terça-feira, 5 de maio de 2015

Algumas das Importantes descobertas científicas que aconteceram por acidente e mudaram o mundo

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Interessante este artigo do jornalciencia;

Referentes a algumas descobertas das ciências. Muitas vem da observação da pesquisa e do conhecimento, outras nem tanto, vem do acaso...

Muitas vezes, uma procura por algo acabou acarretando no descobrimento de outros, em algumas ocasiões, por motivos tão simples como esquecer de lavar as mãos.

A mais famosa dessas invenções acidentais foi, naturalmente, a penicilina, e aqui você poderá conhecer, não só essa, como muitas outras histórias de descobertas acidentais.
Nessa matéria, listamos 12 ocasiões inusitadas que levaram a descobertas científicas importantes por pura serendipidade – termo usado para descobertas que são feitas “sem querer”.
1. No início de 1990, a Pfizer estava testando uma droga
 chamada UK92480, destinada a tratar pacientes com 
angina, um precursor comum para ataques cardíacos, 
envolvendo a constrição dos vasos sanguíneos que irrigam o
 coração.
A empresa esperava que a droga fosse capaz de ‘relaxar’ os vasos sanguíneos. A droga falhou nesse aspecto, mas os testes revelaram um efeito bastante “curioso” abaixo da cintura dos pacientes, especialmente nos homens, e assim foi criado a famosa pílula azul, chamada de Viagra. Não à toa, um dos efeito colateral do medicamento, é, possivelmente, causar ataques de coração.
2. Em 1907, o químico belga Leo Baekeland estava tentando
 encontrar um substituto para a goma-laca, uma resina 
secretada por um besouro do Sul da Ásia, mas ao invés 
disso, ele produziu o primeiro plástico do mundo. Ao 
combinar formaldeído com fenol, um produto de resíduos de
 alcatrão de carvão, e misturar com outros materiais, 
Baekeland criou acidentalmente um polímero não condutor 
e resistente ao calor, usado em praticamente tudo o que 
você vê ao nosso redor. Sem muita modéstia, ele nomeou o
 plástico como "Bakelite", para honrar a si mesmo.
3. Você sabe qual produto pode ser derivado do alcatrão de
 carvão? A sacarina, claro. E a descoberta do primeiro 
adoçante artificial do mundo aconteceu porque o químico 
russo Constantin Fahlburg, esqueceu de lavar as mãos. Em 
1879, depois de passar um dia criando reações de alcatrão 
de carvão com fósforo, amônia e outras substâncias 
químicas, ele percebeu, ao chegar em casa, que suas mãos 
estavam doces. Nascia o adoçante!
4. O forno de microondas foi inventado em 1945, quando um
 engenheiro chamado Percy Spencer Raytheon estava 
brincando com as fontes de energia dos equipamentos de 
radar. Então, ele percebeu que a barra de chocolate em 
suas calças estava derretendo. Ele celebrou sua descoberta
 consumindo um belo fondue de bolso.
5. O físico alemão Wilhelm Röntgen, que descobriu os raios
 X, em 1895, também não tinha essa intenção. Ele estava
 realizando experimentos com tubos de raios catódicos, 
quando notou um brilho estranho em seu laboratório escuro,
 a uma certa distância do tubo.
Röntgen acreditou que um novo tipo de radiação havia sido a responsável, e por isso, chamou de "raios X", sendo o X designado como o fator desconhecido. Eles poderiam passar através de papel, madeira, e até mesmo a pele. Röntgen utilizou a técnica de raios-X pela primeira vez, nas mãos de sua esposa. Ao ver a imagem, ela disse: "Eu vi a minha própria morte!".
6. Os raios-X causaram tanto rebuliço na comunidade 
científica que outra descoberta acidental de radiação 
aconteceu, logo em seguida. Na França, em 1896, Antoine 
Henri Becquerel, foi testar a hipótese de que a luz solar 
poderia causar reações no urânio, fazendo-o emitir raios-X, 
e esses raios iriam expor filmes fotográficos. Mas, neste caso
 de serendipidade científica, alguns dias nublados forçaram 
Becquerel a, literalmente, guardar sua experiência dentro 
de uma gaveta fechada. Depois, pensando em como 
desenvolver o filme, Becquerel ficou surpreso ao descobrir que o material tinha sido exposto, e percebeu que o próprio 
urânio emitia esta radiação invisível.
7. Em 1839, Charles Goodyear deixou cair, acidentalmente,
 uma mistura de borracha, enxofre, e chumbo em um fogão 
quente. A mistura endureceu, mas ainda era utilizável. O 
mundo, finalmente, teve uma borracha realmente durável, 
resistente ao calor e frio – usada mundialmente em diversas 
aplicações, inclusive pneus.
8. Robert Chesebrough queria ficar rico explorando os 
campos de petróleo, mas, em 1859, ele percebeu que 
trabalhadores estavam reclamando a respeito da “Rod
 Wax”,uma substância irritante, parecida com a cera, que 
entupia seus equipamentos de perfuração. Chesebrough 
chamou-a de vaselina, e passou a usá-la para tratar cortes e
 queimaduras. Ele até chegou a comeu uma colher do 
material, diariamente.
9. Wilson Greatbatch estava trabalhando em um aparelho 
que captava batimentos cardíacos, no final de 1950, 
quando, acidentalmente, instalou o resistor errado. O 
dispositivo começou a criar um pulso elétrico rítmico e 
Greatbatch percebeu que ele poderia ser usado para regular
 um coração humano. Criou-se um marcapasso útil, que 
revolucionaria a medicina.
10. Em 1827, o farmacêutico inglês, John Walker, estava
 mexendo um pote de produtos químicos que incluíam 
sulfeto de antimônio e clorato de potássio, e notou a 
formação de caroços secos no final de sua vara de mistura.
Para tirar o caroço, ele esfregou a ponta da vara em uma 
superfície e uma chama surgiu. Surgia assim, o primeiro
 palito de fósforos da humanidade.
11. Apesar do que você já possa ter ouvido, a NASA não 
inventou o Velcro. Em 1941, um engenheiro elétrico suíço 
chamado George de Mestral, notou como sementes 
de Xanthium ( gênero botânico pertencente à família 
Asteraceae) grudavam na pele de seu cão, facilmente. 
Analisando a estrutura da planta, ele modelou o Velcro após
 copiar os minúsculos ganchos da Xanthium, que tão 
facilmente grudavam na roupa e na pele.
12. O químico da DuPont, Roy Plunkett, estava trabalhando
 em um novo refrigerador de clorofluorcarbono, em 1938, 
quando ele acabou mudando a vida de cozinheiros em todo 
o mundo. Ele tentou combinar ácido clorídrico com o gás 
tetrafluoretileno. Ao separar o gás, ele precisou resfriar e 
pressurizar o gás em latas.
Ao abrir as latas no dia seguinte, elas estavam vazias, 

porém, como se o peso continuasse o mesmo de quando 

estavam cheias. Ele notou que elas haviam aderido à 

superfície interna da lata.  Assim ele descobriu, 

acidentalmente, um novo polímero chamado de 

politetrafluoretileno, mais conhecido como Teflon.
J.A.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Missão Rosetta já reescreve a história dos livros de ciência

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Que contribuição está o estudo do cometa 67P a dar para o
 conhecimento científico?
Nesta edição de Space, olhamos com atenção para a 
missão Rosetta e como ela está a mudar a nossa visão do 
universo e da forma como a água terá chegado à terra.
Video :
Vídeo com tradução para o Português neste artigo original:
http://pt.euronews.com/2015/03/26/missao-rosetta-ja-esta-a-reescrever-os-livros-de-ciencia/
"A água deste cometa é completamente diferente da água que temos na Terra."
O 67P Churyumov-Gerasimenko é provavelmente o cometa 
mais conhecido do Sistema Solar.
A sonda Rosetta está a estudá-lo desde o espaço à sua 
volta e a Philae está pousada na sua superfície.
A perseguição do cometa tem sido recheada de surpresas,
 desde a estranha forma do 67P – uma montanha 
sensivelmente com o volume do Monte Branco, nos Alpes – 
aos ressaltos da sonda Philae. E há mais, porque a Philae
 ainda pode voltar a ‘acordar’.
O trabalho em torno da Rosetta é feito um pouco por toda a 
Europa, mas foi aqui, em Berna, na Suíça, que foi feita a
 descoberta mais surpreendente até agora:
Muitos tinham previsto que a água do cometa seria 
semelhante à da Terra, mas estavam enganados:
“Desde cedo, nesta missão, vimos que a água do cometa é 
completamente diferente da água que testamos aqui, em 
laboratório. Isto é uma boa prova que o cometa tem uma 
água diferente da que temos aqui na Terra”, explica Kathrin 
Altwegg, professora de Física na Universidade de Berna.
A análise de dados de outro cometa semelhante tinha
mostrado uma água idêntica à que temos na Terra.
Os resultados substancialmente diferentes obtidos nas 
analises da Rosetta provocaram uma onda de choque na 
comunidade científica.
“É uma verdadeira surpresa. Temos de voltar a estudar tudo 
para tentar perceber como é que a Terra recebeu toda a sua
 água, se não foi do material que chegou dos confins do 
sistema solar”, avança Claudia Alexander, da NASA.
E há outras surpresas:
A superfície do planeta parece ter fendas, rochedos, 
montanhas, crateras e ondulações. Não nos podemos 
esquecer que se trata de um corpo extraterrestre como a 
humanidade não tinha visto até agora.
A excitação é grande no seio da equipa científica da missão 
Rosetta. Todos os dias, a sonda recolhe imagens, poeiras e 
gases no seu voo ao lado do cometa.
E toda a equipa está a postos para o caso da Philae dar 
sinais de vida, o que iria permitir gigantescos avanços 
científicos.
A Rosetta e a Philae partiram em 2004 para apanhar um 
cometa. Os dados que recolhem, mais de uma década 
depois, estão a reescrever o nosso conhecimento sobre a 
formação do sistema solar de uma forma surpreendente.
Recentemente uma outra reportagem a respeito do próximo 
momento em que o robô  Philae será acordado.



Cometa 67P não tem magnetismo e isso leva-nos até aos primórdios do sistema solar


A descida acidentada do File até ao cometa ajudou na medição do seu campo magnético ESA
Enquanto o já famoso cometa 67P/Churiumov-Gerasimenko se aproxima do Sol, o manancial de dados recolhidos pelos instrumentos da sonda da Agência Espacial Europeia (ESA), aRoseta, e do seu robô, o File, continuam a ser analisados. O objectivo é desvendar a geologia daquele cometa, as suas origens e observar a sua actividade à medida é aquecido pelo Sol. Tanto aRoseta, que se encontra em órbita do cometa, como o File, que aterrou nele em Novembro último, têm instrumentos para medir o seu magnetismo, uma força que pode ter sido fundamental para a atracção da matéria no início do sistema solar, e que permitiu o nascimento dos planetas e outros astros.
Mas as medições feitas pelos dois aparelhos espaciais não encontraram magnetismo no 67P, segundo um artigo publicado nesta terça-feira na edição online da revista Science. Se as características físicas deste cometa forem representativas da população de cometas do sistema solar, então estas conclusões sugerem que o magnetismo foi menos importante para a formação dos astros do que se pensava.
O artigo da Science começa por dizer que a cauda de gases e poeiras libertadas pelos cometas, durante a sua aproximação do Sol, têm quantidades importantes de ferro. Por isso, o ferro faz parte da composição dos cometas.“Até 1% do conteúdo de ferro pode estar presente na forma de magnetite”, explica o artigo de Hans-Ulrich Auster, da Universidade Tecnológica de Brunswick, na Alemanha, e colegas. E a magnetite é o mineral por excelência do magnetismo. Por isso, os cientistas tentaram observar esta assinatura no cometa e fizeram-no durante a impressionante aterragem do File no 67P, a 12 de Novembro.
Depois de dez anos de viagem, a sonda Roseta chegou finalmente aos arredores do núcleo do cometa em Agosto último, quando o 67P estava entre a órbita de Marte e Júpiter (em Agosto próximo, o cometa vai fazer a aproximação máxima do Sol, algures entre a órbita da Terra e de Marte). Na altura, a sonda analisou o corpo celeste para encontrar o melhor local de aterragem do File, que acabou por ser numa das pontas do 67P. 
A descida aconteceu a 12 de Novembro, algo inédito até então. Mas não como se esperava. A Rosetta largou o  Philae e o robô foi atraído pela ténue força gravítica do cometa, acertando na região esperada. Mas o mecanismo pensado para prender o robô ao solo com arpões não foi accionado. Assim, o robô ressaltou, voltou a descer e bateu em rochas, subiu de novo, voltou a cair, deu ainda mais um pequeno pulo e, finalmente, pousou perto de uma falésia. Durante os dois dias seguintes, o File conseguiu enviar para a Terra a informação registada pelos instrumentos, usando a energia das suas baterias. Mas o local onde caiu e a sua posição não permitiram que os seus painéis solares recebessem muita luz. Assim, adormeceu e ainda não voltou a acordar até hoje.
Parte da informação que chegou à Terra foi sobre o magnetismo do cometa. Um dos instrumentos do Philae é o Romap, que mede o campo magnético. Durante a descida, o aparelho esteve sempre activo. “O voo não planeado pela superfície do planeta acabou por permitir que recolhêssemos medições precisas do campo magnético nos quatro pontos em que o File tocou no cometa, e a diferentes altitudes”, explicou Hans-Ulrich Auster, cientista responsável pelo Romap, num comunicado da ESA. Por isso, do ponto de vista científico, esta descida atribulada acabou por ser positiva para esta medição.
Ao mesmo tempo que o Romap do Philae estava a obter estes dados, a Roseta também fazia medições do campo magnético com outro instrumento científico. Estas duas medições paralelas foram importantes para os cientistas. Se as duas medições fossem iguais, os aparelhos estavam a medir apenas o campo magnético resultante da interacção entre o vento solar e a fina atmosfera do cometa; se fossem diferentes, então o Romap estava a medir o campo magnético vindo do 67P.
“Se a superfície estivesse magnetizada, veríamos um claro aumento do campo magnético à medida que [o File] se aproximasse da superfície”, explicou Hans-Ulrich Auster. “Mas não foi isso que aconteceu em nenhum dos locais, por isso concluímos que o cometa 67P é um objecto marcadamente não magnético.”
Não está ainda tudo dito sobre o magnetismo do 67P. O Romap só conseguiu avaliar a influência desta força a escalas de um metro ou mais. Ao nível do centímetro ou do milímetro, continua-se sem saber se esta força está presente naquele cometa.
Mas se tomarmos a composição e as características do 67P como representantes de algum do material inicial do sistema solar, o que se conclui destas medições é que, naquela altura, blocos de matéria com o tamanho de um metro ou mais não exerceriam nenhuma força magnética. Por isso, esta componente não seria importante para a atracção e agregação de corpos maiores até a gravidade passar a ser uma força suficientemente forte para continuar esse processo de crescimento que permitiu a existência de asteróides, cometas, luas e planetas.
Fontes :
J.A.

sábado, 25 de abril de 2015

Novas descobertas sobre eletromagnetismo viabiliza antenas dentro dos chips...

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A Revista Eletrônica Inovação Tecnológica traz uma grande 

informação, complementando sua informação em 

19/12/2013 sobre o Eletromagnon: o elo que faltava entre o "eletro" e o "magnetismo" 

A reportagem atual publicada em em 20/04/2015 mostra um avanço tecnológico importante e uma complementação da Teoria de  Maxwell.

Hoje os chips são menores do que os conectores das antenas - agora a antena inteira cabe dentro do chip. [Imagem: Dhiraj Sinha/Gehan Amaratunga/UCam]

Descoberta sobre eletromagnetismo

Se a onda tecnológica atual dava a impressão de que

 já sabíamos tudo sobre o eletromagnetismo e a 

transmissão de dados por meio de antenas, ficou 

claro agora que essa era uma suposição ilusória.
Uma nova descoberta não apenas complementa e 

estende as teorias atuais, como também tem 

implicações práticas imediatas para a melhoria da 

própria tecnologia, com grande impacto no campo 

das transmissões via rádio, hoje mais conhecidas 

wireless (sem fios).
Físicos acabam de apresentar uma nova descrição da

natureza mais íntima do eletromagnetismo que torna

possível a construção de antenas pequenas o 

suficiente para serem inseridas dentro dos chips de

 computadores, tablets e celulares.
E, no nível mais fundamental, a nova descrição 

alinhava uma ponte entre as teorias da física clássica

 e da mecânica quântica.

Dimensões das antenas

O entendimento atual das ondas eletromagnéticas 

vem do trabalho de James Clerk Maxwell, feito há 

mais de 150 anos, que estabelece que as ondas 

eletromagnéticas são geradas pela aceleração dos 

elétrons.
Impulsionados por uma corrente elétrica, os elétrons

 aceleram e geram a radiação eletromagnética, ou 

ondas de rádio, que podem então ser dispersas pelo

 espaço através das antenas - a chamada radiação

 eletromagnética.
Ocorre que, para emitir e captar essas ondas, as 

antenas precisam ter dimensões que são 

determinadas pelo comprimento das ondas usadas 

nas transmissões - dimensões estas que são 

incompatíveis com as dimensões dos circuitos 

eletrônicos ultraminiaturizados da atualidade.
Dhiraj Sinha e Gehan Amaratunga, da Universidade 

de Cambridge, no Reino Unido, descobriram agora 

que não precisa ser assim.
Além de permitir fabricar antenas dentro dos próprios chips, a descoberta pode ser o elemento que faltava na teoria eletromagnética. [Imagem: Dhiraj Sinha/Gehan Amaratunga/UCam]
Teoria incompleta

Os físicos sabiam que a teoria de Maxwell era 

incompleta há várias décadas, desde que foram

 descobertos materiais conhecidos como sólidos 

dielétricos, que normalmente agem como isolantes, 

nos quais os elétrons não estão livres para se mover

 - mas esses materiais dielétricos geram e emitem 

radiação eletromagnética.
Além disso, o fenômeno da radiação devido à 

aceleração dos elétrons não tem uma contrapartida 

na mecânica quântica, onde se assume que os 

elétrons saltam entre estados discretos de energia.
Apesar da incompletude da teoria, isso não impediu

 que esses materiais fossem usados na prática: os 

ressonadores dielétricos são a base das antenas dos 

telefones celulares, por exemplo.
Os dois pesquisadores descobriram agora que o 

fenômeno da radiação eletromagnética não precisa 

ser gerado apenas pela aceleração dos elétrons: ele

 é gerado também por um processo chamado 

quebra de simetria.
A nova teoria elucida a geração de ondas que se espalham para o ambiente a partir de materiais dielétricos. [Imagem: Dhiraj Sinha/Gehan Amaratunga/UCam]
Quebra de simetria do campo elétrico

Em física, a simetria é uma indicação de uma 

característica constante de um aspecto particular de 

um sistema. Neste caso em particular, quando os 

elétrons estão em movimento no material, há uma 

simetria do campo elétrico.
Usando uma película muito fina de material 

piezoelétrico, a dupla demonstrou que é possível 

quebrar a simetria do campo elétrico aplicando um 

tensão assimétrica ao material. Isto gerou uma 

radiação eletromagnética que se espalha pelo 

espaço livre ao redor, demonstrando que o material 

pode funcionar como uma antena mesmo em 

escalas nanométricas.
Assim, a radiação eletromagnética emitida pelos 

materiais dielétricos é gerada tanto pela aceleração 

dos elétrons nos eletrodos metálicos conectados a 

eles, como Maxwell previu, quanto pela quebra de 

simetria do campo elétrico gerada pela chegada 

desses elétrons no material isolante.
Além de permitir fabricar antenas dentro dos 

próprios chips, a descoberta pode ser o elemento 

que faltava na teoria eletromagnética.
"Eu não estou sugerindo que nós tenhamos 

descoberto alguma grande teoria unificadora, mas 

esses resultados vão ajudar a entender como o 

eletromagnetismo e a mecânica quântica se cruzam 

e se juntam. Eles abrem um enorme conjunto de 

possibilidades a serem exploradas," disse 

Amaratunga.
Aplicações práticas
A descrição deste novo fenômeno terá efeitos 

práticos imediatos, não apenas para os telefones 

celulares e para as redes sem fios, mas também 

para tecnologias que estão dependendo de um 

impulso de miniaturização para decolar, como 

a Internet das Coisas, que depende de 

transmissores e receptores sem fios muito 

pequenos - algo limitado pela atual dimensão 

das antenas.
Os materiais piezoelétricos usados no experimento 

podem ser fabricados na forma de filmes - ou 

películas muito finas - usando semicondutores como 

o niobato de lítio, o nitreto de gálio ou o arseneto de 

gálio, todos bem conhecidos da indústria eletrônica 

e totalmente integráveis no interior dos chips.


Imagens do Artigo publicado em 9/12/2013 sobre 

o Eletromagnon
Só recentemente um material multiferroico permitiu  controlar o magnetismo usando eletricidade a temperatura ambiente pela primeira vez.[Imagem: Ruhr Universitat]


Este foi o complexo aparato desenvolvido por Pimenov para demonstrar que suas suspeitas iniciais estavam corretas. [Imagem: TUWien]

Fontes:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=descoberta-eletromagnetismo-antenas-dentro-chips&id=010110150420&ebol=sim#.VTrTXtJViko
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=eletromagnon-elo-entre-eletro-magnetismo&id=010110131219

J.A.