como, irmãos siameses na genialidade, nos anseios de avanços espaciais e até na relação política com seus governos.


Juventude e Educação:

A) Wernher von Braun nasceu em Wirsitz, na província de Posen, hoje chamada Wyrzysk na Polónia e à época parte da Prússia e do Império Alemão. Era o segundo de três irmãos. Ele pertencia a uma família de aristocratas, que herdaram o título de Freiherr (equivalente ao título de barão). Seu pai, Magnus Freiherr von Braun (1878–1972), foi funcionário público de carreira, serviu como ministro da Agricultura durante a República de Weimar.
Ao final da Primeira Guerra Mundial, von Braun e sua família, como várias outras, se mudaram para a Alemanha. Eles se fixaram em Berlim, onde von Braun, então com 12 anos, inspirado pelos records de velocidade de Max Valier e Fritz von Opel, em carros movidos a foguetes, causou um rebuliço nas ruas ao acionar uma carroça de brinquedo com fogos de artifício, tendo sido recolhido sob custódia pela polícia local até que seu pai viesse buscá-lo
 No começo de 1925, von Braun começou a estudar num colégio interno, no castelo de Ettersburg, próximo a Weimar, onde ele não obteve bons resultados em física e matemática. Lá ele teve contato com uma cópia do trabalho de Hermann Oberth Die Rakete zu den Planetenräumen (1923), "Foguete no espaço interplanetário". Em 1928, os seus pais o transferiram para o Internato Hermann-Lietz, localizado na ilha de Spiekeroog no Mar do Norte. Viagens espaciais sempre fascinaram von Braun, e daquela época em diante, ele se aplicou muito em física e matemática, para atingir seus objetivos na engenharia de foguetes.
Em 1930, ele entrou para o Instituto de Tecnologia Charlottenburg de Berlim. Lá ele se juntou ao grupo Verein für Raumschiffahrt (VfR, Sociedade para Viagens Espaciais), se tornando assistente de Willy Ley e Hermann Oberth, nos seus testes de motores de foguete a combustível líquido. Na primavera de 1932, ele se graduou com bacharel em Engenharia Mecânica. Com o grau de bacharel obtido, von Braun foi contratado por Walter Dornberger como um empregado civil do programa de mísseis da Heereswaffenamt, agência responsável pelo rearmamento alemão. Devido ao seu contato prévio com a teoria de foguetes, ele se convenceu de que aquele título não seria suficiente, o que o fez entrar para a Universidade de Berlin para prosseguir nos estudos de graduação. Obteve o título de Ph.D. em física, com a tese "Contribuições teóricas e experimentais para o problema estrutural nos foguetes a combustível líquido" em 1934.

Essa posição o levou a atuar no campo de pesquisas do Exército em Kummersdorf, cerca de 30 quilômetros ao sul de Berlim. Naquele mesmo ano, um dos foguetes concebidos por ele, lançado da ilha de Borkum no Mar do Norte, atingiu 2.200 metros de altitude. Entre 1935 e 1937, von Braun e a equipe de Ernst Heinkel desenvolveram um motor foguete destinado ao uso em aviões, primeiro em Kummersdorf, mais tarde em Neuhardenberg, onde o motor foguete foi testado num  Heinkel He 112.


B) Já Korolev as informações disponíveis são menores na Wikpédia  mas consta que...;
Em 1922, Korolev foi aprovado em um exame de admissão à escola de construção em Odessa, Ucrânia. Lá começou a se interessar pela aviação. Dois anos depois, entrou no Instituto Politécnico de Kiev, onde se aliou a entusiastas de planadores. Em 1926 se transferiu para a Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscou (MVTU).

Concluiu seus estudos na MVTU em 1929. Em 1931 entrou no Instituto de Hidrodinâmica e Central Aérea (TsAGI). Em seguida, em julho de 1932, Korolev foi escolhido chefe do grupo de pesquisa em propulsão do jato (GIRD), um dos centros de pesquisas em desenvolvimento de foguetes mais modernos da URSS. Em 1933, o grupo reorganizou o instituto de pesquisa em propulsão do jato (RNII), onde Korolev se tornou chefe. Nela, o engenheiro conduziu o desenvolvimento de um planador equipado de foguete e de mísseis de cruzeiro.
Problemas Políticos com seus governos:

C) Em março de 1944, von Braun foi pivô de uma conspiração de Heinrich Himmler para obter o controle de todos os programas de armamento alemães, inclusive o de foguetes. Com isso, von Braun foi detido em 15 de março de 1944, e levado para uma cela da Gestapo na Polônia, onde ficou detido por duas semanas, até que Dornberger conseguiu a sua "liberdade condicional". O primeiro A-4 de combate, rebatizado como V-2 (Vergeltungswaffe 2 "Arma de Vingança 2"), para fins de propaganda, foi lançado contra a Inglaterra em 7 de setembro de 1944, apenas 21 meses depois de o projeto ter sido aprovado oficialmente. Em 29 de outubro daquele mesmo ano, Wernher von Braun e Walter Dornberger, foram condecorados com a Cruz do Cavaleiro de mérito de guerra, pelos resultados das operações com a V-2.
D) Já Korolev...

No período de grandes expulsões feita por Josef Stalin, Korolev foi preso e levado para um acampamento em Gulag, na Sibéria, em 27 de junho de 1938. Em março de 1940 Korolev retornou a Moscou e foi levado à prisão de Butyrskaya. Em 10 de julho do mesmo ano, uma comissão especial liderada por Lavrenti Beria, chefe da polícia secreta de Stalin, sentenciou Korolev a oito anos de trabalhos forçados em acampamento, acusado por sabotagem. Porém, em setembro, ele foi transferido para o sharashka, um departamento de projeto de aviação na prisão. Era chamado oficialmente de KB-29. Ao mesmo departamento foi levado Andrei Tupolev, também prisioneiro em Gulag.


Desenvolvimento e Reabilitação:
Durante a segunda Guerra Mundial era notório o avanço alemão na tecnologia de foguetes e  tanto americanos, Russos e Ingleses corriam atrás destes projetos e avanços tecnológicos para a época.

E)  W von Braun - O uso da V-2 como arma teve início em setembro de 1944, com um lançamento sobre Paris. Pouco mais de 3.200 V-2 foram lançadas. Os principais alvos foram: Londres (1.358) e Antuérpia (1.610). Surpreendentemente, a força explosiva de todas essas V-2 em conjunto, era pouco maior que a capacidade de um bombardeiro médio da época. O seu trunfo, era psicológico, porque contra essa arma inédita, não havia defesas nem avisos, mas a sua importância militar estratégica era baixa. Os lançamentos continuaram até 27 de março de 1945, quando os dois últimos foguetes foram lançados contra Londres.
Em janeiro de 1945, os principais membros da equipe de Peenemünde, liderados por von Braun, decidiram por uma retirada para a região central da Alemanha, de forma a ter mais chances de se render aos norte-americanos, temendo a conhecida crueldade dos soviéticos para com os prisioneiros de guerra. Tirando proveito de ordens e documentos conflitantes, von Braun forjou alguns documentos e com eles, conseguiu evacuar e transportar cerca de 500 técnicos, engenheiros e cientistas para a região, onde ficava a fábrica das V-2, conhecida como Mittelwerk, onde eles continuaram trabalhando. Poucas semanas depois da evacuação, eles souberam que Peenemünde foi capturada pelas tropas soviéticas. Temendo que os seus importantes documentos fossem destruídos pelo pessoal da SS, von Braun ordenou que os documentos fossem escondidos numa mina abandonada nos campos da região de Harz.
Logo que chegaram à fábrica das V-2, o general Kammler ordenou que von Braun e 500 dos principais cientistas fossem separados de suas famílias e aprisionados num campo de prisioneiros perto da vila de Oberammergau. Usando seu poder de convencimento e argumentações, von Braun conseguiu que os cientistas ficassem fora do campo desde que permanecessem na vila e usando trajes civis.
Em 15 de março de 1945, numa viagem curta entre Bleicherode e Naumburg, von Braun sofreu um acidente quando o seu motorista dormiu ao volante. Este acidente rendeu a von Braun fraturas no ombro e no braço. Apesar de desaconselhado pelos médicos ele insistiu em ser engessado para que pudesse se locomover e sair do hospital. Por conta disso, um mês depois ele precisou que ser novamente hospitalizado para que seus ossos fossem novamente quebrados e realinhados.

 F) Já Korolev tinha sido reabilitado pelo governo Russo justamente para pesquisar naquele final de guerra estas tecnologias utilizadas pelos Nazistas.
Em 8 de setembro de 1945, Korolev viajou a Alemanha para a avaliação e restauração dos mísseis balísticos V-2. Em agosto de 1946, ainda na Alemanha, Korolev foi nomeado chefe de um departamento no NII-88, criado recentemente em Podlipki, nordeste de Moscou. A organização era responsável pelo desenvolvimento e produção industrial do míssil, baseado na tecnologia do V-2 alemão.
Korolev conduziu o desenvolvimento de diversas gerações de satélites lançados por mísseis balísticos, de veículos de lançamento com fins científicos, militares e de comunicações. Ele também desenvolveu projetos de exploração interplanetária e equipou as naves espaciais soviéticas. 


A preferência de Von Braun pela América:

 Em 11 de abril de 1945, as tropas Norte americanas, tomaram a cidade de Bleicherode, na região de Kohnstein, onde ficava a fábrica das V-2. De lá cerca de 100 V-2 completas e milhares de partes e equipamentos foram "capturados" como espólio de guerra e transferidos para os Estados Unidos, onde formaram a base de estudos práticos do programa de mísseis de defesa.
Em 2 de maio de 1945, o irmão mais novo de von Braun, Magnus von Braun, teve êxito em encontrar soldados norte-americanos da 44a divisão de infantaria, e mesmo com um inglês limitado, conseguiu explicar que havia um grupo de cientistas ligados ao desenvolvimento da V-2 disposto a se render a eles. O alto comando americano, já tinha ciência da existência desses cientistas, e o nome de von Braun estava no topo da lista. Em 19 de junho de 1945, apenas dois dias antes de entregar a área da fábrica aos soviéticos, conforme os acordos vigentes, von Braun e seus principais colegas foram transferidos para Nordhausen, e em seguida para a pequena cidade de Witzenhausen 64 km distante, na zona de ocupação americana.
Von Braun foi interrogado no centro de detenção de "Dustbin" no castelo de Kransberg, onde a elite econômica científica e tecnológica do terceiro Reich era interrogada por oficiais de inteligência britânicos e norte-americanos. Inicialmente, von Braun foi recrutado pelos Estados Unidos, sob um programa chamado "Operação Overcast", mais tarde designado Operação Paperclip.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wernher_von_Braun


Tinha inicio a corrida Espacial entre USA e Rússia.


O programa espacial soviético, estava ligado aos seus planos quinquenais e desde o início recebia apoio dos militares. Apesar de Korolev ser motivado "por um sonho único de viagens espaciais", ele geralmente mantinha isso em segredo quando tratava de projetos militares. Depois do primeiro teste de bomba atômica na URSS em 1949, um míssil capaz de carregar uma ogiva daquele tamanho aos Estados Unidos se torna necessário, e com ele a disposição, Korolev e outros insistiam na idéia de satélites e naves tripuladas. Apesar disso, o primeiro foguete com animais a bordo foi lançado em 1951; os dois cães foram recuperados vivos depois de chegar a 101 km de altitude. Dois meses antes de os Estados Unidos efetuar um experimento semelhante. Esse e outros vôos subsequêntes, deram aos soviéticos uma valiosa experiência em medicina espacial.
Devido ao seu alcance global e grande capacidade de carga (cerca de 5 toneladas), o míssil R-7 Semyorka não era apenas efetivo como arma nuclear, mas também uma base excelente para um veículo lançador espacial. O anúncio dos Estados Unidos em Julho de 1955 dos seus planos de lançar um satélite durante o Ano Internacional da Geofísica ajudou muito Korolev a persuadir o líder soviético Nikita Khrushchev a patrocinar seus planos a partir de Janeiro de 1956, com o objetivo de suplantar os Estados Unidos. Foram aprovados planos para um satélite artificial de observação da Terra (o Sputnik I) para adquirir conhecimento sobre o espaço além de quatro satélites de reconhecimento (da série Zenit). Foram planejados mais tarde, novos desenvolvimentos, como: missões não tripuladas à Lua e missões tripuladas em órbita da Terra.
O foguete SputnikPS.
Depois que o primeiro Sputnik provou ser um ótimo elemento de propaganda, Korolev, então apenas conhecido como o misterioso "Desenhista chefe de foguetes espaciais", foi encarregado de acelerar o programa de missões tripuladas, cujo projeto foi combinado com o programa Zenit para criar a espaçonave Vostok. Influenciado pelas ideias de Tsiolkovsky, que escolheu Marte como o objetivo mais importante das viagens espaciais no início dos anos 60, o programa espacial soviético sob a liderança de Korolev criou grandes planos para viagens a Marte para o período entre 1968 e 1970. Com um sistema de suporte de vida em circuito fechado e motores de foguete elétricos e lançados a partir de grandes estações espaciais orbitando a Terra, esses planos eram muito mais ambiciosos que os do Projeto Apollo.
 Segundo o documentário, a colocação em órbita de um satélite pelos soviéticos pegou o governo americano de surpresa que até aquele momento mantinha Von Braun e sua equipe como uma reserva técnica, ficando os planos desta tecnologia a cargo da Marinha.
Enquanto trabalhava para projetos de foguetes para o exército “Em 1950, no início da Guerra da Coreia, von Braun e sua equipe foram transferidos para Huntsville, no Alabama, seu lar pelos próximos 20 anos. Entre 1950 e 1956, von Braun liderou a equipe de desenvolvimento de foguetes do Exército no Redstone Arsenal, resultando no foguete Redstone, que foi utilizado no primeiro teste real de míssil balístico nuclear conduzido pelos Estados unidos. Isto levou também, ao desenvolvimento do primeiro sistema de controle de navegação inercial de alta precisão, usado nesse foguete. Em 1952, nasce a segunda filha de von Braun, Margrit Cécile.”
Teve tempo de escrever  e participar de programas ao lado Walt Disney;

“Repetindo o padrão estabelecido no início de sua carreira, von Braun, enquanto dirigia programas de desenvolvimento de mísseis no mundo real, continuava envolvido no processo de divulgar seus sonhos de um futuro onde os foguetes fossem usados para viagens espaciais. Desde 1950, publicando artigos no "The Huntsville Times", esse esforço resultou numa onda de publicidade ao redor de voos à Lua, impulsionada por dois filmes de ficção científica: "Destination Moon" e "Rocketship X-M". Em 1952, von Braun publicou pela primeira vez o seu conceito de uma estação espacial tripulada numa série de artigos intitulados "Man Will Conquer Space Soon!", na revista Collier's Weekly. Esses artigos eram ilustrados pelo artista Chesley Bonestell ajudando a divulgar suas ideias. Frequentemente, von Braun trabalhou em conjunto com seu amigo Willy Ley para publicar seus conceitos, os quais não por acaso, tinham um forte embasamento científico, antecipando muitos aspectos técnicos que mais tarde se tornaram realidade. Nesse mesmo período foram publicados trabalhos sobre viagens tripuladas à Marte, usando a estação espacial como ponto de partida.
Na esperança de que o seu envolvimento pudesse trazer mais interesse do público para o futuro do programa espacial, von Braun começou a trabalhar com Walt Disney e os seus estúdios como diretor técnico, inicialmente para três filmes sobre exploração espacial. A primeira transmissão dedicada a esse tema, foi "Man in Space" que foi ao ar pela primeira vez em 9 de março de 1955, atingindo 42 milhões de pessoas.

 Não oficialmente classificada como a segunda maior taxa de audiência na história da televisão Norte americana”

Enquanto isso os Russos avançam e depois do Sputinik...
"Os Russo colocam a Cadela Laika no espaço.”

Em 3 de novembro de 1957, a cachorra Laika tornou-se o primeiro ser vivo a viajar para o espaço. A viagem a bordo do satélite soviético Sputnik 2 permitiu observações importantes para futuras viagens espaciais.
http://www.dw.com/pt-br/1957-laika-%C3%A9-o-primeiro-ser-vivo-no-espa%C3%A7o/a-666643

Por fim  colocam o primeiro homem no espaço;
 “Em 1960 Gagarin foi um dos 20 pilotos selecionados, após rigorosos testes físicos e psicológicos, para o programa espacial soviético, e acabou por ser escolhido para ser o primeiro a ir ao espaço, pelo seu excelente desempenho no treinamento, sua origem camponesa – que contava pontos no sistema comunista - sua personalidade magnética e esfuziante e, principalmente, devido às suas características físicas – ele tinha 1,57 m de altura e 69kg – já que a nave programada para a viagem pioneira em órbita, a espaçonave Vostok (que em russo significa "Oriente"), tinha um espaço mínimo para o piloto.


Os americanos estavam atônitos.

A sensação na imprensa Americana convenceu os russos a seguir em frente com o Sputnik 2, e também forçou Eisenhower a fortalecer os planos para um satélite americano. Além do programa Vanguard, que estava em desenvolvimento no Laboratório de Pesquisa da Marinha Americana, o Explorer do JPL se tornou o substituto no caso do Vanguard falhar – o que realmente aconteceu no dia 6 de dezembro de 1957, quando explodiu metros acima de sua plataforma de lançamento (uma segunda tentativa dois meses depois também terminou em explosão).
Fonte : http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/sputnik_lancou_a_corrida_espacial.html


Foi aí que uma nova postura com relação aos cientistas alemães foi decisiva para  uma mudança no programa espacial americano.

A Criação da NASA.

A tarefa de construir um foguete capaz de colocar satélites em órbita foi atribuída à Marinha dos Estados Unidos, mas o foguete Vanguard resultante não se mostrou pronto para a tarefa. Em 1957, com o lançamento do Sputnik 1, havia um sentimento crescente de que os Estados Unidos haviam ficado para trás da União Soviética na corrida espacial. Isso fez com que as autoridades americanas decidissem usar a experiência de von Braun e sua equipe de alemães para criar um veículo de lançamento com capacidade orbital, algo que von Braun já havia proposto em 1954, mas tinha sido rejeitado.

A NASA foi formalizada por lei em 29 de julho de 1958. Um dia depois, o 50º foguete Redstone foi lançado com sucesso do Atol Johnston no Pacífico Sul como parte da operação Hardtack I. Dois anos depois, a NASA inaugurou o Marshall Space Flight Center no arsenal Redstone em Huntsville, a equipe de desenvolvimento da ABMA liderada por von Braun foi transferida para a NASA. Num encontro direto com Herb York no Pentágono, von Braun deixou claro que ele só iria para a NASA somente se o desenvolvimento do foguete Saturno continuasse. De julho de 1960 a fevereiro de 1970, von Braun se tornou o primeiro diretor do Marshall Space Flight Center.
Imagem do foguete Saturno V.


O primeiro grande programa do centro Marshall, foi o desenvolvimento dos foguetes Saturno para transportar cargas úteis maiores para além da órbita da Terra. A partir daí, o programa Apollo para vôos tripulados à Lua foi desenvolvido. Wernher von Braun, inicialmente apoiou o uso de uma técnica chamada "Earth orbit rendezvous" (acoplamento em órbita terrestre), mas em 1962 ele passou a apoiar a outra alternativa, chamada "lunar orbit rendezvous" (acoplamento em órbita lunar), que acabou sendo o utilizado. Durante o projeto Apollo, ele trabalhou diretamente com o seu antigo colega de Peenemünde, Kurt H. Debus, o primeiro diretor do Kennedy Space Center. O seu sonho de conduzir a espécie humana a pousar na Lua se tornou realidade em 16 de julho de 1969, quando um foguete Saturno desenvolvido no centro Marshall, lançou a tripulação da Apollo 11 na sua missão histórica de oito dias. Ao longo do programa Apollo, os foguetes Saturno V permitiu que seis tripulações de astronautas atingissem a superfície da Lua.
No final da década de 60, von Braun foi fundamental no desenvolvimento do Centro Espacial de de foguetes em Huntsville. A mesa da qual ele comandou a entrada da América na corrida espacial, permanece em exibição nesse local.
Num memorando interno datado de 16 de janeiro de 1969, von Braun confirmou aos membros de sua equipe, sua intenção de permanecer como diretor do centro Marshall em Huntsville para liderar o programa Apollo. Poucos meses depois por ocasião do primeiro pouso na Lua, ele expressou publicamente o seu otimismo de que o foguete Saturno V continuasse a ser desenvolvido para missões à Marte nos anos 80.

No entanto, em março de 1970, von Braun e sua família foram realocados em Washington, D.C., onde ele foi "promovido" ao posto de Diretor Associado de Planejamento no escritório central da NASA. Depois de uma série de conflitos associados à interrupção do Programa Apollo, e encarando severos cortes de orçamento, von Braun deixou a NASA em 26 de maio de 1972. Não somente ficou claro na época que as visões dele e da NASA para o futuro dos projetos espaciais norte americanos eram incompatíveis, mas também muito mais frustrante para ele, o fato de o apoio popular a uma presença contínua do homem no espaço, diminuiu dramaticamente a partir do momento em que o objetivo de chegar à Lua foi atingido.
Depois de deixar a NASA, von Braun se tornou Vice Presidente de Engenharia e Desenvolvimento na Fairchild Industries em Germantown, Maryland em 1 de julho de 1972.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Wernher_von_Braun



Já Korolev enfrentava desafios internos.

 

Diferente do programa espacial dos Estados Unidos, que tinha a NASA como única instituição coordenadora dirigida pelo seu administrador, James Webb durante a década de 60, o programa soviético estava dividido entre vários escritórios de projeto competindo entre si. Apesar do enorme sucesso dos Sputniks entre 1957 e 1961 e as Vostok entre 1961 e 1964, depois de 1958, o escritório de projetos de Korolev, o OKB-1 enfrentou uma concorrência crescente dos seus rivais, os projetistas chefes: Mikhail Yangel, Valentin Glushko, e Vladimir Chelomei. Korolev planejou seguir adiante com o desenvolvimento da espaçonave Soyuz e do foguete pesado N-1 que deveria ser a base para uma estação espacial tripulada permanente e exploração tripulada da Lua. No entanto, Ustinov o orientou a se concentrar em missões próximas da Terra com a espaçonave Voskod, uma versão melhorada da Vostok, e também missões não tripuladas a outros planetas, como Vênus e Marte.
Yangel foi assistente de Korolev mas com o apoio dos militares ele conseguiu seu próprio escritório de projetos em 1954 para trabalhar primordialmente dedicado ao programa espacial militar. Ele contava com a equipe mais forte no projeto de motores, incluindo o uso de combustíveis hipergólicos, mas depois da "Catástrofe de Nedelin" em 1960, Yangel foi orientado a concentrar seus esforços no desenvolvimento de mísseis intercontinentais. Ele continuou a desenvolver seus próprios desenhos de grandes veículos lançadores, similares ao N-1 de Korolev, tanto para fins militares quanto para o transporte de cargas pesadas ao espaço para a construção de futuras estações espaciais.
Glushko era o desenhista chefe dos motores de foguete, mas ele tinha um atrito pessoal com Korolev e se recusou a desenvolver motores criogênicos maiores com uma única câmara de combustão que Korolev precisava para desenvolver lançadores maiores.
Chelomei se beneficiou do apadrinhamento de Khrushchev e em 1960 lhe foi dada a incumbência de desenvolver um grande foguete capaz de enviar uma espaçonave tripulada ao redor da Lua e uma estação espacial tripulada para os militares. Com sua limitada experiência na área espacial esse desenvolvimento foi demasiado lento.
O progresso do Projeto Apollo estava preocupando os desenhistas chefes soviéticos, que, no entanto, tentavam cada um levar adiante o seu próprio projeto como resposta aos norte americanos. Com isso, vários projetos redundantes foram aprovados, o que acabou comprometendo ainda mais os projetos já aprovados. Apesar disso, e devido à "persistência incomum" de Korolev, em Agosto de 1964, mais de três anos depois que os Estados Unidos declarou sua intenção de levar um homem à Lua, a União Soviética finalmente decidiu entrar na competição. Ele determinou a meta de um pouso lunar em 1967 (ano do 50º aniversário da Revolução de Outubro), ou 1968. Num determinado momento dos anos 60, o programa espacial soviético estava desenvolvendo cerca de trinta projetos diferentes para foguetes lançadores e espaçonaves. Com a queda de Krushchev em 1964, Korolev recebeu o controle completo do programa espacial tripulado.

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_espacial_sovi%C3%A9tico



A perda dos dois gênios foi mais sentida na União Soviética onde o Gênio Korolev era o principal responsável pelo programa espacial.

Já para os americanos, embora a importância, a perda de Von Braun não foi motivo de ineficiência no seu programa espacial.

O Final de vida dos gênios:


Korolev:
Em 1962, problemas de saúde de Sergei Korolev estavam começando a acumular-se e ele estava sofrendo de inúmeras doenças. Ele teve um ataque de hemorragia intestinal que o levou a ser levado para o hospital em uma ambulância. Em 1964, os médicos o diagnosticaram com arritmia cardíaca . Em fevereiro, ele passou dez dias no hospital após um problema de coração.Pouco depois ele estava sofrendo de inflamação de sua vesícula biliar . A crescente pressão de sua carga de trabalho também foi tomando um pedágio pesado, e ele estava sofrendo de um monte de fadiga. Korolev também estava passando por perda de audição, possivelmente a partir de uma exposição repetida a testes de motor de foguete altos.

As circunstâncias reais da morte de Korolev permanecem um pouco incerto. Em dezembro de 1965, ele foi supostamente diagnosticado com um sangramento de pólipos em seu intestino grosso . Ele entrou no hospital em 05 de janeiro de 1966 para cirurgia pouco de rotina. Ele morreu nove dias depois. Foi declarado pelo governo de que ele tinha o que acabou por ser um grande, canceroso tumor em seu abdômen. Mas Glushko relatou mais tarde que ele realmente morreu devido a uma operação mal executada para hemorróidas . Outra versão indica que a operação estava indo bem e ninguém estava prevendo quaisquer complicações. De repente, durante a operação, Korolev começou a sangrar. Os médicos tentaram fornecer intubação para ele para lhe permitir respirar livremente, mas suas mandíbulas, feridos durante o seu tempo em um gulag, não tinha curado adequadamente e impediram a instalação do tubo de respiração. Korolev morreu sem recuperar a consciência. De acordo com Harford, a família de Korolev confirmou a história câncer. Seu coração fraco contribuiu para sua morte durante a cirurgia. 

O túmulo de Korolev (à esquerda) nas Necropolis parede de Kremlin

 Von Braun -

Em 1973, um exame de saúde de rotina revelou um câncer renal, o qual não pôde ser controlado cirurgicamente nos anos seguintes. Von Braun continuou seu trabalho de acordo com as suas possibilidades, aceitando convites para palestras em colégios e universidades, dando sequência à sua campanha de cultivar o interesse de estudantes e novas gerações de engenheiros em vôos espaciais tripulados e foguetes. Em uma dessas visitas na primavera de 1974 ao Colégio Allegheny, von Braun revelou alguns aspectos de sua vida pessoal, como uma alergia a travesseiros de pena e um certo desdém quanto a algumas músicas de rock daquela época.
Von Braun ajudou a criar e promover o National Space Institute, precursor da atual National Space Society, em 1975, tornando-se seu primeiro Presidente. Em 1976, ele se tornou consultor científico de Lutz Kayser, dono da OTRAG, e um membro do quadro diretor da Daimler-Benz. No entanto, seu estado de saúde debilitado, o forçou a se retirar da Fairchild em 31 de dezembro de 1976. Quando a Medalha Nacional da Ciência, foi concedida a ele em 1977, ele já estava hospitalizado, ficando impedido de comparecer à cerimônia na Casa Branca.

Em 16 de junho de 1977, Wernher von Braun morreu de câncer pancreático em Alexandria, Virgínia, aos 65 anos de idade, sendo enterrado no cemitério Ivy Hill.
Lápide de Wernher von Braun no cemitério Ivy Hill em Alexandria, Virgínia.

Documentário sobre os dois gênios da era espacial
Fontes :

https://pt.wikipedia.org/wiki/Wernher_von_Braun

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sergei_Korolev

https://en.wikipedia.org/wiki/Sergei_Korolev

https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_espacial_sovi%C3%A9tico
http://www.dw.com/pt-br/1957-laika-%C3%A9-o-primeiro-ser-vivo-no-espa%C3%A7o/a-666643


Origem deste artigo baseado no documentário Mentes Brillantes - Von Braun vs Korolev (National Geographic)


J.A.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Alerta da ONU - Concentração de CO2 na atmosfera bateu recordes e não voltará a descer tão cedo.

Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página e receber algum do Google".

Preocupante artigo publicado em 24/10/2016 pela revista DN Sociedade e também vinculada pelo  jornal Hoje da TV Globo  .

Seria um SOS Terra ?

Uma nova era  Climática ?Concentração de CO2 na atmosfera atinge novo recordeclimática? 


Concentração de CO2 na atmosfera bateu recordes e não voltará a descer abaixo deste limite "por muitas gerações"


A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu
 o recorde de 400 partes por milhão (ppm) em 2015, um marco 
sinistro para a saúde do planeta, alertou hoje a ONU. Algumas 
previsões indicam que a concentração de CO2 ficará acima das 
400 ppm o resto de 2016 e que não voltará a descer abaixo deste limite
 "por muitas gerações".

Os gases com efeito de estufa tinham já ultrapassado o limiar de

400 ppm em alguns meses, em locais específicos, mas nunca numa

base anual global, indicou a Organização Meteorológica Mundial

(OMM), agência das Nações Unidas.

No último boletim sobre gases com efeito de estufa, a OMM também

registou um "aumento para novos recordes" este ano das taxas de

concentração de CO2, prevendo que a média anual se mantenha

acima dos 400 ppm "por muitas gerações".

O aumento da concentração de CO2 deve-se em parte a um forte

"El Niño", fenómeno meteorológico que se regista a cada quatro

ou cinco anos com um efeito de aquecimento generalizado. O "El

Niño" deu origem a "secas nas regiões tropicais e reduziu a

capacidade de absorção do CO2 de florestas, vegetação e oceanos",

de acordo com a OMM.

Petteri Taalas, responsável da agência, com sede em Genebra,

advertiu que apesar de o fenómeno ter diminuído as alterações

climáticas não. "O ano de 2015 trouxe uma nova era de otimismo

e ação contra as alterações climáticas com o acordo de Paris. Mas

também vai fazer história ao marcar uma nova de alterações

climáticas com concentrações recorde de gases de efeito de estufa"

, disse Taalas

Taalas aplaudiu o acordo conseguido em Kigali no início deste mês,

que visa a eliminação faseada dos hidrofluorocarbonetos (HFC),

uma categoria de gases com efeito de estufa muito acentuado, mas

altamente usada em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado.

O responsável da OMM advertiu que sem uma ação semelhante

para eliminar as emissões de CO2, o mundo vai continuar a falhar

os objetivos definidos no acordo histórico de Paris sobre redução de

emissões de gases com efeito de estufa.

O boletim anual da OMM sobre gases com efeito de estufa analisa 
a concentração de gases na atmosfera, em vez das emissões.
Além do CO2, este relatório monitoriza as taxas de concentração de
 metano, óxido nitroso e vários outros gases com grande impacto nas
 alterações climáticas.
Fontes :


Jornal Hoje da Globo : 

J.A.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Fio supercondutor de 12,5 milímetros de diâmetro deverá conduzir 10.000 A.

Peço aos amigos que deem uma clicada nos reclames da lateral direita ou inferior da página. Assim estarão ajudando este blogueiro a manter a página e receber algum do Google".

Fio supercondutor de 12,5 milímetros de diâmetro deverá conduzir 10.000 A.

Um recente artigo mpublicado pela Revista Eletrônica Inovação Tecnológica em 03/10/2016, trás esta importante informação.

Com o Título : 

Fio supercondutor de 12 mm transportará energia de três usinas

A revista detalha o feito.

Este é um dos protótipos do cabo supercondutor, fabricado por uma das empresas parceiras do projeto. [Imagem: IASS]

Reforma da rede elétrica
Com o crescimento econômico e o aumento na 
demanda de energia, praticamente todas as regiões 
do mundo estão precisando repensar suas grandes 
linhas de transmissão de longa distância.
A Europa tem anunciado projetos para a reforma 
de seu sistema elétrico nos quais se destacam três 
elementos fundamentais:
  1. Uso de fontes renováveis.
  2. Migração da corrente alternada para a corrente contínua.
  3. Uso de supercondutores.
O grande exemplo continental do uso de fontes 
renováveis é a Alemanha, onde as geradoras de 
energia fotovoltaica e eólica representaram 33% do 
suprimento de eletricidade em 2015.

Dos fios metálicos aos fios supercondutores
A adoção em larga escala das fontes renováveis, contudo, 
exigirá a construção de linhas de transmissão que deem 
suporte à descentralização das fontes geradoras, que 
deverão ser cada vez mais constituídas por 
empreendimentos de menor porte, e até residenciais.
Assim, o esforço todo se concentra mesmo na reforma das 
grandes linhas de transmissão de energia de longa 
distância.
Para isso, estudos feitos em todo o mundo vêm mostrando 
que um sistema de corrente contínua pode ser mais 
eficiente do que o atual sistema baseado em corrente 
alternada.
O grande problema é que o transporte de eletricidade por 
cabos de cobre e alumínio tem que lidar com as perdas 
geradas pela resistência elétrica desses metais. A 
resistência faz com que os fios aqueçam, o que significa 
perda de energia - uma perda de até 10% de toda a 
energia gerada.
A saída então será a adoção de supercondutores, 
materiais que conduzem a eletricidade sem qualquer 
resistência. O grande desafio é que esses materiais só 
funcionam em temperaturas criogênicas, exigindo 
sistemas de arrefecimento que os tornam caros. A questão 
é saber se o custo adicional vale a perda atual de energia 
pelo calor.
Algumas empresas estão apostando na fabricação de fitas supercondutoras. [Imagem: Cortesia Fujikura/Divulgação]
Era dos supercondutores
Os engenheiros estão fazendo sua parte procurando 
supercondutores mais baratos.
 Uma equipe italiana anunciou que descobriu uma forma 
conhece. 
Para isso, o diboreto de magnésio, que até agora só podia
 ser fabricado na forma de pó, é sinterizado no interior de 
tubos de cobre ou níquel.

Agora, uma equipe do Instituto de Estudos Avançados de 
Sustentabilidade, na Itália, em colaboração com o CERN,
 que dirige o LHC, está se preparando para fazer os 
primeiros testes desses novos fios supercondutores.
Se tudo correr conforme os planos, um fio supercondutor 
de 12,5 milímetros de diâmetro deverá conduzir 10.000 
amperes de corrente contínua a uma tensão entre 200 e 
320 kV. Isto é praticamente toda a energia gerada 
simultaneamente por três grandes usinas.

Os testes deverão bater o recorde mundial de corrente elétrica por supercondutores em condições próximas ao uso prático. [Imagem: National Institutes of Natural Sciences]
Se o teste tiver sucesso - sobretudo se o sistema de arrefecimento funcionar a contento - pode estar aberto o caminho para um novo sistema de transmissão de energia de longa distância. Pode estar vindo aí a era dos supercondutores.

Afinal que material é esse que permite este avanço tecnológico no transporte de energia elétrica.
Em 2002, a mesma revista trouxe uma noticia sobre um recorde de transmissão de energia com o uso deste novo material ainda em pesquisa e testes.
 Publicação da Revista em 29/04/2002.

Detonado o recorde da supercondutividade.


A história da ciência relata uma série de descobertas "por acaso". É claro que "por acaso" é um conceito um tanto forçado, uma vez que a pesquisa científica envolve sempre a busca do saber. Aonde se chega tem sempre importância, mas chega-se devido a passos dados com a convicção de que há muito o que se descobrir. É um acaso muito diferente do de se tropeçar em uma pepita de ouro ou mesmo ganhar na loteria. Há discussões quase religiosas acerca de se chamar de acaso a verificação de uma descoberta ou aplicabilidade de um material que, por assim dizer, ficou sobre a bancada do laboratório por não ser o foco do momento.

O diboreto de magnésio é um composto largamente conhecido e, a rigor, estava mais para a prateleira do que para a bancada de pesquisas, no sentido de que não era foco de trabalhos que chamassem a atenção. O composto pode ser produzido facilmente pelo aquecimento a 950º C de boro e magnésio em pó, a pressões não muito altas. A estrutura do material é simples, com átomos de magnésio no centro de um conjunto de átomos de boro. Os átomos de magnésio cedem seus dois elétrons de valência, formando uma rede covalente de átomos de boro. Algo muito próximo ao que se poderia chamar de "boro metálico", mas ainda assim, um composto intermetálico. Medições bastante precisas dessa estrutura foram recentemente feitas por Larry Boyer. Essas medições descrevem o diboreto de magnésio como algo muito próximo ao procurado hidrogênio metálico. O hidrogênio metálico é a Meca de todos que labutam na área da supercondutividade.

A supercondutividade chamou muito a atenção do grande 
público em anos recentes. Os resultados obtidos próximo 
do zero absoluto davam, entretanto, uma idéia do tempo 
que ainda se levará para chegar a aplicações práticas. O 
fenômeno consiste basicamente na perda de resistência à 
passagem de corrente elétrica verificada em certos metais 
quando submetidos a temperaturas muito baixas. Georg 
Bednorz e Alex Müller ganharam um Prêmio Nobel pelas 
suas descobertas, da supercondutividade em compostos 
de cobre, em pesquisas feitas em 1986.
As pesquisas continuam em vários laboratórios ao redor 
do mundo. Em 2001, a descoberta do fenômeno da 
supercondutividade em moléculas de carbono-60 chamou 
novamente a atenção para essas pesquisas. Num paralelo 
com o mundo dos esportes, os trabalhos continuam em 
ritmo de quebra de recordes: muito esforço deve ser feito 
para que se consiga pequenos avanços. No mundo da 
supercondutividade, os avanços são medidos em termos 
da temperatura na qual se consegue observar o 
fenômeno. 
Novos compostos e materiais são pesquisados e são 
considerados mais eficientes na medida em apresentam a 
supercondutividade a temperaturas mais altas do que as 
anteriores. Essa temperatura é chamada pelos cientistas 
de Tc, ou temperatura de transição. É aquela na qual o 
material estudado muda seu comportamento, perdendo a 
resistência à condução de elétrons e passando de 
condutor comum para supercondutor.
O recorde histórico, quase imbatível, era da liga nióbio-
germânio, com 23,2º K, atingida na década de 1970. Em 
1994, o recorde foi batido, mas por um material 
considerado complexo demais, exótico até mesmo nos 
círculos científicos: o carbeto de ítrio-paládio-boro. A nova 
marca: 23º K. Um quinto de grau em vinte anos.
Com esses dados é possível agora dimensionar o avanço 
representado pela descoberta, quase "por acaso", da 
supercondutividade no diboreto de magnésio. Em primeiro 
lugar, o MgB2 é um composto simples, produzido em 
grandes quantidades. Ele não tem nada de exótico e é 
fácil de se produzir. Mas o espanto maior, foi causado 
quando o cientista japonês Jun Akimitsu, da Universidade 
de Tóquio, anunciou que o simplório MgB2 apresentou 
supercondutividade a 40º K. Isso é quase o dobro do 
recorde anterior. É como se, de repente, um corredor 
completasse os cem metros rasos em cinco segundos.
A descoberta provocou uma corrida aos laboratórios. 
Cientistas do mundo todo correram às prateleiras de seus 
laboratórios: "Onde foi que eu deixei aquele vidrinho de 
diboreto de magnésio? Deve estar aqui em algum lugar."
Muitos deles encontraram os seus vidrinhos e confirmaram 
a experiência, agora publicada na Nature. O servidor de 
arquivos do laboratório Los Alamos, uma espécie de 
central onde todos os cientistas divulgam suas 
descobertas, valendo inclusive em termos de definir quem 
descobriu primeiro alguma coisa, recebeu mais de 
cinqüenta trabalhos sobre MgB2 no mês seguinte ao do 
anúncio da descoberta.
Agora, todos trabalham na definição correta e precisa das 
propriedades do material e buscam formas mais eficientes 
para seu processamento. Eventualmente, até mesmo 
alguma aplicação poderá ser descoberta. A experiência do 
Dr. Akimitsu foi feita a partir de diboreto de magnésio 
comum. Os trabalhos concentram-se agora no 
crescimento de cristais simples e de extrema pureza, com 
os quais espera-se conseguir resultados mais precisos. E, 
obviamente, quebrar-se novamente o recorde.
Artigo disponível na Wikpédia e pinçada em parte como informação complementar.
A supercondutividade é uma propriedade física de característica intrínseca de certos materiais que, quando resfriados a temperaturas extremamente baixas, tendem a conduzir corrente elétrica sem resistência nem perdas.
Esta propriedade foi descoberta em Abril de 1911, pelo físico holandês Heike Kamerlingh Onnes em seu laboratório em Leiden. Guiado por seu brilhante trabalho na fabricação do hélio líquido, o que possibilitou o avanço necessário para alcançar temperaturas muito baixas, da ordem de 1 K. A supercondutividade foi pela primeira vez notada enquanto Onnes observava o comportamento do mercúrio quando resfriado a 4 K (-452 °F, -269,15 °C).
Assim como o ferromagnetismo e as linhas espectrais atômicas, a supercondutividade pode ser entendida como um fenômeno quânticomacroscópico, ou seja, este estado pode ser descrito por uma única função de onda. Caracteriza-se também por um fenômeno chamado de Efeito Meissner-Ochsenfeld, que é a ejeção de um campo magnético suficientemente fraco do interior do material que impede que campos externos penetrem no supercondutor, às vezes confundido como um tipo de diamagnetismo perfeito, assim como as transições no estado supercondutor. A ocorrência do Efeito Meissner indica que a supercondutividade não pode ser entendida simplesmente como a idealização de um condutor perfeito como na física clássica.
A resistividade elétrica dos condutores metálicos decresce gradualmente quando se diminui a temperatura. No entanto, em condutores normais como o cobre e aprata, esse decréscimo é limitado por impurezas e outros defeitos. Mesmo próximo ao zero absoluto, uma amostra de cobre apresenta resistência, mas num supercondutor a resistência cai abruptamente a zero quando o material é resfriado abaixo de sua temperatura crítica. A corrente elétrica fluindo em umcircuito feito de fios supercondutores pode persistir indefinidamente sem qualquer fonte de energia.
Um dos fatores limitantes para aplicação e pesquisa dos supercondutores no passado foi à necessidade de atingir baixíssimas temperaturas, o que inviabilizou o seu uso em larga escala. Mas em 1986 foram descobertos alguns materiais cerâmicos chamados de cupratos com estrutura de perovskitas que exibiam temperaturas críticas próximas de 90 K (-183 °C). Os supercondutores de altas-temperaturas renovaram o interesse no estudo e na possível comercialização em larga escala, viabilizando novas perspectivas de melhoria nos materiais existentes e no potencial de engenharia na criação de novos materiais supercondutores próximos a temperatura ambiente.

Classificação:

Não existe apenas uma forma ou critério para classificar os supercondutores. As mais comuns são:
  • Por suas propriedades físicas: podem ser do Tipo I (se sua transição de fase for de primeira ordem) ou do Tipo II (se sua transição de fase for de segunda ordem).
  • Pela Teoria que o explica: podem ser convencionais (se podem ser explicados pela Teoria BCS) ou não convencionais caso contrário.
  • Pela sua temperatura crítica: podem ser de alta-temperatura (geralmente se atingem o estado supercondutor quando resfriados com nitrogênio líquido, Tc > 77 K), ou podem ser de baixa-temperatura (geralmente quando necessitam de temperaturas mais baixas que 77 K para atingir o estado supercondutor)
  • Pelo material: podem ser elementos químicos (como o mercúrio e o chumbo), ligas (como a titânio-nióbio ou germânio-nióbio), cerâmicas (como o YBCO ou o diboreto de magnésio), ou mesmo supercondutores orgânicos como fulerenos e nanotubos de carbono.

Fontes:




J.A.