terça-feira, 14 de junho de 2016

STF decide sobre o caso Eletropaulo e os campos eletromagnéticos ao longo da linhas de transmissão.

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Um estudo que tem origem na Suécia onde, concluíram uma inter-relação entre  o câncer e outro tipos de doenças relacionadas a moradores ao longo das linhas de transmissão de energia elétrica.
Mais tarde também se relacionou as ondas radiantes de antenas de rádios.
Com esta tese primeira, o tribunal de S. Paulo obrigou a Eletropaulo a fazer mudanças nas suas linhas de transmissão.
A empresa recorreu e saiu o acórdão da Suprema Corte Brasileira. 
Abaixo links que fala sobre isso:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/poluicao-eletromagnetica-622671.shtml

http://super.abril.com.br/ciencia/eletricidade-sob-suspeita




Campos eletromagnéticos de linhas de energia devem respeitar padrões da Organização Mundial da Saúde


O Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 627189, interposto pela Eletropaulo Metropolitana – Eletricidade de São Paulo S.A., e fixou a tese de que “enquanto não houver certeza científica acerca dos efeitos nocivos da exposição ocupacional e da população em geral a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos, gerados por sistemas de energia elétrica, devem ser adotados os parâmetros propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme estabelece a Lei 11.934/2009”. A matéria, com repercussão geral reconhecida, foi analisada na sessão desta quarta-feira (8) pelo Plenário da Corte. A decisão majoritária seguiu o voto do relator do caso, ministro Dias Toffoli.



O RE questionava acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que determinou a redução do campo eletromagnético em linhas de transmissão de energia elétrica localizadas nas proximidades de dois bairros paulistanos, em razão de eventuais efeitos nocivos à saúde da população. A Eletropaulo argumentava que a decisão viola os princípios da legalidade e da precaução ao exigir que a empresa adote padrão definido na lei suíça, em parâmetro “infinitamente” menor que o definido por organismos internacionais e acolhido pela legislação brasileira, nos termos da Lei 11.934/2009.
Em 2013, o Supremo realizou audiência pública que reuniu 21 especialistas, durante três dias de debates, para falar sobre os efeitos dos campos eletromagnéticos relacionados à saúde pública e ao meio ambiente.

Relator
O relator da ADI, ministro Dias Toffoli, votou pelo provimento do RE a fim de julgar improcedentes as ações civis públicas que deram origem ao processo. Ele explicou que não há dúvida de que os níveis colhidos pela prova pericial produzida nos autos se encontram dentro dos parâmetros exigidos no ordenamento jurídico brasileiro, nos termos da Lei 11.934/2009 e de resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O ministro Dias Toffoli observou que a discussão abrange o princípio constitucional da precaução, o qual, segundo ele, envolve a necessidade de os países controlarem as atividades danosas ao meio ambiente ainda que seus efeitos não sejam completamente conhecidos. No entanto, conforme explicou, a aplicação do princípio não pode gerar como resultados temores infundados. “Havendo relevantes elementos de convicção sobre os riscos, o Estado há de agir de forma proporcional”. Ele mencionou estudos desenvolvidos pela OMS segundo os quais não há evidências científicas convincentes de que a exposição humana a valores de campos eletromagnéticos, acima dos limites estabelecidos, cause efeitos adversos à saúde.
Para o ministro, não há razão para se manter a decisão questionada, uma vez que o Estado brasileiro adotou as cautelas necessárias, com base no princípio constitucional da precaução, além de pautar a legislação nacional de acordo com os parâmetros de segurança reconhecidos internacionalmente.
Porém, ele destacou ser evidente que, no futuro, caso surjam efetivas e reais razões científicas ou políticas para a revisão do que se deliberou no âmbito normativo, “o espaço para esses debates e a tomada de novas decisões há de ser respeitado”. “A caracterização do que é seguro ou não depende do avanço do conhecimento”, completou em seu voto (leia a íntegra).
Provimento
Ao acompanhar o relator, o ministro Luís Roberto Barroso salientou que o voto do ministro Dias Toffoli “administra de maneira adequada e proporcional os riscos aqui envolvidos”. Já o ministro Teori Zavascki, que também acompanhou o relator, frisou que o STF está declarando a constitucionalidade da legislação sobre a matéria, mas nada impede que se produza uma inconstitucionalidade superveniente, ou seja, se houver mudanças no futuro, a decisão pode vir a ser modificada, explicou. Mas, para o ministro, dado o conhecimento científico atual, a legislação tem aplicado corretamente o princípio da precaução.
Para o ministro Luiz Fux, que também votou pelo provimento do RE, a solução adotada pelo relator, depois da realização da audiência pública, em que foram ouvidos técnicos e especialistas, passa pelo teste do princípio da razoabilidade. A tese apresentada pelo ministro é no sentido de não caber ao Poder Judiciário impor, sob o fundamento do princípio da precaução, o reaparelhamento de linhas de transmissão a partir do parâmetro normativo que não conste de obrigação legal tecnicamente consubstanciada.
A ministra Cármen Lúcia ressaltou em seu voto que o princípio da precaução ocorre quando há dúvida, mas dúvida razoável. Ela disse que, após os esclarecimentos obtidos a partir da audiência pública e de memoriais recebidos em seu gabinete, decidiu acompanhar o relator, levando em conta, também, o fato de que, após a prolação do acórdão do TJ paulista questionado no RE, sobreveio a legislação que considerou, exatamente, o princípio da precaução, fixando parâmetros.
O ministro Gilmar Mendes votou também nesse sentido. Ele reforçou o argumento trazido pelo ministro Teori Zavascki no sentido de que, se no futuro se chegar a um laudo que indique que os dados científicos que foram incorporados pela legislação estão ultrapassados, a norma pode passar a ser considerada inconstitucional, a chamada inconstitucionalidade superveniente.
Divergência
O ministro Edson Fachin abriu a divergência ao votar desprovimento do recurso. Para ele, o acórdão recorrido partiu de premissas e dados razoáveis que concretizam os direitos fundamentais de proteção ao meio ambiente e à saúde, sem afrontar o princípio da legalidade constitucional.
O ministro acrescentou que a discussão tem origem no embate entre direito fundamental à distribuição de energia elétrica ao mercado consumidor, de um lado, e o direito à saúde daqueles que residem em locais próximos às linhas que efetuam essas transmissões, de outro lado. Para Fachin, o acórdão questionado partiu da dúvida da comunidade científica quanto aos efeitos danosos à saúde, com base nos princípios da precaução, da proteção ao meio ambiente e à saúde. “Entendo que estes devam prevalecer”, concluiu.
A ministra Rosa Weber acompanhou a divergência. Ela apontou como argumento a falta de evidência científica e a incerteza acerca dos danos apontados, que são temidos. Se a dúvida, ou ausência de certeza científica, é o que o embasa o princípio da precaução, que foi acionado para efeito de deferimento dos pleitos, a ministra disse que não podia concluir no sentido de provimento do recurso.
Segundo o ministro Marco Aurélio, o embate nesse processo é desequilibrado, por envolver de um lado o poder econômico e de outro a população. Ao votar pela manutenção da decisão do TJ-SP, o ministro salientou seu entendimento de que o tema é técnico, e citou trechos do acórdão proferido que falam da controvérsia sobre os efeitos da radiação e a possibilidade de ocorrência de danos para a população, incluindo várias doenças graves.
O princípio da precaução desempenha papel de fundamental importância, disse em seu voto o ministro Celso de Mello, decano da Corte, que também acompanhou a divergência. Citando trechos do acórdão atacado e a possibilidade de ligação entre os campos eletromagnéticos e certas patologias graves, especialmente o câncer, ele salientou que a doutrina e a jurisprudência dizem que, sempre que houver probabilidade de que o dano se concretize a partir de qualquer atividade, impõe-se ao Estado a adoção de medidas de índole cautelar destinadas a preservar a incolumidade do meio ambiente e proteger a integridade da vida e saúde humanas.
O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, estava impedido de julgar o recurso por ter atuado no processo quando era desembargador do TJ-SP. 

Um outro exemplo em que o MP se posicionou contra uma linha de transmissão que agora fica superado.
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MP quer suspender instalação de linha de transmissão de energia na Região Sudoeste de Goiânia


http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/mp-quer-suspender-instalacao-de-linha-de-transmissao-de-energia-na-regiao-sudoeste-de-goiania#.V2BVlvVrjow


Fonte:

http://www.justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=115769&nome=Campos-eletromagneticos-de-linhas-de-energia-devem-respeitar-padroes-da-Organizacao-Mundial-da-Saude


http://www.guarulhosweb.com.br/noticia.php?nr=166020&t=STF+desobriga+Eletropaulo+a+fazer+mudancas+na+rede+de+distribuicao+eletrica

http://super.abril.com.br/ciencia/eletricidade-sob-suspeita


J.A.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Novas descobertas da física eletro-eletrônica..


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A) Os Supercondutores.




Uma das leis basilar da eletricidade esta na Teoria OHM (A Lei de Ohm, assim designada em homenagem ao seu formulador, o físico alemão Georg Simon Ohm (1789-1854), afirma que, para um condutor mantido à temperatura constante, a razão entre a tensão entre dois pontos e a corrente elétrica é constante. Essa constante é denominada de resistência elétrica”.
Pois as novas descobertas desta pesquisa dos supercondutores vêm de encontro a ultrapassar estes limites, que em última análise é um ponto a limitar linhas de transmissão por exemplo, cabeamentos em geral e até na fabricação de modernos processadores de forma que são obrigados a trabalharem com refrigeração forçada.

A supercondutividade também vai afetar outros tratados na lei da física elétrica, “A lei de Faraday-Neumann-Lenz, ou lei da indução eletromagnética, é uma lei básica do eletromagnetismo que relaciona a variação temporal de campos magnéticos atravessando circuitos elétricos com o aparecimento de forças eletromotrizes nesses circuitos. Esta lei descreve o princípio fundamental de funcionamento de transformadores, geradores e motores elétricos”.

Como é de conhecimento geral, a Teoria que explica funcionamento dos supercondutores pode estar incompleta.

A teoria que hoje explica o fenômeno da supercondutividade - quando uma corrente elétrica consegue fluir sem virtualmente nenhuma resistência - foi desenvolvida há cerca de 50 anos pelo famoso trio BCS - Bardeen, Cooper e Schrieffer. O feito lhes valeu o Prêmio Nobel de Física. Quando a teoria foi elaborada, já haviam se passado outros 50 anos desde que o fenômeno da supercondutividade propriamente dito tinha sido descoberto pelo cientista


Pares de Cooper

O eixo central dessa teoria são os chamados pares de Cooper, que demonstra que os elétrons em materiais supercondutores formam pares, que combinam seus movimentos com outros pares de elétrons para fluir de forma contínua e sem restrições.



O que falta?

A pergunta que se coloca é bastante óbvia: Se os pares de Cooper estão presentes tanto nos supercondutores quanto nos isolantes, e se os experimentos demonstram que eles estão envolvidos nos dois comportamentos antagônicos, o que determinaria esse comportamento? Faltaria um elemento ainda mais básico, e mais determinante, para explicar a supercondutividade?

O artigo agora publicado constata que, nos supercondutores, os pares de Cooper se movem linearmente, formando um fluxo de corrente elétrica. Já nos isolantes, eles não se coordenam, e ficam girando sozinhos, impedindo que os outros elétrons fluam. O que é uma descrição do que ocorre, mas não uma justificativa do comportamento.


Voltando um pouco no tempo...

Foi com o trio de físicos americanos Jonh Bardeen, Leon Cooper e Robert Schrieffer, que em 1972 surgiu a explicação para o fenômeno da supercondutividade, fato que deu a eles o prêmio Nobel da física naquele ano. O que fez a explicação deles ser tão importante foi o fato de eles mostrarem que esse fenômeno não está ligado somente à diminuição da agitação térmica dos átomos e moléculas de um material, quando esse está sob baixas temperaturas. Dessa forma, surgiu a idéia da possibilidade da existência desse fenômeno com temperaturas muito elevadas, mas as experiências com condutores metálicos relacionados a essa possibilidade não deram resultados.





Anos mais tarde os físicos da IBM, o suíço Karl Alexander Muller e o alemão Johannes G. Bednorz, conseguiram a supercondutividade a 35 K, o que corresponde a – 238 °C. Graças às suas descobertas e à comprovação da supercondutividade que esses dois físicos cientistas ganharam, em 1986, o prêmio Nobel de Física. Esse fato foi um grande avanço para toda ciência e permitiu avanços significativos em vários ramos de pesquisas.

A supercondutividade é muito importante e tem larga aplicação. Essa propriedade não é aplicada somente na transmissão de energia elétrica, mas também em várias outras como:

· Na construção de magnetos supercondutores que geram campo magnético extremamente forte, os quais possibilitam a construção dos chamados aceleradores de partículas;

· Nos aparelhos eletrônicos que funcionam à base de eletricidade, diminuindo o seu tamanho e o gasto de energia dos mesmos;

· Nos fios supercondutores utilizados em computadores, permitindo que os chips sejam cada vez menores e mais rápidos no processamento de dados;

· Em ímãs, permitindo que eles possam flutuar sobre a superfície de um material supercondutor. Esse fato possibilita a construção e operação dos chamados trens bala, os quais trafegam apenas flutuando sobre o trilho.

Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola

http://brasilescola.uol.com.br/fisica/os-supercondutores.htm


Mas no final de 2014 e inicio de 2015 vieram as primeiras experiências em temperatura ambiente ou próximas de...

A primeira:

Publicada pela revista eletrônica inovação Tecnológica.
Renasce o sonho da supercondutividade a temperatura ambiente






Supercondutividade a temperatura ambiente

Os supercondutores transportam a eletricidade sem qualquer resistência e, portanto, sem qualquer perda de qualquer natureza.

Eles já são usados em alguns nichos, como ímãs para aparelhos de tomografia e aceleradores de partículas. Mas poderiam estar revolucionando praticamente todo o parque elétrico se não precisassem ser resfriados a temperaturas criogênicas para funcionar.

No ano passado, um experimento nesse sentido fez o coração dos físicos dispararem: quando eles direcionaram pulsos muito curtos de um laser infravermelho sobre uma cerâmica, eles conseguiram pela primeira vez torná-la supercondutora a temperatura ambiente.

A supercondutividade a temperatura ambiente dura apenas o tempo de vida do pulso ultracurto do laser, mas o efeito foi suficiente para mexer com toda a comunidade de pesquisadores que trabalha na área.

YBCO

Agora, uma equipe internacional ofereceu uma explicação para o efeito, o que poderá ajudar no desenvolvimento de materiais que se tornam supercondutores a temperaturas significativamente mais elevadas do que as atuais de forma sustentada - e, eventualmente, os supercondutores verdadeiramente de alta temperatura.

A cerâmica envolvida é o óxido composto de ítrio, bário e cobre (YBCO), um dos materiais mais promissores para aplicações como cabos supercondutores, motores e geradores elétricos de alta eficiência - esses materiais são conhecidos como cupratos, devido à sua base de cobre (Cu).

O cristal de YBCO tem uma estrutura especial: duas camadas finas de óxido de cobre alternadas com camadas intermediárias mais espessas com bário, cobre e oxigênio.

A supercondutividade tem sua origem nas camadas duplas finas de dióxido de cobre. É lá que os elétrons podem se juntar para formar os chamados pares de Cooper. Esses pares podem tunelar entre as diferentes camadas, o que significa que eles podem passar por estas camadas como fantasmas atravessando paredes - um típico efeito quântico.

O cristal somente se torna supercondutor abaixo de uma temperatura crítica, que torna possível o tunelamento dos pares de Cooper não apenas dentro das camadas duplas, mas também através das camadas mais espessas até a próxima camada dupla acima. Acima da temperatura crítica, a cerâmica se comporta normalmente como um condutor muito fraco.





Criando a supercondutividade a temperatura ambiente

Quando o cristal de YBCO é irradiado com um pulso de laser infravermelho, nesse breve instante ele se torna supercondutor a temperatura ambiente.

O que acontece é que o pulso infravermelho não apenas energiza os átomos, fazendo-os oscilar, mas também desloca sua posição no cristal. Esse deslocamento é suficiente para tornar as camadas duplas de dióxido de cobre mais grossas - dois picômetros mais grossas, ou um centésimo do diâmetro de um átomo. Ao mesmo tempo, a camada intermediária torna-se mais fina na mesma medida.

Esse redimensionamento aumenta o acoplamento quântico entre as camadas duplas em uma magnitude suficiente para que o cristal se torne supercondutor a temperatura ambiente durante alguns milionésimos de microssegundo, o tempo de vida do pulso de laser.


Promessas de revolução



Por um lado, esse entendimento ajuda a refinar a teoria ainda incompleta e controversa que tenta explicar a supercondutividade.

"Por outro lado, pode ajudar os cientistas de materiais a desenvolver novos supercondutores com temperaturas críticas mais elevadas," disse o professor Roman Mankowsky, do Instituto Max Planck, na Alemanha, um dos membros da equipe que desvendou o mistério. "E, em última instância, pode ajudar a alcançar o sonho de um supercondutor que opere a temperatura ambiente, sem necessitar de qualquer refrigeração."

Hoje, os ímãs, motores e cabos supercondutores são arrefecidos a temperaturas criogênicas com nitrogênio líquido ou hélio. Se este complexo sistema de resfriamento não for mais necessário, isto significaria uma verdadeira revolução na geração, distribuição e uso da energia elétrica.


Bibliografia:

Nonlinear lattice dynamics as a basis for enhanced superconductivity in YBa2Cu3O6.5
R. Mankowsky, A. Subedi, M. Först, S. O. Mariager, M. Chollet, H. T. Lemke, J. S. Robinson, J. M. Glownia, M. P. Minitti, A. Frano, M. Fechner, N. A. Spaldin, T. Loew, B. Keimer, A. Georges, A. Cavalleri
Nature
Vol.: 516, 71-73
DOI: 10.1038/nature13875
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=supercondutividade-temperatura-ambiente#.V08ADdQrJkg



A segunda:

Dizia sobre os pesquisadores do Max Planck Institute for Chemistry e da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz descobriram recentemente um novo composto que pode ser utilizado como supercondutor: o sulfeto de hidrogênio como também foi dito acima.







Quando colocado em temperaturas baixas (70 graus Celsius negativos), a substância conduz eletricidade sem qualquer tipo de resistência – e, portanto, sem qualquer perda.

Até agora não existia uma substância sólida capaz de desempenhar o papel de supercondutor em temperatura ambiente. Compostos de cerâmica são a solução mais comum hoje, mas exigem temperaturas extremamente baixas, menores que 100 graus Celsius negativos – e a supercondutividade ainda não é considerada "convencional".


B) Outras descobertas importantes ligadas à eletricidade:


Sobre os motores elétricos eletrostáticos porm exemplo conforme publique aqui no link abaixo, portanto sem uso do campo elétrico;

http://blogdonevesja.blogspot.com.br/2014/09/novo-motor-transforma-diretamente.html




Outra novidade que também publiquei aqui, “o Eletromagnon: o elo que faltava entre o "eletro" e o "magnetismo"

http://blogdonevesja.blogspot.com.br/2015/04/novas-descobertas-sobre.html



Outra  correlata que também publiquei aqui; “Efeito plasmoelétrico: nova forma de converter luz em eletricidade.

http://blogdonevesja.blogspot.com.br/2015/01/efeito-plasmoeletrico-nova-forma-de.html



Publicamos também  sobre um escudo defensivo invisível da Terra contra radiações cósmicas no link abaixo;

http://blogdonevesja.blogspot.com.br/2014/04/raios-as-novas-e-fantasticas_23.html


Todos os artigos com base nos fenômenos que gravitam a ciência da eletricidade que parece esta longe de ser toda desvendada.

Fontes:





terça-feira, 17 de maio de 2016

A VOLTA DE UM PIONEIRO E TRADICIONAL DO MERCADO DE NO-BREAK´S.

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A VOLTA DE UM PIONEIRO E TRADICIONAL DO MERCADO DE NO-BREAK´S.

Um tradicional e pioneiro no mercado brasileiro na fabricação e fornecimento de no-breaks esta de volta..
Tudo indica que o movimento feito pela MGE pertence ao Grupo Scheinaider em adquirir o controle da APC tenha levado ao Grupo ABB voltar. Se posicionando novamente neste seguimento em oposição a concorrentes globais.

Todos devem estar lembrados do anuncio em que a APC, fabricante americano de pequenos no-breaks´s se expandia no mercado mundial, adquirindo a Silcon na Europa e no Brasil comprando a carteira da ABB. Se aventurando, portanto, nas grandes capacidades de no-break´s. Posteriormente se expandindo ainda mais. Adquirindo o controle da Gutor na Escandinávia e no Brasil comprando a Microsol, empresa cearense.



Movimentos este que no mercado mundial não passou despercebidos pela concorrência, sem contar ainda a entrada no mercado nacional de produtos asiáticos de baixo custo.
 Também médios fabricantes como a Delta, um assunto para vermos mais ao fim deste tópico.
Outro gigante do mercado, o grupo americano Emerson adquiriu a Chloraide outro tradicional fabricante europeu de no-break´s.

Voltemos ao assunto do tópico.

Vamos regredir no tempo e conhecer um pouco da história deste tradicional fabricante no mercado nacional. Para tanto voltaremos aos anos 70 inicio dos 80. Ao tempo do Regime militar no Brasil e do chamado "milagre brasileiro".
Naquele período o grupo Sueco ASEA se estabelecia no Brasil com uma fábrica de transformadores, equipamentos para subestações e uma unidade de relés em Guarulhos-SP. Veio então, o projeto da Usina de Itaipu, com isso veio à expansão, obrigando ao grupo instalar uma unidade de indústria em Itapecerica da Serra-SP, eram tempos da reserva de mercado sendo necessários sócios nacionais.
Grandes projetos siderúrgicos, Plantas de papel e Celulose, Plantas de Cimento e até mineração, alavancaram a nova unidade, fornecendo acionamentos indústrias, motores e painéis elétricos.

Abro um parêntese para novidades tecnológicas e construtivas que beneficiavam em muito a manutenção.

“Seus painéis e armários eram modulares, utilizados por todas as áreas, seguindo um padrão inclusive de cor. De um simples CCM, adicionando módulos poderiam servir para um Conversor, um no-break ou até um QGBT. Furação numeradas na altura e identificação por letras na profundidade permitiam uma rápida identificação dos componentes internos. Fixação de tampas e portas nestes mesmos módulos por dispositivos padrões universais. Para facilitar ainda mais a montagem os parafusos tinham um chanfro e as porcas retangulares garras para se obter um boa conexão elétrica entre as partes. Os parafusos de fixação do teto na parte lateral e posterior eram de teflon, funcionando como um dispositivo anti explosão, caso ocorresse, elevando o teto e não abaulando portas e tampas.
No caso do no-break, seu retificador era na essência o mesmo utilizado em acionamentos industriais com pequenas mudanças. Os racks da eletrônica eram basicamente os mesmos do computador de controle em processos industriais, portanto um processo econômico com armazenamento de peças de multiusos e universais, otimizando custos. “

Já no final dos anos 70 e inicio dos 80, a grande expansão das telecomunicações tinha chegado ao fim e uma nova oportunidade chegava ao mercado, o computador. 
As empresas passaram a utilizar esta nova ferramenta que agilizavam tarefas contábeis e processos administrativos. 
Fabricante como Cobra, Cid, Edisa, Ronuel Bull, Itautec entre outras necessitavam de energia estável. Surge então na outra ponta da indústria o fabricante de estabilizadores como a Saturnia, BK entre outros.
E nos grande CPDS os chamados Main Frame como se viravam com uma rede precária muitas vezes...
 Alguns utilizavam os chamados no-breaks´s rotativos e outros até estabilizadores.
Foi neste contexto que os suecos trouxeram e disponibilizaram no mercado os primeiros no-break´s estáticos.
Foi um sucesso, seus primeiros clientes foram o Banco do Brasil S.Paulo e Rio que adquiriram cada um, sistemas com 4 unidades de 200 em paralelo redundante com rede reserva em by-pass.
Procergs – RS com 3 unidades de 240 Kva paralelo redundantes.
Bamerindus com 2 unidades separadas de 240 kVA com by-pass
Banco Mercantil Finasa com 2 Unidades de 240 kVA em paralelo redundante e rede reserva.
Bolsa de Valores S. P – Uma unidade singela de 150 kVA.
Atlântica Boa Vista uma unidade singela de 150 kVA.
Grupo Pão de Açúcar uma unidade de 150 kVA
CPFL e Proceda eram outros que me lembro.

A primeira geração de no-break´s ASEA utilizava tiristores no inversor com a técnica de comutação natural, ou seja, quando um ciclo de comutação termina e inicia outro, este outro ao ser acionado apaga o anterior.
Uma técnica interessante, pois utilizavam também as bobinas primarias do trafo de saída e os capacitores de filtro como um sistema ressoante.. Para manter a estabilidade em função da variação de carga, duas pontes auxiliares também eram utilizadas como um filtro ativo, uma trabalhando a 30 graus elétricos e outra a 90 graus elétricos. Uma operando como inversora e a outra como retificadora.

Máquinas muitos robustas que funcionaram na Procergs por quase 35 anos. Tinham contra si os sistema de bloqueio da ponte principal ou apagamento, quando isso ocorria por uma falha de comutação ou curto. Quase sempre arrastavam as outras que estavam no paralelo. Para resolver isso, os suecos criaram uma chave estática de neutro para o trafo de saída. O sinal de defeito também abria o fechamento em comum dos neutros em cada bobina, enquanto a contactora de saída estava também sendo aberta, evitando o problema citado acima.

Logo em seguida a Saturnia passava a trazer os no-breaks´s da Exide, máquinas de segunda geração, funcionado por defasamento angular e também por largura de pulso embora tiristorizadas. Com esta nova tecnologia a Saturnia e também, avançou no mercado dos grandes CPDS.

Os Suecos da ASEA responderam com uma máquina de terceira geração. Eram equipamentos choperizados, ou seja, tinham os 3 inversores controlados pela tensão do link DC.
Com esta tecnologia voltaram a crescer no mercado, fornecendo equipamentos para o Bradesco (Comind), BCN, Banco Auxiliar, Banespa, Petrobras, Varig (Eram 3 x 300 kVA em paralelo), Credicard, Bamerindus, Telern, Ródia, Banco do Brasil BH, CESP, Rede Ferroviária (Juiz de Fora - MG) entre outros.



Quando a Engenharia da ASEA já nos anos 90 já tinha terminado todos os testes do protótipo de um no-break transistorizado e já se preparava para disponibilizar com um equipamento avançado de muita tecnologia, mas caro, ocorreu uma reviravolta na empresa. Veio a fusão a nível mundial dos Grupos ASEA e Brown Boveri, formando um novo gigante no mercado eletro-eletrônico, geração e transmissão de energia, o novo grupo ABB.
Como as empresas produziam equipamentos similares, formas definidos quais equipamentos seguiriam e quais seriam descontinuados.

No setor de no-break foi definido que a maquina a ser comercializada será a da BBC, que tinha preços bem competitivos e também eram confiáveis, abandonando o projeto da ASEA.
O centro de tecnologia passou para a Suíça e no Brasil já existia uma fabrica em Barueri, portanto os novos no-break´s do grupo ABB. As fabricas de Barueri e de Guarulhos dentro da planta ASEA forma unidas em uma Unidade na planta de Osasco.
Também neste período, o grupo ABB compra toda a transmissão da Westinghause e empresas controladas no pela divisão.

No-break ABB-Tecnologia da Brown Boveri- séries ES e EG




O tempo passou e os novos gestores da área de indústria acharam que não seria viável montar um laboratório de tecnologia e desenvolvimento como tinha na antiga ASEA. Acharam melhor fazeram uma parceria com uma empresa que detivesse tecnologia. Então fecharam um acordo comercial com a Solla Elétrica na Itália e passaram a montar e fabricar estes novos no-breaks´s que receberam o nome de P3 e PX4. Outros fornecimentos especiais passaram a utilizarem tecnologias européias como a da Gutor por exemplo.
Spedctron P3
PX 4

Já quase nos anos 2000, um negócio desastrado nos EUA, obrigou o grupo ABB a se encolher, vender ativos, desfazer de unidades que não fossem o meio fim. 
Neste caminho seguindo , com o passar dos tempos veio a APC para o mercado brasileiro e a compra da carteira da ABB no mercado nacional. Com isso um tradicional e pioneiro do mercado sai de sena.

Como dissemos no inicio, estaremos comentando sobre as tendências que agitaram o mercado de no-break´s.

As crises financeiras que sacudiram o mundo, os avanços dos asiáticos sobre setores produtivos de outros continentes levaram a fusões, incorporações e até fechamentos de empresas.

O médio fabricante americano que atuava mais no seguimento dos pequenos resolve se expandir no mercado global. Eles compram a Silcon na Europa e mais tarde adquirem o controle da Gutor. No Brasil eles compram um fabricante de pequenos no-breaks e estabilizados chamada Micro Sol no Ceará.
Como disse anteriormente, movimentos que não passam despercebidos pelos gigantes do mercado.

O Grupo Scheinaider através de sua Divisão MGE resolve não partilhar um mercado que já este competitivo e difícil. Eles compram a APC e também avançam sobre o fabricante gaúcho CP Eletrônica adquirindo o seu controle.


O Grupo americano Emerson responde, comprando na Europa a Chloraide.
É cobra comendo cobra.


Penso eu que talvez estes movimentos tenham levado a volta da ABB ao mercado nacional, principalmente por ter um mercado fortemente dominado por concorrentes globais. Vai ser difícil recuperar algo perdido por mais de 20 anos, no entanto, se tiver preço será mais um no mercado e chora menos quem pode mais.

A cerca de 3 anos aproximadamente a ABB anuncia a volta ao mercado brasileiro com o fornecimento de no-breaks, importados de seu centro de tecnologia na  Europa..

ABB disponibiliza sistema modular com dupla conversão online

2016-04-25 - Companhia oferece uma gama completa de produtos de proteção de energia para garantir fonte de alimentação elétrica limpa e contínua
A volta de um pioneiro e tradicional que tive a honra de trabalhar por quase 20 anos. Falo um pouco sobre como se distribuiu o mercado dos grandes no Brasil.

Fonte:


Arquivos de artigos no Fórum Adrenaline.

Fotos e imagens disponibilizados na internet.

J.A.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Chegou a vez de virar o especialista em sistemas,

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Chegou a vez de virar o especialista em sistemas.

Algum tempo atrás escrevi um artigo sobre estes profissionais, especialistas em sistemas que , em última análise é uma especie de retaguarda técnica para departamentos de assistências técnicas e manutenções.
Link abaixo:

http://blogdonevesja.blogspot.com.br/2014/02/a-profissao-tecnica-e-nocao-de-sistema.html

A pouco tempo me vi nesta condição, quando um colega me ligou dizendo que tinha feito atendimento num sistema implantado por mim a mais de 30 anos e que o cliente dele me ligaria para me contratar como consultor, visando resolver o problema em que  tinham esgotados todos esforços. Segundo esse amigo, o mais provável, um raio teria caído na instalação pelos danos elétricos encontrados na grande "Trefila de Arame Pesado". Ela não rodava mais, contra todos os esforços da equipe técnica do cliente e dele. Como sugestão à direção da empresa, sugeriu que me buscasse como último recurso para resolver o problema  e também minimizar os custos de perdas na produção .

De repente, estava eu voltando no tempo, a 30 anos atrás, viajando para o interior de S. Paulo novamente.

Do que se tratava ?

Uma grande Trefila de arame Grosso de 10 blocos, acionadas por conversores ABB e comandadas pelos primeiros PLC desenvolvidos pela Altus, o AL3500.




 Um verdadeiro túnel do tempo quando entrei na sala dos conversores e do PLC, ali estava o nosso escritório de campo na época da implantação.

 Me lembro bem da época de vacas gordas para a divisão de serviços da ABB quando chegou o projeto na Service para iniciar a instalação. Não tinha ninguém da área de acionamentos, todos já trabalhando em obras espalhadas pelo Brasil. O nosso Gerente perguntava se não tinha ninguém, do pessoal de no-break´s que também conhecesse acionamentos. O saudoso plantonista da ABB Service ( Jorge) disse tem o J.A,. ele conhece muito bem acionamentos.
O projeto foi jogado no meu colo, passei a só viajar para longe de S. Paulo em casos especiais. A supervisão, coordenação e comissionamento ficou toda na minha mão. De forma que acompanhei por praticamente pouco mais de um ano tudo isso, inclusive modificações sugeridas pela engenhara do cliente, vindo de sua matriz na Suécia.
Realmente, me sentia um especialista deste sistema, modificações no projeto construtivo, funcional e de software. Me senti com os Engenheiros suecos que conheciam tudo de uma planta de papel ou de uma planta siderúrgica, estava pronto chegara a minha vez.
Com tudo pago pelo cliente, sou recepcionado por transporte me esperando no Aeroporto de Campinas.
Em menos de uma hora trabalhando, já tinha-mos identificado a falha principal.  Para no outro dia fazer outros reparos que impediam o funcionamento normal da máquina.

Afinal o que tinha ocorrido que o pessoal não identificou?

Um problema no software ou melhor, a causa era na máquina mas que não era  identificado no software.

Um sistema complexo como este, tem além dos comandos e acionamentos, tem toda uma lógica funcional e de segurança, a qual impede que se vá adiante quando existe um alarme.
Por exemplo : Para que se possa ligar o equipamento algumas premissas iniciais tem que serem satisfeitas. Ter energia elétrica, ter água de refrigeração, ter ar comprimido para acionamento de freios dos motores, ter ventilação de insuflação arrefecimento dos motores DC, não ter nenhum botoeira de emergência acionada ao longo da máquina. Esta é a primeira lógica e no final dela dentro do PLC tem um relé mestre. Isso significa que ninguém liga a máquina sem estes preceitos.
Vem uma segunda lógica a de preparar máquina.
Nessa não pode ter defeito nos acionamentos, não pode ter  os dancer´s fora de posição ( Entre cada bloco tem um braço vertical que informa a eletrônica do conversor se ele esta mais lenta ou mais rápido e no final de curso dele um sensor de limite) por exemplo.
Na terceira lógica de proteção funcional, os freios, as sobre velocidades, os campos de motores, grades abertas etc...
Durante o processo de implantação em cada uma das lógicas em seu final tinha um relé mestre. Ora, isso implicava numa grande demora para que identificasse-mos falhas nos testes. Conversando com a Engenharia da Altus na época, nos foi sugerido utilizar um outro dispositivo do PLC, os Relés "Fim de Lógica".
Este era o segredo que acabou sendo esquecido. Quando um deles estava acionado ele desligava os barramentos seguintes mas permitia que se via o funcionamento das outras lógicas.
Pode até ser pela sobretensão gerado pelo raio, mas a falha estava num sensor de freio junto a máquina ( conhecida cebolinha) mas sem esta informação citada acima só alguém das antigas da  Altus matasse a charada.

Mesmo depois de liberado a máquina, ela trabalhava torta para mim. Eles estavam ansiosos para voltarem a rotina e o principal a produção acumulada. Queriam encerrar tudo ali mas...
 Informei que tinha mais coisas na máquina  e precisaríamos de mais tempo, portanto mais  um dia. 
No dia seguinte realizamos um trabalho demorado de alinhamento dos conversores.
Também encontramos um conversor de campo de um dos blocos com defeito. Ele não enfraquecia o campo e com  isso a tensão de armadura chegava a 600 Vdc,com riscos de queimar o motor DC e mais que isso, não desligava por sobre-tensão dc, um sensor importante de proteção.

O especialista num determinado sistema de equipamentos, vê coisas que o operador da máquina e o pessoal da manutenção não vê. No caso acima  observei dancer´s operando fora de posição, tortos, vi que a máquina não trabalhava na velocidade programada para tal sem quebrar arame.
Ora, isso tem uma série de fatores que envolvem o controle dos acionamentos, individuais a cada bloco. Por exemplo se a velocidade máxima é de 2200 rpm do motor tem que chegar lá. Isso passa pela resposta correta dos tacômetros e pelos enfraquecimentos dos campos dos vários  motores.
Foi por isso que disse que o ajuste era demorado e precisava de mais um tempo para isso.
Observe a imagem abaixo, onde o dancer esta a frente do bloco e o arame passa por ele. Na sua base tem um reostato que recebe o + da fonte de um lado e o - fonte de outro ( +12Vdc e -12Vdc). o centro deste reostato vai para compor o controle analógico de velocidade da máquina. Por exemplo se o bloco da frente puxa mais o dancer se desloca para um lado e manda um sinal de aumentar a velocidade para seu bloco. Se acontecer o contrario ele esta mais veloz que o bloco a frente, seu dancer se deslocará para o outro lado e um sinal de reduzir velocidade é composto ao sistema.
É por isso que precisamos ajustar o acionamento de bloco a bloco. Estávamos cientes de problemas nos acionamentos e realmente encontramos enfraquecimento de campo atuando cedo de mais ou seja, inferior a tensão desejada de armadura, no caso 460 Vdc. Efetivamente alguns já enfraqueciam com 300 e poucos volts , mudando a curva de velocidade geral do sistema. 
Tinha também aqueles que enfraqueciam muito acima da tensão prevista, por exemplo perto dos 500 Vdc ,o que pode ao longo do tempo comprometer o motor. Também encontramos defeito como citado acima onde não existia nenhum enfraquecimento de campo .
Nota: 
Para os leigos- Enfraquecimento de campo é quando um motor de Corrente Continua é acionado até sua velocidade máxima padrão no primeiro momento. Num segundo momento se precisa de maior velocidade, então a tensão de armadura permanece fixa no seu valor máximo e corrente de campo gradativamente inicia uma limitação ( exemplo campo cheio 5 A podendo chegar ao mínimo de 2 A) que vai fazer aumentar a velocidade ou rpm deste mesmo motor.  

Alguém poderia perguntar e a manutenção não viu isso ?

Diria que depende. 
Depende do tamanho da empresa , depende se eles tem um processo de manutenção preventiva periódica, depende se eles tem como procedimento serem acionados pela operação das máquinas. Obviamente que as grande empresas tem processos de manutenção mais apurados e podem detectar estes problemas em seus processos de melhorias continuas.
Já empresas médias e pequenas trabalham com seus custos mais ajustados e nem sempre é assim.Talvez seja para elas  um custo mais favorável efetuar atendimentos por corretivas, explicando o caso citado acima.

Por fim foi gratificante voltar no tempo por vários motivos. Encontrar pessoas daquela época ainda trabalhando no mesmo local, encontrar um equipamento em você se sente pai e que ainda funciona perfeitamente produzindo com qualidade.Uma máquina que se encontrava no limiar da mudança de sistemas analógicos para sistemas digitais ou microprocessados. Se observa claramente que o controle e o acionamento são todos analógicos mas o comando já era de uma tecnologia do futuro ( PLC). Hoje tudo é diferente, os acionamentos são controlados por processadores conversando hierarquicamente com um controle de processo central,uma outra tecnologia , uma outra filosofia tecnológica.
Gratificado por encontrar no salão do aeroporto de Campinas  esta joia da F1, esta lenda da F1 como bônus, era uma chamada para o GP Brasil de F1 de 2015.
Até a próxima!


Fontes:
Fotos de aquivos próprios e da internet.
Nomes  da empresa e de pessoas não são citadas por falta de autorização.
Dedico especialmente ao meu mestre de eletrônica industrial na ETP/ETFP , Paulo Osório ( Diodinho para os  amigos) que tem me acompanhado nestes artigos com grande satisfação.

J.A.